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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

DAVID BOWIE



A canção LA MORT foi traduzida para inglês por Shuman e Blau para o espectáculo “Jacques Brel is alive and well and living in Paris”. Depois disso foi cantada, além de Shuman, por Amanda McBroom, Scott Walker, Marc Almond e David Bowie, estes os mais representativos dos 42 intérpretes de LA MORT que se conhecem. Estes dados, e outros, podem ser consultados no site LA CHANSON DE JACKY.


Este é o texto de La mort na sua versão inglesa e, no vídeo, a sua interpretação por Bowie.

MY DEATH

My death waits like an old roué
so confident I'll go his way
whistle for him and the passing time...
My death waits like a bible truth
at the funeral of my youth
weep loud for that and the passing time...
My death waits like a witch at night
as surely as our love is bright
let's laugh for us and the passing time

But whatever lies behind the door
there is nothing much to do...
angel or devil, I don't care
for in front of that door... there is you.

My death waits like a beggar blind
who sees the world with an unlit mind
throw him a dime for the passing time...
My death waits to allow my friends
a few good times before it ends
let's drink to that and the passing time
My death waits in your arms, your thighs
your cool fingers will close my eyes
let’s not talk about the passing time

My death waits among the falling leaves
in magicians mysterious sleeves
rabbits dogs and the passing time
My death waits among the flowers
where the blackest shadow cowers
let's pick lilacs for the passing time
My death waits in a double bed
sails of oblivion at my head
pull up the sheets against the passing time






domingo, 15 de agosto de 2010

In The Port of Amsterdam




Esta é uma versão em inglês de AMSTERDAM feita por Mort Shuman que já foi cantada por diversos nomes famosos do mundo das cantigas. Aqui neste video temos a versão do Ziggy Stardust / David Bowie que apesar de bem “esgalhada” não tem a força do ORIGINAL. O texto inglês é uma sombra do texto escrito por Brel. Portanto, com estes versos, que reproduzo abaixo, BOWIE faz o que pode...

In The Port of Amsterdam

In the port of Amsterdam there's a sailor who sings
Of the dreams that he brings from the wide open sea
In the port of Amsterdam there's a sailor who sleeps
While the river bank weeps to the old willow tree

In the port of Amsterdam there's a sailor who dies
Full of beer, full of cries in a drunken town fight
In the port of Amsterdam there's a sailor who's born
On a hot muggy morn by the dawn's early light

In the port of Amsterdam where the sailors all meet
There's a sailor who eats only fish heads and tails
And he'll show you his teeth that have rotted too soon
That can haul up the sails that can swallow the moon

And he yells to the cook with his arms open wide
"Hey, bring me more fish throw it down by my side"
And he wants so to belch but he's too full to try
So he stands up and laughs and he zips up his fly

In the port of Amsterdam you can see sailors dance
Paunches bursting their pants grinding women to porch
They've forgotten the tune that their whiskey voice croaked
Splitting the night with the roar of their jokes
And they turn and they dance and they laugh and they lust
Till the rancid sound of the accordion bursts and then out of the night
With their pride in their pants and the sluts that they tow
Underneath the street lamps

In the port of Amsterdam there's a sailor who drinks
And he drinks and he drinks and he drinks once again
He'll drink to the health of the whores of Amsterdam
Who've given their bodies to a thousand other men
Yeah, they've bargained their virtue their goodness all gone
For a few dirty coins well he just can't go on
Throws his nose to the sky and he aims it up above
And he pisses like I cry on the unfaithful love
In the port of Amsterdam
In the port of Amsterdam

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

LE MORIBOND

De Janeiro a Junho de 1978, Brel está em Atuona, Ilhas Marquesas. A sua saúde piora. Em Julho, Brel regressa a Paris para se submeter a novo tratamento.
Em 7 de Outubro ele está muito doente e é internado no Hospital Franco-Musulman em Bobigny nos arredores de Paris. Sofre uma embolia pulmonar.
Em 9 de Outubro morre às 4 horas e 10 minutos da manhã.
É enterrado na Ilha Hiva Oa a alguns metros do pintor Gauguin.


O MORIBUNDO
Le moribond é um óptimo exemplo da composição breliana. A estrutura dos versos repete-se, delimitando o campo semântico. É como ter um molde onde se vão introduzindo pequenas variações.
Esta canção de 1961 teve uma versão em inglês intitulada “Seasons in the sun” e foi cantada por um cantor pop da altura chamado Terry Jacks. A canção correu mundo e esteve em primeiro lugar nos tops de vários países. Outras canções de Brel tiveram sucesso idêntico nas suas versões inglesas. Por exemplo Au suivant cantada pelo Scott Walker, dos Walker Brothers, e Ne me quitte pas, cantada por Nina Simone, Frank Sinatra, R.Charles, D.Bowie, Sting, etc. Nenhuma das versões, porém, atingiu o nível do original.

Adeus Emílio, sempre te quis bem... Tu sabes que sempre te quis bem... Cantámos os mesmos vinhos, cantámos as mesmas raparigas, cantámos os mesmos desgostos... Adeus Emílio, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com a paz na alma, porque sei que és bom como o pão branco e tomarás conta da minha mulher...
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, quero que dancem quando me meterem lá na cova...

Adeus Padre, sempre te quis bem... Tu sabes que sempre te quis bem... Não estávamos no mesmo bordo, não seguíamos a mesma rota, mas procurávamos o mesmo porto.... Adeus Padre, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com a paz na alma, porque sei que tu eras confessor da minha mulher e, portanto, vais tratar bem dela…
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, quero que dancem quando me meterem lá na cova...

Adeus António, nunca gostei muito de ti... Tu sabes que nunca gostei muito de ti... Fico danado porque vou morrer hoje, ao passo que tu ficas aí vivinho, e mais rijo que o fastio... Adeus António, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com a paz na alma, porque, visto que eras o amante dela, sei que cuidarás bem da minha mulher...
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, quero que dancem quando me meterem lá na cova...

Adeus minha mulher, sempre te quis bem... Tu sabes que sempre te quis bem... Mas, vou tomar este comboio com destino ao Bom Deus... Este comboio é antes do teu, mas, cada um toma o comboio que pode. Adeus minha mulher, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com os olhos fechados, mulher, porque por ti, tive-os fechados muitas vezes, e eu sei que tu vais cuidar da minha alma...
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, e quero que dancem quando me meterem lá na cova...