O coreano-americano é
jovem, é extravagante e também é, rezam os relatos, inesquecível. Lou Reed,
Laurie Anderson e Madonna são fãs.
A sua mais recente
aventura musical dá pelo nome de "Till Dawn Sunday" e define-se como
"aquilo que aconteceria se Judy Garland, Freddie Mercury, Donna Summer
Charlie Chaplin e Jacques Brel se
juntassem para levar à Broadway um espectáculo de violino" - palavras do
próprio. É violinista, mas não é um violinista qualquer. Não vale só pela
sólida formação clássica; vale, isso sim, pela capacidade de fazer com que
vários universos converjam nos seus espectáculos.
Podemos vê-lo no Lux Frágil em Lisboa- Av. Infante D. Henrique - Armazém A (Cais
da Pedra a Santa Apolónia)
10-07. Terça às 22h00 .
Eis um excerto do
virtuosismo e excentricidade do senhor HANN-BIN…
O meu amigo Rafael, um breliano do "Brasiu", encontrou num blog - MARVIN LORENZ '94 - que contém esta pequena preciosidade: Uma caricatura de JACQUES BREL. Segundo consta no seu perfil, Marvin tem 18 anos, é alemão e adora desenhar, especialmente caricaturas.
O
Furacão é 3ª e última
parte do poema sinfónicoJEAN DE BRUGES escrito e dramatizado por
Jacques Brel e com música sinfónica de FRANÇOIS
RAUBER. Encontra-se AQUI no youtube.
Neste poema o velho
marinheiro fanfarrão Jean de Bruges conta que “enfrentou o maior furacão do mundo. Uma coisa medonha. Nunca vista. Foi
de tal maneira que destruiu a costa norte da Bélgica, onde se encontra Bruges,
dividindo a terra para formar os arredores de Bruges que tomaram então o nome
de Inglaterra.”
No mesmo disco, que se
intitulou “Jacques Brel chante la Belgique”, (edição Barclay)
estava ainda a canção “Il neige sur Liège”.
Este é, portanto, um
disco raríssimo. Um disco que deve valer uns milhares de euros. Se o
encontrarem por aí nalguma feira, nalgum alfarrabista, avisem por favor.
“LES MAGNIFIQUES”, é o último livro de NICOLAS CROUSSE –
escritor, ensaísta e jornalista no Le Soir. O livro homenageia os monstros
sagrados da canção francesa.
LES MAGNIFIQUES – Une autre
histoire de la chanson française, foi editadopela editora Flammarion,
colecçãoPOPCulture.
Das edições MERCURE DE FRANCE está à venda o livro “LE GOÛT DE TAHITI” escrito por
Tristan Savin. No livro foi publicado o texto da canção de JACQUES BREL “Les
Marquises”.
Ao longo dos últimos vinte anos Arnie Johnston tem sido
considerado como talvez o mais importante tradutor para a língua inglesa das
canções de JACQUES BREL. Porém, além de tradutor Arnie também interpreta as suas traduções.
No seu CD de 1997 “Jacques
Brel: I’m here!” Arnie interpreta dezanove das suas mais ou menos oitenta de
traduções de Brel.
Num CD de 2011, “By the Riverbank”, Arnie Johnston apresenta
quinze dos seus textos traduzidas (por poetas franceses da época) para canções do
compositor francês do século XIX Gabriel Fauré, executados por artistas famosos
de cabaré de Chicago com arranjos de jazz.
Diversas revistas americanas (New York City, Chicago,
Houston, Boca Raton, Cincinnati, and Kalamazoo) têm publicado as traduções deste professor
universitário, professor de literatura na Wayne State University.
A mais recente produção de Arnie, com traduções de Brel, tem sido levado à cena em locais como Nova Iorque e Chicago. Trata-se co concerto” Jacques Brel's Lonesome Losers of the
Night”, que teve óptimas críticas e casas cheias, no Outono de 2008 e Verão 2009.
Membro da Dramatists
Guild and the American Literary Translators Association,
Arnie oferece agora “Songs
You Thought You Knew” , um concerto com suas versões de canções de
Brel, Gabriel Fauré, Edith Piaf, Kurt Weill, Charles Aznavour e outros. Para
este concerto Arnie terá como convidado extra-especial, D.NEIL BREMER, um guitarrista
de excepção.
ARNIE JOHNSTON actuará no dia 8 de Maio na Biblioteca Pública de Kalamazoo.
CHARLES JARRY, desenhador belga nascido em Bruxelas (1942)
começou a sua carreira nas artes gráficas na área da publicidade. A partir de
1967 começou a fazer pequenas histórias para a Revista TINTIN . Em 1980 começou
a colaborar também com SPIROU. Em 1992 decidiu fundar a sua própria editor, Synopsis.
Também Jarry colaborou no livro de BD dedicado a JACQUES
BREL , já aqui falado neste blog na secção intitulada "La BD chante Brel". JARRY ilustrou a canção "MON PÈRE DISAIT"…
Em 1956 ANTÓNIO GEDEÃO escrevia o seu belo poema “Pedra
filosofal” onde explica a evolução da inteligência do homem através do olhar de
uma criança. Essa evolução termina com a alunagem, que se deu 13 depois. Para
Gedeão era como se o mundo, feliz, próspero e pacífico, pulasse e avançasse
como bola colorida entre as mãos da criança.
Em 1961 JACQUES BREL escreve o poema “OS MACACOS”. BREL,
mais corrosivo, mais radical e mais cruamente, explica no seu poema que a evolução da inteligência de “os macacos do seu bairro” se faz
com intolerância, preconceitos, racismo e violência. Para BREL, o homem comum, o
macaco do seu bairro, o seu vizinho, portanto, só se tinha civilizado após
inventar coisas como a câmara de gás,
a cadeira eléctrica, a bomba de napalm, e a bomba atómica...
JACQUES BREL em 1961 retratou mais fielmente o HOMEM que conhecemos hoje em dia…
Para ilustrar este texto, em cima está um desenho de FRED e LILIANE FUNCKEN, casal de autores de BD de
origem belga.
OS MACACOS
Antes deles, antes dos cus pelados, a flor, o pássaro e nós, andávamos em
liberdade... Mas, eles chegaram e a flor foi para um vaso, e o pássaro para uma
gaiola... E nós para um número. Porque eles inventaram as prisões, e os
condenados, e os registos criminais, e os buracos na fechadura, e as línguas
cortadas das primeiras censuras...
E só então, depois, é que ficaram civilizados, os macacos do meu bairro...
Antes deles, não havia problema quando as bananas amadureciam mesmo pela
Quaresma... Mas, eles chegaram a abarrotar de intolerância, e foram caçar,
pregando outras intolerâncias. Porque eles inventaram a caça aos albigenses a
caça aos infiéis e a caça a outros que tais... A caça aos macacos sensatos que
não gostavam de caçar...
E só então, depois, é que ficaram civilizados, os macacos do meu bairro...
Antes deles, o homem era um príncipe, a mulher uma princesa e o amor uma
província... Mas, eles chegaram, e o príncipe é um vagabundo, a província
definha e a princesa está à venda... Porque eles inventaram que o amor é
pecado, o amor é um negócio, uma feira de virgens, o direito ao assédio… Inventaram
as patroas de bordel...
E só então, depois, é que ficaram civilizados, os macacos do meu bairro...
Antes deles havia paz sobre a Terra, quando para dez elefantes não havia mais
que um militar... Mas, eles chegaram, e foi à bastonada que a razão de Estado
caçou a razão... Porque eles inventaram o ferro de empalar, e a câmara de gás,
e a cadeira eléctrica, e a bomba de napalm, e a bomba atómica...
E só então, depois, é que ficaram civilizados, os macacos do meu bairro... Os
macacos do meu bairro!
Jacques Brel sendo nascido Bruxelas poderia ter optado por
falar em dois idiomas: O Francês ou o Flamengo. Mas as escolas que frequentou eram francófonas e
acabou por deixar cair o flamengo no esquecimento.Isto reflecte-se ao longo da sua carreira
artística, onde apenas grava algumas canções em flamengo, para agradar aos
editores que queriam que ele vendesse discos também na Flandres.
Hoje divulgo uma versão da canção “Les Singes” – “"DE APEN" –
interpretada em flamengo pelo seu autor.
Lang voor hen, lang voor die kale lui
Toen waren wij, en bloem en vogels, heerlijk vrij
Maar sindszij kwamen zitten bloemen in en pot
De vogels in een kooi, beslissen zij ons lot
Want zij, zij vonden uit, de boef en het gevang
De strafregisters, en het kleine sleutelgat
En heeft hun lange schaar de pers gecensureed
De apen, de apen
De apen, hier uit de buurt
De apen, de apen
De apen, hier uit de buurt
Lang voor hen, toen was de man een
prins
De vrouw was een prinses, de liefde troetelkind
Maar sinds zij kwamen is de prins een bedelaar
Het rijk sterft uit en de prinses wordt handelswaar
Want zij, zij vonden uit de liefde die onteert
Die liefde die en zaak is, de slavinnenhandel
De gangsters met hun air van onbesproken wandel
En van toen af zijn zij gsyfiliserd
De apen, de apen
De apen, hier uit de buurt
De apen, de apen
De apen, hier uit de buurt
Lang voor hen eas er nog vrede po
aard'
De vrijheid van persoon die was nog heel wat waard
Maar sinds zij kwamen zijn zij er toch in geslaagd
Dat de rede van staat de rede heeft verjaagd
Want zij, zij vonden uit die spitse bajonet
De napalm en atoombom, de geleide raket
De hersenspoeling hebben zijn een hooggeleerd
En van toen af zijn zij geciviliseerd
De apen, de apen
De apen, hier uit de buurt
De apen, de apen
De apen, hier uit de buurt