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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

TU LEUR DIRAS...



Jacques Brel conheceu MADDLY BAMY na rodagem do filme L’Aventure c’est l’aventure, em 1971. Em 1974 Maddly abandona a sua carreira de actriz e bailarina e acompanha Brel na sua viagem marítima a bordo do Askoy. Devido à sua doença o cantor decide interromper a volta ao mundo e vai para Hiva Oa, ilha do arquipélago das Marquesas, em pleno Oceano Pacífico, onde viverá os seus últimos 4 anos de vida.
Em 1999 Maddly publicou um livro de memórias intitulado TU LEUR DIRAS, edições Fixot. Neste livro, na página 77, Brel fala assim da sua passagem pela Horta, em Setembo de 1974:

“... Se eu estou aqui (Ilhas Marquesas) é para ter paz. Aqui eu tenho paz. Sou feliz. Se não pudesse viver aqui gostaria de viver nos Açores...”
“... os Açores são portugueses, as ilhas formam um arquipélago em pleno Atlântico. Nós estivemos na Horta, capital da ilha do Faial. São ilhas vulcânicas, a vida é rude, difícil, mas as pessoas são gentis. Infelizmente falam português e eu só gosto do francês. Mas são ilhas de uma grande beleza. Pode-se viver as quatro estações do ano num só dia. De manhã é o orvalho da Primavera, temos vontade de passear pela frescura do tempo. Ao meio-dia é pleno Verão e come-se nos terraços. Chega o Outono com o meio da tarde, as mulheres põem os seus xailes. E a noite é o Inverno debaixo de dois cobertores. Não se admirem de ver neve cair sobre o vulcão.
Mas os Açores estão demasiado perto da França...”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

L'HOMME ET LA MER (2)

Dr.Decq Mota

Transcrevo hoje mais uma passagem do livro JACQUES BREL L’HOMME ET LA MER onde Prisca Parrish fala dos dias em que Jacques adoeceu e foi visto a bordo do Askoy por um médico local.
O médico local era o Dr.DECQ MOTA e deste encontro falei aqui neste blog no dia 6 de Novembro de 2009.
As “lembranças tristes” referidas no primeiro parágrafo deste pequeno relato têm a ver com a morte de Jojo. Brel tinha acabado de regressar à Horta após ter assistido ao funeral do amigo, em Paris.

“... Os dias esgotavam-se na alegria, na qual se misturavam por vezes as lembranças tristes que Jacques se esforçava por esquecer. A vida é bela, o mundo pertence aos vivos e nós partiremos para dar a volta ao mundo.
Uma manhã, Maddly diz-nos que Jacques não se sente bem. Que é que se passa ? pergunta Vic. Ele apanhou frio e está cheio de febre, está a tiritar e não se quer levantar, responde Maddly. Vic vai ver Brel. Efectivamente, ele está mesmo mal.
Vic vai chamar um médico local que chega ao Askoy na parte da tarde. Diagnóstico: Uma gripe muito forte. Passa uma receita de vitaminas e antibióticos e vai-se embora.
Jacques Brel fica deitado durante dois dias tomando escrupulosamente os remédios , sempre resmungando: Que grande porcaria! A gripe muito forte preocupou-nos a todos mas ao terceiro dia Jacques levantou-se. Em roupão de quarto, sobre o convés, brincando, ele gritou: Afinal só me faltava espirrar!”

sábado, 19 de setembro de 2009

BREL NA ILHA DO FAIAL - 1974

Fez ontem, dia 18, 35 anos que Brel deixou o porto da Horta com rumo à Madeira. Tinha chegado à ilha do Faial no dia 1 de Setembro a bordo do Askoy, na companhia da filha France e da amiga Maddly.
Dias depois recebeu a notícia da morte do seu amigo Jojo e regressou a Paris de avião, via Ilha Terceira, deixando o barco ao cuidado da filha e da amiga. Regressou ao Faial a bordo de um Jet Lear, propriedade de um milionário suíço que lhe deu boleia para os Açores.

A notícia que se segue vinha publicada no diário local “O Telégrafo”, de 17 de Setembro, e é bastante confusa, dado o pouco conhecimento que se tinha de Jacques Brel por estas paragens.

sábado, 5 de setembro de 2009

NOTÍCIA " O TELÉGRAFO" 3 de Setembro de 1974


O ASKOY foi o 134º iate a entrar no Porto da Horta em 1974. O Jornal O Telégrafo mantinha uma agenda diária de entrada de iates, mas nem sempre com dados correctos sobre essas entradas.
Nesta pequena notícia do dia 3 de Setebro de 1974, há vários erros: O Iate não se chama ASHOY, mas ASKOY, tinha 42 Toneladas e não 45, não tinha 5 tripulantes mas 3 (Brel, France e Maddly) e não se destinava à Graciosa, mas sim à Madeira.
O nome completo de Brel era JACQUES ROMAIN GEORGE BREL. Portanto, George Brel foi o nome com que se identificou perante as autoridades marítimas do Porto da Horta.