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domingo, 3 de abril de 2011

D.QUIXOTE em PARIS



L’HOMME DE LA MANCHA esteve na Bélgica (Théâtre Royal de la Monnaie) até 13 de Novembro de 1968. Na última semana a bilheteira não abriu porque estava tudo esgotado até ao fim do contrato com aquele teatro. Brel rumou então a Paris e pôs o espectáculo em cena no Théâtre des Champs-Elysées, de 11 de Dezembro até 17 de Maio de 1969. E naturalmente começaram a os pedidos de digressão a nível nacional e internacional. Mas o Grande Jacques recusou. Ele tinha abandonado os palcos em 1967 porque não queria cair na rotina e acabar a sua vida como um velho cantor que se aplaude por favor ou por reverência. Continuar com o L’Homme de la Mancha indefinidamente seria ir contra os seus princípios. E para variar dedicou-se ao Cinema.

O que dizem os jornais da altura: o jornal francês Le Monde, dois dias depois da estreia, refere-se ao Homem da Mancha dizendo “ As duas primeiras representações de L’Homme de la Mancha, comédia musical americana importada por Jacques Brel para o Teatro Des Champs-Elisées foram um triunfo. Salas esgotadas, salas atentas, pode-se dizer que a recepção foi muito mais calorosa que em Bruxelas”.
O Paris Match comenta “D.Quixote auxilia a Medicina. L’Homme de la Mancha, a comédia musical onde Jacques Brel é D.Quixote começou a sua carreira parisiense ultrapassando um recorde conseguido por CHAPLIN: O da maior dádiva obtida numa noite de estreia. Todo o dinheiro da bilheteira daquela noite foi para os investigadores da Fundação de Pesquisa médica.”

Esta é uma recriação chilena do espectáculo de Mitch Leigh, textos de Joe Darion e libreto de Dale Wasserman no Teatro Teleton, MAN OF LA MANCHA.

sábado, 6 de novembro de 2010

D.QUIXOTE ESTÁ DE VOLTA


Don Quixote, de Honoré Daumier (óleo sobre tela)

L’HOMME DE LA MANCHA volta à cena no Teatro Capitole, Toulouse, entre 12 e 19 de Dezembro. Tem direcção musical de Didier Benetti e encenação de Jean-Louis Grinda.
Nos principais papéis estão Marie-Ange Todorovitch – Aldonza, Laure Baert - Antonia, Christine Solhosse - Governanta, Nicolas Cavallier – D.Quixote/Cervantes e Rodolphe Briand – Sancho Pança.
As aventuras trágico cómicas do famoso Senhor de La Mancha, a cavalo no seu velho Rocinante, ao lado do seu escudeiro Sancho Pança, é transposta para o mundo do musical por Dale Wasserman, que também foi o autor da peça “Voando sobre o ninho Cucos”. O destino de Don Quixote, identificado com o do seu autor, Miguel de Cervantes, é o pano de fundo para a história épica de uma busca impossível, da propensão universal de sonhar a sua própria vida através das histórias, com música de Mitch Leigh e nos textos em francês de Jacques Brel, ele próprio um criador do personagem de Dom Quixote.
A primeira apresentação deste musical, com Brel no papel de D.Quixote foi em 4 de Outubro de 1968 no Teatro de la Monnaie em Bruxelas.


O texto em português desta canção pode ser lido AQUI neste blog.

domingo, 4 de outubro de 2009

LA QUÊTE - L'HOMME DE LA MANCHA

Jacques Brel fez em 1968 a adaptação para francês de "O homem da Mancha", espectáculo de Dale Wasserman baseado em "D.Quixote", de Cervantes, que esteve vários anos em cena na Broadway. Brel é o próprio D.Quixote de la Mancha. A estreia é a 4 de Outubro de 1968 (faz hoje, portanto, 41 anos), em Bruxelas, mas Dário Moreno, o cantor francês que faz de Sancho Pança, morre a 30 de Novembro. É substituído por outro cantor, mas Brel fica destroçado. No entanto, o espectáculo volta a estrear em Paris a 11 de Dezembro, no teatro dos Campos Elísios. A canção "La quête" é deste espectáculo. Apenas o texto é de Brel. A música é de Mitch Leigh. Em inglês esta canção chama-se "The impossible dream" e é interpretada por inúmeros cantores em todo o mundo.

A DEMANDA

Sonhar um sonho impossível, carregar a tristeza das partidas, arder numa qualquer febre, partir para onde ninguém parte…
Amar até à ruptura. Amar, mesmo demais, mesmo mal... Tentar, sem força e sem armadura, alcançar a estrela inacessível... Esta é a minha demanda. Seguir a estrela!
Pouco me importa a minha sorte, pouco me importa o tempo ou o desespero... Há que lutar sempre, sem perguntas nem descanso… Que se lixe o ouro que há numa palavra de amor... Não sei se serei esse herói, mas o meu coração ficará tranquilo…
E as cidades ficarão estupefactas, porque um infeliz arde ainda, depois de já ter ardido, arde ainda, mesmo demasiado, mesmo mal, para alcançar, destroçado, a estrela inacessível...