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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

EL SUEÑO IMPOSIBLE



E neste princípio de annus horribilis continuemos com o nosso SONHO IMPOSSÍVEL porque sonhar ainda não paga imposto nem consta das medidas do PEC.
E a versão que aqui trago hoje é na língua de Cervantes, o autor de D. Quixote de la Mancha.
EL SUEÑO IMPOSIBLE nesta interpretação que encontrei no youtube do tenor RODRIGO JOSÉ DOMÍNGUEZ.


EL SUEÑO IMPOSIBLE

Con fe lo imposible soñar
al mal combatir sin temor
triunfar sobre el miedo invencible
en pie soportar el dolor

Amar la pureza sin par
buscar la verdad del error
vivir con los brazos abiertos
creer en un mundo mejor

Es mi ideal
la estrella alcanzar
no importa cuan lejos
se pueda encontrar
luchar por el bien
sin dudar ni temer
y dispuesto al infierno llegar si lo dicta el deber

Y yo sé
que si logro ser fiel
a mi sueño ideal
estará mi alma en paz al llegar
de mi vida el final

Será este mundo mejor
si hubo quien despreciando el dolor
combatió hasta el último aliento

Con fé lo imposible soñar
y la estrella alcanzar




quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

L'HOMME DE LA MANCHA

Em Agosto de 1968, começam os ensaios de "L'Homme de la Mancha" no Teatro Champs-Elysées em Paris.
A 4 de Outubro é a estreia no Théâtre Royal de la Monnaie em Bruxelles. Dario Moreno interpreta o papel de Sancho Pança.
Em 30 de Novembro, Dario Moreno morre no aeroporto de Istambul e é substituído por Robert Manuel. É durante este mês de Novembro que a comédia musical americana "Jacques Brel is alive and well and living in Paris" é estreada em Londres.
A 11 de Dezembro tem lugar a primeira apresentação de "L'Homme de la Mancha" no Teatro Champs-Elysées, Paris.

O Homem da Mancha (1968)

Escuta-me pobre mundo, insuportável mundo
Isto é demais, já bateste no fundo, estás demasiado cinzento
Tu és demasiado feio abominável mundo,
Escuta-me, um cavaleiro desafia-te, sim sou eu Dom Quixote
Senhor da Mancha, para sempre ao serviço da honra
Porque eu tenho honra em ser EU, D.Quixote sem medo
E o vento da história canta em mim,
Além disso, que me importa a história, desde que ela me leve à glória...

E eu sou Sancho, Sancho, o seu criado, o seu filho, o seu irmão
Sancho o seu único amigo, para sempre o seu único seguidor
e por isso me orgulho...

Olhem para mim, dragões, feiticeiros e feiticeiras, o vosso reino morre hoje
Olhem para mim, a virtude arde na minha bandeira
Olhem para mim, um cavaleiro desafia-vos. Sim, sou EU, D.Quixote,
Senhor da Mancha, para sempre ao serviço da honra,
Porque eu tenho honra em ser eu, D.Quixote sem medo...
E o vento da história canta em mim
Além disso, que me importa a história, desde que ela me leve à glória...


domingo, 4 de outubro de 2009

LA QUÊTE - L'HOMME DE LA MANCHA

Jacques Brel fez em 1968 a adaptação para francês de "O homem da Mancha", espectáculo de Dale Wasserman baseado em "D.Quixote", de Cervantes, que esteve vários anos em cena na Broadway. Brel é o próprio D.Quixote de la Mancha. A estreia é a 4 de Outubro de 1968 (faz hoje, portanto, 41 anos), em Bruxelas, mas Dário Moreno, o cantor francês que faz de Sancho Pança, morre a 30 de Novembro. É substituído por outro cantor, mas Brel fica destroçado. No entanto, o espectáculo volta a estrear em Paris a 11 de Dezembro, no teatro dos Campos Elísios. A canção "La quête" é deste espectáculo. Apenas o texto é de Brel. A música é de Mitch Leigh. Em inglês esta canção chama-se "The impossible dream" e é interpretada por inúmeros cantores em todo o mundo.

A DEMANDA

Sonhar um sonho impossível, carregar a tristeza das partidas, arder numa qualquer febre, partir para onde ninguém parte…
Amar até à ruptura. Amar, mesmo demais, mesmo mal... Tentar, sem força e sem armadura, alcançar a estrela inacessível... Esta é a minha demanda. Seguir a estrela!
Pouco me importa a minha sorte, pouco me importa o tempo ou o desespero... Há que lutar sempre, sem perguntas nem descanso… Que se lixe o ouro que há numa palavra de amor... Não sei se serei esse herói, mas o meu coração ficará tranquilo…
E as cidades ficarão estupefactas, porque um infeliz arde ainda, depois de já ter ardido, arde ainda, mesmo demasiado, mesmo mal, para alcançar, destroçado, a estrela inacessível...