Ainda sobre a opinião que Brel tinha sobre os belgas flamengos, que ele alcunhava de flamenguentos, registe-se mais esta opinião extremista e provocadora: ”O flamengo é um francês tosco... o flamenguento é um alemão frouxo, e a língua flamenga... rococó !”
A canção Marieke é a única da sua obra cantada nas duas línguas – francês e flamengo - apesar de que o flamengo que ele usou para a cantar estar deturpado e caricaturado.
Marieke (1961)
Ai, Marieke, Marieke, amei-te tanto entre as torres de Bruges e Gand.
Ai, Marieke, Marieke, já foi há tanto tempo, entre as torres de Bruges e Gand...
Sem amor, ardente amor, sopra o vento, o vento calado
Sem amor, ardente amor, chora o mar, o mar cinzento
Sem amor, ardente amor, investe a luz, a luz sombria
E a areia varre a minha terra, a minha terra plana, a minha Flandres…
Ai, Marieke, Marieke, os céus flamengos têm as cores das torres de Bruges e Gand...
Ai, Marieke, Marieke, os céus flamengos choram comigo entre Bruges e Gand....
Sem amor, ardente amor, sopra o vento, acabou
Sem amor, ardente amor, chora o mar, está acabado
Sem amor, ardente amor, investe a luz, está tudo terminado
E a areia varre a minha terra, a minha terra plana, a minha Flandres…
Sem amor, ardente amor, ri-se o diabo, o negro diabo...
Sem amor, ardente amor, arde o meu coração, o meu velho coração...
Sem amor, ardente amor, morre o Verão, o Verão triste…
E a areia varre a minha terra, a minha terra plana, a minha Flandres…
Ai, Marieke, Marieke, dá-me esse tempo, entre Bruges e Gand… Dá-me esse tempo em que tu me amaste entre Bruges e Gand...
Ai, Marieke, Marieke, a noite muitas vezes entre as torres de Bruges e Gand...
Todos os lagos me estendem os seus braços, entre Bruges e Gand...
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quinta-feira, 4 de março de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
AMSTERDAM
AMSTERDAM , talvez a canção mais famosa de Jacques Brel, depois de Ne me quittes pas, foi gravada uma única vez em 1954, numa noite de Outubro. No Olympia de Paris. E porquê? Porque ele não gostava da canção.
Anos mais tarde o seu amigo e orquestrador François Rauber explicou as razões que levavam Brel a não gostar da canção. Especialmente não lhe agradava a tautologia dos primeiros versos da primeira estrofe “Dans le port d’Amsterdam y a des marins qui chantent, les rêves qui les hantent, au large d’Amsterdam” ou então o exagero “et ils pissent comme je pleure, sur les femmes infidèles”. Também a forma da canção, em quatro estrofes sem refrão, que lhe parecia um pouco primária.
Por outro lado, AMSTERDAM estava marcada por uma espécie de pecado original que é ter sido uma canção sem a menor importância. Brel decidiu então que no seu regresso ao Olympia ela seria a canção de abertura do concerto. Quem está dentro deste mundo do espectáculo sabe que a canção de abertura é uma canção sacrificada: O técnico de som aproveita para acertar os volumes, os músicos aproveitam para “se fazer ao instrumento” e sobretudo o público VÊ mais do que OUVE o cantor, na primeira canção. “Desta maneira, vai passar despercebida” terá dito Brel.
Contrariamente aos outros artistas da época, que reservavam as suas novas canções para estrear em Paris, Brel lança as suas não importa onde, não importa quando, desde que estejam prontas. Como dava mais de 200 concertos por ano, com direito apenas a algumas semanas de férias, era em digressãoque ele escrevia, ou no camarim ou no quarto do hotel. Nos ensaios, antes dum especáculo, aproveitava para compor a música. No palco com o seu pianista Gérard Jouannest ou às vezes com o acordeonista Jean Corti , ele dizia “toca-me aí uma marcha... toca-me aí um tango canalha...” e ele cantava o que tinha nuns rascunhos, às vezes apenas umas linhas. Quando saía uma pequena linha melódica dizia “já está, isto está a desabrochar”. Começavam então a trabalhar a canção. No ensaio do espectáculo seguinte recomeçavam. Brel escrevia mais estrofes. Apurava-se a melodia. Reescreviam-se outras estrofes e um dia quando ele achava que estava tudo pronto, dizia “Pessoal, esta já está. Esta noite vamos lançá-la”.
AMSTERDAM foi composta desta maneira e ficou pronta imediatamente antes do espectáculo do Olympia. Nunca foi feita uma gravação em estúdio.
(Adaptação de um texto da autoria de Compagnie Brel Trente ans déjà)
Amesterdão (1964)
No Porto de Amesterdão há marinheiros que cantam os sonhos que os atormentam ao largo de Amesterdão, há marinheiros que dormem como estandartes ao longo de muralhas sombrias. No Porto de Amesterdão há marinheiros que morrem às primeiras luzes do dia, cheios de cerveja e de dramas, e há marinheiros que nascem no calor espesso dos langores do oceano.
No Porto de Amesterdão há marinheiros que comem caldeiradas de peixe, sobre toalhas muito brancas. Exibem dentes prontos a despedaçar fortunas, capazes de abocanhar a lua e estraçalhar enxárcias. E sente-se o cheiro a bacalhau até dentro das batatas fritas que as suas mãos grandes não se cansam de pedir. Depois levantam-se, rindo numa grande algazarra, apertam as braguilhas e saem arrotando...
No Porto de Amesterdão há marinheiros que dançam esfregando a pança na pança das mulheres. E giram, e dançam, como sóis escarrados ao som dilacerado de um acordeão rançoso, e torcem o pescoço para melhor se ouvirem rir, até que de repente o acordeão se cala, e então, com um gesto grave e com um olhar altivo, eles invocam os seus antepassados, já em plena luz do dia...
No Porto de Amesterdão há marinheiros que bebem, e que bebem, e tornam a beber, e que bebem mais uma vez. Bebem à saúde das putas de Amesterdão, de Hamburgo, e doutros portos, por esse mundo... Enfim, bebem à saúde das mulheres que lhes oferecem os seus corpos lindos, que lhes oferecem a sua virtude por uma moeda de ouro. E quando estão bem bebidos, empinam o nariz, assoam-se nas estrelas, e mijam, como eu choro, sobre as mulheres infiéis. No Porto de Amesterdão...
Anos mais tarde o seu amigo e orquestrador François Rauber explicou as razões que levavam Brel a não gostar da canção. Especialmente não lhe agradava a tautologia dos primeiros versos da primeira estrofe “Dans le port d’Amsterdam y a des marins qui chantent, les rêves qui les hantent, au large d’Amsterdam” ou então o exagero “et ils pissent comme je pleure, sur les femmes infidèles”. Também a forma da canção, em quatro estrofes sem refrão, que lhe parecia um pouco primária.
Por outro lado, AMSTERDAM estava marcada por uma espécie de pecado original que é ter sido uma canção sem a menor importância. Brel decidiu então que no seu regresso ao Olympia ela seria a canção de abertura do concerto. Quem está dentro deste mundo do espectáculo sabe que a canção de abertura é uma canção sacrificada: O técnico de som aproveita para acertar os volumes, os músicos aproveitam para “se fazer ao instrumento” e sobretudo o público VÊ mais do que OUVE o cantor, na primeira canção. “Desta maneira, vai passar despercebida” terá dito Brel.
Contrariamente aos outros artistas da época, que reservavam as suas novas canções para estrear em Paris, Brel lança as suas não importa onde, não importa quando, desde que estejam prontas. Como dava mais de 200 concertos por ano, com direito apenas a algumas semanas de férias, era em digressãoque ele escrevia, ou no camarim ou no quarto do hotel. Nos ensaios, antes dum especáculo, aproveitava para compor a música. No palco com o seu pianista Gérard Jouannest ou às vezes com o acordeonista Jean Corti , ele dizia “toca-me aí uma marcha... toca-me aí um tango canalha...” e ele cantava o que tinha nuns rascunhos, às vezes apenas umas linhas. Quando saía uma pequena linha melódica dizia “já está, isto está a desabrochar”. Começavam então a trabalhar a canção. No ensaio do espectáculo seguinte recomeçavam. Brel escrevia mais estrofes. Apurava-se a melodia. Reescreviam-se outras estrofes e um dia quando ele achava que estava tudo pronto, dizia “Pessoal, esta já está. Esta noite vamos lançá-la”.
AMSTERDAM foi composta desta maneira e ficou pronta imediatamente antes do espectáculo do Olympia. Nunca foi feita uma gravação em estúdio.
(Adaptação de um texto da autoria de Compagnie Brel Trente ans déjà)
Amesterdão (1964)
No Porto de Amesterdão há marinheiros que cantam os sonhos que os atormentam ao largo de Amesterdão, há marinheiros que dormem como estandartes ao longo de muralhas sombrias. No Porto de Amesterdão há marinheiros que morrem às primeiras luzes do dia, cheios de cerveja e de dramas, e há marinheiros que nascem no calor espesso dos langores do oceano.
No Porto de Amesterdão há marinheiros que comem caldeiradas de peixe, sobre toalhas muito brancas. Exibem dentes prontos a despedaçar fortunas, capazes de abocanhar a lua e estraçalhar enxárcias. E sente-se o cheiro a bacalhau até dentro das batatas fritas que as suas mãos grandes não se cansam de pedir. Depois levantam-se, rindo numa grande algazarra, apertam as braguilhas e saem arrotando...
No Porto de Amesterdão há marinheiros que dançam esfregando a pança na pança das mulheres. E giram, e dançam, como sóis escarrados ao som dilacerado de um acordeão rançoso, e torcem o pescoço para melhor se ouvirem rir, até que de repente o acordeão se cala, e então, com um gesto grave e com um olhar altivo, eles invocam os seus antepassados, já em plena luz do dia...
No Porto de Amesterdão há marinheiros que bebem, e que bebem, e tornam a beber, e que bebem mais uma vez. Bebem à saúde das putas de Amesterdão, de Hamburgo, e doutros portos, por esse mundo... Enfim, bebem à saúde das mulheres que lhes oferecem os seus corpos lindos, que lhes oferecem a sua virtude por uma moeda de ouro. E quando estão bem bebidos, empinam o nariz, assoam-se nas estrelas, e mijam, como eu choro, sobre as mulheres infiéis. No Porto de Amesterdão...
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
VOIR UN AMI PLEURER
VER UM AMIGO CHORAR
Esta é mais uma canção do último disco gravado por Jacques Brel em 1977. Brel estava auto-exilado nas Ilhas Marquesas, em pleno Oceano Pacífico. Gravou o disco com um imenso esforço uma vez que o cancro pulmonar não lhe permitia grandes cansaços físicos. Sem nunca perder a boa disposição, Brel chega a fazer graça com a sua própria doença e a certa altura , no meio de uma gravação, pára exausto e pergunta pelo microfone “viram por aí um pulmão?” …
Um ano depois Brel morria em Paris.
Com certeza que há as guerras da Irlanda e os lugarejos sem música...
Com certeza que em tudo isto há falta de afecto…e até, não há mais América...
Com certeza que o dinheiro não tem cheiro, mas nenhum cheiro vos chega ao nariz... Com certeza que caminhamos sobre as flores...
Mas, mas ver um amigo chorar...
Com certeza que temos as nossas derrotas, e depois a morte que aparece lá bem no fim. O corpo inclina já a cabeça, espantado por ainda estar de pé...
Com certeza que há as mulheres infiéis e os pássaros assassinados...
Com certeza que os nossos corações perdem as asas...
Mas, mas ver um amigo chorar...
É certo que há cidades consumidas por essas crianças de cinquenta anos e a nossa impotência para as ajudar... E os nossos amores que sofrem dos dentes...
É certo que o tempo voa demasiado depressa e esses comboios vão cheios de afogados... E a verdade que nos evita...
Mas, mas ver um amigo chorar...
É certo que os nossos espelhos são imparciais... Nem a coragem de se ser judeu, nem a elegância de se ser negro... Acreditamos que somos pavio e não passamos de sebo...
E todos esses homens que são nossos irmãos, já não nos deixam surpreendidos se por amor nos dilacerarem...
Mas, mas ver um amigo chorar
EM MEMÓRIA DO MEU AMIGO MANUEL FARIA DE CASTRO
Esta é mais uma canção do último disco gravado por Jacques Brel em 1977. Brel estava auto-exilado nas Ilhas Marquesas, em pleno Oceano Pacífico. Gravou o disco com um imenso esforço uma vez que o cancro pulmonar não lhe permitia grandes cansaços físicos. Sem nunca perder a boa disposição, Brel chega a fazer graça com a sua própria doença e a certa altura , no meio de uma gravação, pára exausto e pergunta pelo microfone “viram por aí um pulmão?” …
Um ano depois Brel morria em Paris.
Com certeza que há as guerras da Irlanda e os lugarejos sem música...
Com certeza que em tudo isto há falta de afecto…e até, não há mais América...
Com certeza que o dinheiro não tem cheiro, mas nenhum cheiro vos chega ao nariz... Com certeza que caminhamos sobre as flores...
Mas, mas ver um amigo chorar...
Com certeza que temos as nossas derrotas, e depois a morte que aparece lá bem no fim. O corpo inclina já a cabeça, espantado por ainda estar de pé...
Com certeza que há as mulheres infiéis e os pássaros assassinados...
Com certeza que os nossos corações perdem as asas...
Mas, mas ver um amigo chorar...
É certo que há cidades consumidas por essas crianças de cinquenta anos e a nossa impotência para as ajudar... E os nossos amores que sofrem dos dentes...
É certo que o tempo voa demasiado depressa e esses comboios vão cheios de afogados... E a verdade que nos evita...
Mas, mas ver um amigo chorar...
É certo que os nossos espelhos são imparciais... Nem a coragem de se ser judeu, nem a elegância de se ser negro... Acreditamos que somos pavio e não passamos de sebo...
E todos esses homens que são nossos irmãos, já não nos deixam surpreendidos se por amor nos dilacerarem...
Mas, mas ver um amigo chorar
EM MEMÓRIA DO MEU AMIGO MANUEL FARIA DE CASTRO
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
JEF
Como numa peça de teatro, cujo cenário realista é uma rua sombria, Brel interpreta a figura de um bêbado que anima, ampara e encoraja, um amigo ainda mais bêbado que ele…É uma canção que só Jacques Brel poderia ter escrito e interpretado. A canção chama-se Jef e é de 1964.
Não, Jef, tu não estás só... Mas pára lá de chorar diante de toda a gente, só porque uma badalhoca, uma galdéria oxigenada, te deixou de rastos. Não, Jef, tu não estás só, mas sabes, tu envergonhas-me aqui, a soluçar dessa maneira, estupidamente, à frente de toda a gente, só porque uma rameira te deu com os pés... Não, Jef, tu não estás só... Isto é uma vergonha... As pessoas já nos estão a gozar... Vamo-nos raspar daqui para fora... Vem Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui uns trocos... Vamos bebê-los à tasca da velha Françoise... Vem, tenho aqui uns trocos, e se não chegarem, põe-se na conta... Depois vamos comer uns mexilhões com batatas fritas, umas batatas fritas com mexilhões, tudo regado com vinho de Moselle... E se ainda estiveres triste, vamos ver as gajas a casa da Madame André... Parece que há lá caras novas... E voltaremos a cantar como antes... Voltaremos a ficar na maior. Como naquele tempo em que éramos jovens... Naquele tempo em que eu tinha dinheiro...
Não, Jef, tu não estás só... Pára lá de fazer caretas... Levanta-me esses cem quilos, mexe essa carcaça... Eu sei que andas desgostoso, mas tens que reagir... Não, Jef, tu não estás só... Pára com esses soluços, pára lá de dar nas vistas. Pára com essa treta de te ires deitar ao mar, ou de te quereres enforcar... Não, Jef, tu não estás só... Olha, isto aqui já não é mais uma rua…Já parece mais um cinema onde as pessoas vêm para te ver... Vem, Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui a minha viola, vou tocá-la para ti... Vamos fazer de conta que somos espanhóis, como quando éramos garotos. Apesar de eu não gostar muito, até podes imitar um rouxinol... Depois, sentamo-nos por aí num banco, e vamos falar da América, que é para onde a gente vai quando tiver bagalhoça... E se mesmo assim ainda estiveres triste, vou explicar-te como te vais transformar em Rockfeller... Ficaremos na maior, cantaremos como antigamente, quando ainda éramos belos... Como naquele tempo em que ainda não éramos bêbados...
Anda, Jef... anda, vem... Sim, sim, Jef... vem daí...
Não, Jef, tu não estás só... Mas pára lá de chorar diante de toda a gente, só porque uma badalhoca, uma galdéria oxigenada, te deixou de rastos. Não, Jef, tu não estás só, mas sabes, tu envergonhas-me aqui, a soluçar dessa maneira, estupidamente, à frente de toda a gente, só porque uma rameira te deu com os pés... Não, Jef, tu não estás só... Isto é uma vergonha... As pessoas já nos estão a gozar... Vamo-nos raspar daqui para fora... Vem Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui uns trocos... Vamos bebê-los à tasca da velha Françoise... Vem, tenho aqui uns trocos, e se não chegarem, põe-se na conta... Depois vamos comer uns mexilhões com batatas fritas, umas batatas fritas com mexilhões, tudo regado com vinho de Moselle... E se ainda estiveres triste, vamos ver as gajas a casa da Madame André... Parece que há lá caras novas... E voltaremos a cantar como antes... Voltaremos a ficar na maior. Como naquele tempo em que éramos jovens... Naquele tempo em que eu tinha dinheiro...
Não, Jef, tu não estás só... Pára lá de fazer caretas... Levanta-me esses cem quilos, mexe essa carcaça... Eu sei que andas desgostoso, mas tens que reagir... Não, Jef, tu não estás só... Pára com esses soluços, pára lá de dar nas vistas. Pára com essa treta de te ires deitar ao mar, ou de te quereres enforcar... Não, Jef, tu não estás só... Olha, isto aqui já não é mais uma rua…Já parece mais um cinema onde as pessoas vêm para te ver... Vem, Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui a minha viola, vou tocá-la para ti... Vamos fazer de conta que somos espanhóis, como quando éramos garotos. Apesar de eu não gostar muito, até podes imitar um rouxinol... Depois, sentamo-nos por aí num banco, e vamos falar da América, que é para onde a gente vai quando tiver bagalhoça... E se mesmo assim ainda estiveres triste, vou explicar-te como te vais transformar em Rockfeller... Ficaremos na maior, cantaremos como antigamente, quando ainda éramos belos... Como naquele tempo em que ainda não éramos bêbados...
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