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terça-feira, 26 de abril de 2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

LA MORT

Nesta canção Brel personifica a morte. A morte é uma mulher, uma namorada, uma princesa, uma bruxa. A ideia de morrer obceca-o, mas pior será a decadência fisíca, a ruína do corpo. A morte é um mal absoluto. Aos 30 qnos de idade Brel ainda não brinca com o tema como fará em Le Moribond ou Le Tango Funèbre. Com esta idade ele tem pressa de viver e é assim que ele canta a morte, que o encontrará 18 anos depois.

A MORTE (1960)

A morte espera-me como uma antiga namorada, num encontro marcado com a foice,
Para melhor ceifar o tempo que passa...
A morte espera-me como uma princesa, no funeral da minha juventude,
Para melhor poder chorar o tempo que passa...
A morte espera-me como uma bruxa, na fogueira das nossas núpcias,
Para melhor se poder rir do tempo que passa...
Mas quem está por detrás da porta já à minha espera?
Anjo ou demónio, que importa, diante da minha porta estás tu!

A morte espera debaixo do travesseiro, mas eu esqueço-me de acordar
Para melhor cristalizar o tempo que passa...
A morte espera que os meus amigos me venham ver a meio da noite,
Para melhor me dizerem como o tempo passa...
A morte espera-me nas tuas mãos claras, que deverão fechar as minhas pálpebras,
Para melhor abandonar o tempo que passa...
Mas quem está por detrás da porta já à minha espera?
Anjo ou demónio, que importa, diante da minha porta estás tu!

A morte espera-me nas últimas folhas da árvore que há-de fazer o meu caixão,
Para melhor pregar o tempo que passa...
A morte espera-me nos lilases que um coveiro lançará sobre mim,
Para melhor florir o tempo que passa...
A morte espera-me numa grande cama, feita com os lençóis do esquecimento,
Para melhor cobrir o tempo que passa...
Mas quem está por detrás da porta já à minha espera?
Anjo ou demónio, que importa, diante da minha porta estás tu!
´


Testemunho sentido de GEORGE BRASSENS, companheiro das canções, quando soube da morte de Brel.


Brassens sur la mort de Brel
Enviado por Sensc. - Explore outros vídeos de música.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

BBB



BBB

Concerto original e divertido por quatro cantores/multi-instrumentistas que em vários estilos interpretam canções de três gigantes da canção francesa.

Cantar Barbara, Brel, ou Brassens ! Um grande desafio, quando se sabe quem são os gigantes da canção francesa. Todos eles deixaram a sua marca no património musical da humanidade. Cada um com a sua sensibilidade, a sua ternura ou a sua insolência. Quatro músicos/cantores belgas escolheram uma vintena de títulos no reportório dos "três", criaram novos arranjos e interpretações de uma forma ousada, mantendo o respeito que eles merecem, com uma generosidade e entusiasmo sem limites.

Movendo-se constantemente durante o concerto, de um instrumento para outro, estes quatro "inovadores" fazem-nos redescobrir o reportório dos três mestres "clássicos" ...num contexto actual. Dito isso, o show "BBB" não é um espectáculo de “reprises” e vai muito além da mera homenagem. O espectáculo joga todo o tempo com a tradição e a modernidade, num contexto de prazer, emoção, cumplicidade, invenção e poesia. Enfim ... um revivalismo emocionante, em Bruxelas, no palco do Café Teatro LA SAMARITAINE. Até amanhã, sábado.
São estes os músicos em palco: Anouk Ganzevoort, Marie-Sophie Talbot, Alain Delval, Frouch Dailly.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

JOSÉ CORREA


Em Outubro de 2009 foi editado um belo livro de Banda Desenhada dedicado a JACQUES BREL.
O seu autor é JOSÉ CORREA, nascido em 1950, em Marrocos, de pais portugueses.
É um apaixonado pela literatura e pela música e tem na sua vasta obra livros dedicados a Marilyn Monroe, Léo Ferré, George Brassens, Eric Satie, Céline, etc,etc. Além de livros tem numerosas exposições no seu currículo. Ele tem exposto as suas aguarelas e ilustrações por toda a França, e também em São Francisco, Osaka, Londres, Berlim...
O livro, das ÉDITIONS BD MUSIC, além das ilustrações sobre a obra de Brel, tem uma biografia do cantor e traz dois CDs com as primeiras gravações feitas entre 1953 e 1958. Cada CD tem 19 canções.

E porque tenho falado aqui de Brel e o Cinema (BREL Actor) mostro um pequeno excerto do livro de José Correa, precisamente sobre o mesmo tema.