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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CRISTINA BRANCO




A fadista CRISTINA BRANCO gravou mais um disco. Intitula-se “Não há só tangos em Paris” inclui a canção “Désespérés” de Jacques Brel.

Fiquem com a voz de Cristina Branco.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

CLARA



Um dia perguntaram a Jacques Brel como se sentia ao entrar no palco e ele respondeu: “ Sinto uma grande vontade de vencer os meus medos e as minhas fraquezas… Sinto que tenho que me superar, que tenho que vencer-me a mim próprio. É como se fosse um combate… Um combate contra mim mesmo. Depois, é preciso ser-se sincero e ter alguma coisa que dizer, claro.” Foi sempre assim o carácter de Brel perante o seu público, em palco ou estúdio de gravação.
No entanto, esta canção, Clara, não terá assim tanto para dizer como muitas e muitas a que o Grand Jacques nos habituou.
É presumivelmente um fait-divers na obra de Brel. O texto desesperado não liga bem com o ritmo carnavalesco do Rio que mascara a canção... Uma vez mais a guerra dos sexos à flor da pele.

Clara (1961)

Amei-te tanto Clara, amei-te tanto...
Carnaval no Rio, tu podes dançar sempre! Carnaval no Rio... Tu já não podes mudar nada... Eu morri em Paris já há muito tempo, há muito tempo de tédio, há muito tempo de ti...

Carnaval no Rio... Tu podes cantar sempre! Carnaval no Rio... Tu já não podes mudar nada... Eu morri em Paris,caído no campo do amor, pelo nome duma rapariga que me tinha dito Sempre...

Carnaval no Rio... Tu podes rodopiar sempre! Carnaval no Rio... Tu já não podes mudar nada... Eu morri em Paris por me ter enganado muita vezes, por me ter mortificado muitas vezes, por me ter dado muitas vezes...

Carnaval no Rio... Tu podes sacudir-me! Carnaval no Rio... Tu já não podes mudar nada... Eu morri em Paris, fuzilado por uma flor, preso à barra da cama, com doze gargalhadas no coração...

Carnaval no Rio... Tu podes chorar sempre! Carnaval no Rio... Tu já não podes mudar nada... Eu morri em Paris já há mil tardes, já há mil noites… Já não há esperança...

Carnaval no Rio... Tu podes embebedar-me! Carnaval no Rio... Tu já não podes mudar nada... Eu morri em Paris, em Paris que eu enterro, depois de mil noites, no fundo do meu copo...

Carnaval no Rio, tu podes carnavalar! Carnaval no Rio... Tu já não podes lá mudar nada... Eu morri em Paris... Que a morte me console... A morte anda por aqui, a morte é espanhola...
Amei-te tanto Clara, amei-te tanto...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

OS NOMES DE PARIS

Segundo as próprias palavras de Brel, para se vencer na vida do espectáculo musical só havia uma cidade: PARIS. Em Fevereiro de 1953 ele tinha gravado em Bruxelas um disco com duas canções que vendeu duzentos exemplares. Desiludido comprou um bilhete de 3ª classe para a cidade luz. Quando saiu o primeiro disco de Brel, em França, um crítico de um prestigiado jornal parisiense escreveu “este belga cantor não se esqueça que há dois comboios por dia para Bruxelas…”
Brel não se deixou abater pelas críticas e Paris foi realmente o seu grande trampolim para a fama.

OS NOMES DE PARIS(1961)
O sol nasce e acaricia os telhados e é PARIS DIA... O Sena passeia-se e faz-se meu guia e é PARIS SEMPRE. O meu coração pára sobre o teu que sorri e é PARIS BOM DIA! A tua mão na minha mão diz-me que sim, e é PARIS AMOR... O primeiro encontro na Ilha de São Luís e é PARIS QUE COMEÇA... O primeiro beijo roubado nas Tulherias e é PARIS DESEJO... E o primeiro beijo recebido sob um alpendre e é PARIS ROMANCE e duas cabeças estonteadas ao olhar Versailles e é PARIS FRANÇA!

Os dias que esquecemos esquecem-se de nós e é PARIS ESPERANÇA... As horas em que os nossos olhares são apenas um olhar e é PARIS ESPELHO. Há sempre mais noites a separar as nossas canções e é PARIS BOA NOITE... E chega, enfim, o dia em que já não dizes NÃO e é PARIS ESTA NOITE! Um quarto tristonho onde termina a nossa viagem e é PARIS NÓS DOIS... Um olhar que recebe toda a ternura do mundo e é PARIS TEUS OLHOS... Essa jura que é mais chorada que falada e é PARIS SE TU QUISERES, sabendo que amanhã será como foi hoje e é PARIS FELICIDADE...

Mas chega o fim da viagem, chega o fim da canção e é PARIS CINZENTO, último dia, última hora, primeira lágrima também, e é PARIS CHUVA... Esses jardins já sem graça, que perderam todo o encanto e é PARIS TÉDIO, a gare onde se vai cumprir a última ruptura e é PARIS DESFECHO... Longe dos olhos, longe do coração, escorraçado do Paraíso e é PARIS TRISTEZA... Mas, uma carta tua, uma carta que diz sim, e é PARIS AMANHÃ... As vilas e as cidades, as estradas tremem de entusiasmo e é PARIS A CAMINHO! E tu estás lá à minha espera, e tudo vai recomeçar, e é PARIS ESTOU DE VOLTA!!!


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

JACQUES BREL IS ALIVE AND WELL AND LIVING IN PARIS

JACQUES BREL ESTÁ VIVO E BEM DE SAÚDE E VIVE EM PARIS

Este é o título de um espectáculo musical produzido por ERIC BLAU, estreado a 22 de Janeiro de 1968 no THE VILLAGE GATE THEATER (New York) onde esteve mais de 4 anos em cena. Nele participavam apenas 4 cantores: Shawn Elliot, Alice Whitefield, Elly Stone (mulher do produtor) e um cantor e compositor americano que ficou célebre nos anos 60 por ter composto diversos êxitos para a música pop, e de onde se destaca o famoso LE LAC MAJEUR, interpretado por si mesmo: MORT SHUMAN.
O espectáculo consistia na dramatização de 25 canções de Brel traduzidas para inglês por Blau e Shuman e houve muito americano que pensou tratar-se de um produto cem por cento americano e que Jacques Brel era uma personagem imaginária…
Este Musical dedicado a Brel celebrou o seu 5º aniversário no Carnegie Hall com um espectáculo, agora intitulado “Homenagem a BREL” e onde participavam 22 artistas.
Jacques Brel esteve presente nesta homenagem.
Em 1974 o espectáculo original foi reposto no Astor Place Theater.
Em 1988 voltou à cena para celebrar o 20ºaniversário no Town Hall em Manhattan e no Kennedy Center , Washington, DC, e em 1995 foi feita outra reposição em Londres.
Em 2006 “JACQUES BREL ESTÁ VIVO E BEM DE SAÚDE E VIVE EM PARIS” volta a Nova Iorque onde foi reposto em cena no Zipper Theater .
Fora dos Estados Unidos este musical foi apresentado no Canadá (1968), África do Sul (1970), e posteriormente em Sidney, Paris, Dublin, Amesterdão e Copenhaga.
Entretanto, vários discos e vídeos já foram feitos destas versões do musical.

Let's look at the trailer...