E volto à notícia que AQUIdivulguei no passado dia 9 deste mês.
Três padres resolveram gravar um disco onde incluíram a canção de Brel QUAND ON N’A QUE L’AMOUR.
Não resisto a transcrever uma pequena crítica saída ontem, 25 de Abril, no Jornal TRIBUNE DE GENÉVE sobre este assunto.
O MASSACRE INESPERADO
Eles esperaram muito tempo. 32 anos. Durante esse tempo eles não se manifestaram. Discretos. Nada transpareceu. A escolha foi longa para chegar a esta manta de retalhos aleatória.
Mas finalmente foram lançados com o poder da publicidade. TF1 incluída. Vimos os anúncios que, provavelmente, custaram um balúrdio. Pompas e cisrcunstância para estas vedetas incógnitas. O mundo a seus pés… deveria talvez dizer a seus joelhos. E pronto, o massacre foi formalmente executado.
Primeiro, são as vozes, essas vozes que nós percebemos porque é que fazem fugir os fiéis das igrejas à força de não expressar nada, excepto o xarope. Vozes doces e insípidas. É compreensível que os gurus evangélicos, os líderes político-religiosos muçulmanos e outros pescadores de almas conturbadas, com vozes fortes recuperem os decepcionados com aquelas vozinhas de falsete.
Em seguida, são os arranjos musicais, tipo cantilenas revisitadas para adulto retardado. E depois a presença visual - talvez devesse dizer a ausência visual?
No entanto, eles cantam. E é dramático.
Eles precisaram de 32 anos para a vingança. Jacques Brel morreu 9 de outubro de 1978, há 32 anos. Jacques Brel o devorador de curas. Eles tiveram 32 anos para se vingar dele. E lá está ela, eles fizeram-na.
Quem? OS TRÊS PADRES, três curas que recentemente gravaram um disco e que parece estar a fazer um enorme sucesso.
E quem massacram? Porque é realmente de um massacre que se trata. Eles vingam-se da morte do devorador de padres que há 32 anos atrás tanto os criticou.
Que massacre? Eles fizeram uma versão da canção “Quand on n’a que l’amour”. Terem ousado fazer isso e cantá-la como cantam, tão mal, massacrando-a, só tem uma explicação. É a vingança 32 anos depois de tudo o que Brel disse sobre eles. É a única justificação.
Ou então o produtor está a gozar com todo o mundo, ou mais ninguém tem o mínimo gosto musical. Dito isto, os gostos e cores, não há nada de menos universal. Se há quem goste, pela minha parte, nada mais tenho a dizer acerca disto.
Pai, perdoai-lhes porque eles sabem o que estão a fazer...
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
NOTÍCIAS
Das Edições Jacques Brel continuo a receber a um ritmo quase diário informações sobre acontecimentos, homenagens, espectáculos, citações, reedições de discos, etc, relacionados com o cantor.
32 anos depois do seu desaparecimento físico, Brel continua presente na memória de todos os que o viram ao vivo ou que compraram os seus discos nos anos 60. Mas o que surpreende é que continua a crescer o número de fãs de Brel. E esses fãs nasceram já depois de 1978.
Hoje tenho três notícias relacionadas com o autor de Ne me quitte pas.
O trio de padres LES PRÊTRES gravou um CD – SPIRITUS DEI – onde inclui a canção Quand on n’a que l’amour, de Brel.

Foi editado um livro de fotografia (Éditions de la Martinière) de GABRIELE BOISELLE sobre cavalos à solta, com textos de Jean-Louis Gouraud. Uma das fotos tem um verso da canção Le cheval “J'étais vraiment, j'étais bien plus heureux , bien plus heureux avant quand j'étais cheval”

O cantor Jean Luc Tassel continua com o seu espectáculo “L’homme dans la cité”, piano, solo, voix. Tassel revisita Brel no dia 23 no BABILO.
32 anos depois do seu desaparecimento físico, Brel continua presente na memória de todos os que o viram ao vivo ou que compraram os seus discos nos anos 60. Mas o que surpreende é que continua a crescer o número de fãs de Brel. E esses fãs nasceram já depois de 1978.
Hoje tenho três notícias relacionadas com o autor de Ne me quitte pas.
O trio de padres LES PRÊTRES gravou um CD – SPIRITUS DEI – onde inclui a canção Quand on n’a que l’amour, de Brel.

Foi editado um livro de fotografia (Éditions de la Martinière) de GABRIELE BOISELLE sobre cavalos à solta, com textos de Jean-Louis Gouraud. Uma das fotos tem um verso da canção Le cheval “J'étais vraiment, j'étais bien plus heureux , bien plus heureux avant quand j'étais cheval”

O cantor Jean Luc Tassel continua com o seu espectáculo “L’homme dans la cité”, piano, solo, voix. Tassel revisita Brel no dia 23 no BABILO.

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