Brel após deixar a vida dos palcos, continuou a gravar discos em estúdio e dedicou-se ao cinema. Participou em diversos filmes de 1967 a 1973. Realizou dois. Le Far west e Franz. Franz teve um óptimo acolhimento do público e da crítica. Porém, sempre insatisfeito consigo próprio, sempre à procura da perfeição, declarou que “gosto de fazer filmes mas dou-me a mim mesmo dez anos para me tornar um realizador aceitável. Mas, se um dia eu descobrir qual o segredo para fazer um filme de sucesso, paro de realizar filmes.”
Os corações sensíveis
Há quem tenha o coração tão grande que se pode lá entrar sem bater... Há quem tenha o coração tão grande que só se vê a metade... Outros têm o coração tão frágil que se pode partir com um dedo. Alguns têm o coração demasiado frágil para viver, como tu e eu, com os olhos cheios de flores, os olhos à flor do medo, o medo de perder a hora que nos leva a Paris...
Há quem tenha o coração tão sensível que lá repousam as aves... Há quem tenha o coração demasiado sensível, metade homem, metade anjo... Outros têm o coração tão vasto que andam sempre em viagem... Outros têm o coração demasiado vasto para se privarem de miragens... Têm os olhos cheios de flores, os olhos à flor do medo, o medo de perder a hora que os leva a Paris...
Há quem tenha o coração cá fora, e não pode senão oferecê-lo. Um coração de tal modo cá fora, que todos se servem dele... Aquele ali, tem o coração de fora, tão frágil, tão sensível, que malditas sejam as árvores mortas que não poderão de modo nenhum entendê-lo, cheio de flores nos olhos, os olhos à flor do medo, o medo de perder a hora que o leva a Paris...
A canção Les coeurs tendres, foi encomendada a Jacques Brel para o filme Um idiota em Paris, em 1967.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
terça-feira, 10 de novembro de 2009
BREL ACTOR (2)
MON ONCLE BENJAMIN (L'Homme à l'Habit rouge)
Realização : Edouard Molinaro
Argumento: André Couteaux et François Hauduroy
Imagem: Alain Levent
Música: Jacques Brel
Montagem: Robert et Monique Isnardon
Produção: Gaumont
Duração: 90 min.
Estreia: 28/11/1969
Com: Jacques Brel, Claude Jade, Bernard Blier.
ARGUMENTO
Sob o reinado de Luís XV, Benjamin Rathery, um médico de província, louco por saias e por liberdade, tem a nobre missão de socorrer os pobres da sua região que já não passam sem ele. O celibato é, portanto, o melhor estado civil para cumprir os seus variados afazeres. Ora isso impede-o de casar com Manette, a bela filha do estalajadeiro por quem Benjamin se sente perdidamente apaixonado. Mas ela só casa de contrato assinado. Ele pede então à sua irmã Betine que interceda junto de Manette. Mas a irmã queria que ele casasse com Arabelle, filha do velho doutor Minxit que considera Benjamin como filho. Arabelle é namorada do marquês Pont-Cassé e o médico, pai dos pobres, tem de se confrontar com os burgueses e as suas leis…
Realização : Edouard Molinaro
Argumento: André Couteaux et François Hauduroy
Imagem: Alain Levent
Música: Jacques Brel
Montagem: Robert et Monique Isnardon
Produção: Gaumont
Duração: 90 min.
Estreia: 28/11/1969
Com: Jacques Brel, Claude Jade, Bernard Blier.
ARGUMENTO
Sob o reinado de Luís XV, Benjamin Rathery, um médico de província, louco por saias e por liberdade, tem a nobre missão de socorrer os pobres da sua região que já não passam sem ele. O celibato é, portanto, o melhor estado civil para cumprir os seus variados afazeres. Ora isso impede-o de casar com Manette, a bela filha do estalajadeiro por quem Benjamin se sente perdidamente apaixonado. Mas ela só casa de contrato assinado. Ele pede então à sua irmã Betine que interceda junto de Manette. Mas a irmã queria que ele casasse com Arabelle, filha do velho doutor Minxit que considera Benjamin como filho. Arabelle é namorada do marquês Pont-Cassé e o médico, pai dos pobres, tem de se confrontar com os burgueses e as suas leis…
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