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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LOUISE PITRE



A canadiana Louise Pitre gravou em 2011 um CD intitulado "La Vie En Rouge: The Piaf Sessions" onde consta NE ME QUITTE PAS de JACQUES BREL.

Por se tratar de um álbum dedicado a Édith Piaf - The Piaf Sessions - pode uma vez mais induzir em erro algumas pessoas fazendo crer que Piaf também cantou Brel. Ela nunca gravou nenhuma canção de Brel. Muito menos Ne me quitte pas.
Na net há blogs e sites com esta informação errada, chegando a apresentar uma gravação supostamente com a voz de Piaf.
Trata-se no entanto da voz de MIREILLE MATHIEU. Esta sim. Esta gravou Ne me quitte pas, e a voz dessa gravação está realmente parecida com a da “môme”. Podem ouvir AQUI.

Neste vídeo Louise Pitre canta desesperadamente NE ME QUITTE PAS…

domingo, 18 de dezembro de 2011

JEFFRY BONNET


JEFFRY BONNET, (Haia, 1956) é um cantor holandês, escritor e poeta. Em 1986, lançou o seu primeiro single, "Tu és o meu carrossel”, que ele mesmo escreveu e compôs. Em 1990 lançou o álbum “Reflexion”, um tributo a Édith Piaf.
Em 2005, Jeffry começou uma digressão com o espectáculo “Seguindo os passos de Jacques Brel”, juntamente com seu pianista Hans Veldhuizen e o acordeonista Andre Bombelijn. Como resultado desta digressão, em Janeiro de 2009, gravou um álbum em memória de Jacques Brel.

Neste vídeo ele canta “Mijn vlakke land”, o país plano com catedrais, como únicas montanhas, com um céu tão baixo que um canal se afundou, com um céu tão cinzento que é preciso perdoar-lhe.

O PAÍS PLANO - 1962

Com o Mar do Norte como último terreno baldio, e com as vagas de dunas para conter as vagas, e os vagos rochedos que as marés galgam e que têm para sempre o coração na maré baixa... Com um nunca acabar de brumas a chegar, trazidas pelo de vento de Leste, escutem-no a resistir, este país plano que é o meu...

Com catedrais, como únicas montanhas, e negros campanários, como mastros de cocanha, onde diabos em pedra esgaçam as nuvens... Com o correr dos dias como única viagem, e caminhos de chuva como única despedida... Com o vento de Oeste, escutem-no a implorar, este país plano que é o meu...

Com um céu tão baixo que um canal se afundou. Com um céu tão baixo que cria a humildade. Com um céu tão cinzento que um canal se enforcou... Com um céu tão cinzento que é preciso perdoar-lhe. Com o vento do norte que vem dilacerar-se... Com o vento do Norte, escutem-no estalar, este país plano que é o meu...

Com a Itália a descer o rio Escault, com a loira Frida a tornar-se Margot. Quando os filhos de Novembro regressam em Maio, quando a planície fumega e estremece em Julho. Quando o vento está alegre e corre pelo trigo, quando o vento está de Sul, escutem-no a cantar, este país plano que é o meu...