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terça-feira, 6 de março de 2012

ASKOY II


Já aqui falei algumas vezes no CANTO DO BREL dos progressos da restauração do iate de BREL, o ASKOY II.
Este trabalho começou em em 2008 quando os irmãos belgas Wittevrongel se lançaram na loucura de fundar a associação "SAVE ASKOY".
Esta aventura agradou e seduziu muita gente. Um dos que a apoiou de início foi o presidente da regata "LA ROUTE DE L'AMITIÉ", BRUNO LE PORT.
Imediatamente se começaram a organizar diversos tipos de animações para angariar fundos para que  a restauração do iate estivesse pronta a tempo de ele integrar a regata da amizade de 2013.
Assim, por  exemplo, a 23 de Março próximo, no cinema LE GOYEN, além de um espectáculo de ALAIN AURENCHE dedicado ao cantor, será projectado um documentário sobre o Askoy.

NESTE SITE podemos ver um excerto desse filme…

E neste vídeo Alain Aurenche canta “a vida que passa…”

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ASKOY



Ao longo dos dois anos e meio deste blog já falei aqui várias vezes das peripécias à volta da recuperação do ASKOY, o barco que levou JACQUES BREL até às ilhas Marquesas (oceano Pacífico) com passagem pelos Açores.
Os irmãos Staf e Piet Wittevrongel, velejadores belgas, conseguiram adquirir os direitos de propriedade do Askoy que estava encalhado numa praia da Nova Zelândia. O barco foi transportado em 2008 para o porto de Ostende, na Bélgica, de onde tinha partido em 1974. O custo desta operação foi de 64.000€.
Neste momento o casco já está totalmente reparado e os interiores já começaram a ser restaurados. Os novos proprietários tencionam participar na Route de l'Amitié, em 2015, com este iate lendário.

Mais informação sobre este assunto pode ser vista AQUI.

A CATEDRAL

Peguem numa catedral e ponham-lhe alguns mastros, um gurupés, uns amplos porões, cabos, tirantes. Peguem numa catedral esguia e alta e de bojo largo, uma catedral a erigir com estais e velas mestras. Uma catedral de Picardia ou da Flandres, uma catedral à venda por padres sem estrela. Essa catedral de pedra, que será “desnossosenhorizada”, arrastem-na para aqui, onde o mar vem florir. Icem os panos com alegria e zarpem para Inglaterra…
A Inglaterra é bonita de se ver do alto de uma catedral, mesmo que o chá faça chover alguns aborrecimentos sobre as escalas… As Cornualhas estão ali à mão quando elas dão à luz do dia, e nós vogamos entre a ternura e o amor. Peguem numa catedral e ponham-lhe alguns mastros, um gurupés e uns amplos porões, mas não acordem. Desenrolem todos os panos, e “ala bote” marujos.
Cacem os cachalotes que vos guiarão aos Açores, e depois à Madeira com as suas raparigas canarinas e o oceano, que alegre, vos empurrará até às Antilhas… Peguem uma catedral, icem o pavilhão pequeno e façam cantar as velas, mas não acordem…
Porra, as Antilhas são lindas. Elas estalam-te na boca. A gente deitava-se bem sobre elas… Mas vamos para diante porque todos os sinos tocam a rebate… A vossa catedral vai a todo o pano e trespassará o canal do Panamá… Peguem numa catedral de Picardia ou de Artois, partam para ir colher as estrelas, mas não acordem…
E eis o Pacífico. Longas vagas que rolam ao vento e murmuram a sua música até às ilhas mesmo ali à frente, e que vos perdoarão, lá, melhor que noutro sítio qualquer, se vocês quiserem desaparecer entre as flores. Peguem numa catedral, icem o pavilhão pequeno e façam cantar as velas, mas não acordem…Peguem numa catedral de Picardia ou de Artois e partam para ir colher as estrelas, mas não acordem…
Arrastem esta catedral de pedra através da floresta até onde o mar vem florir, mas não acordem… Mas não acordem…


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

1 de SETEMBRO de 1974

Faz hoje precisamente 36 anos que JACQUES BREL chegou à ilha do Faial.
1 de Setembro de 1974.
Chegou no seu iate Askoy na companhia da filha FRANCE BREL e da companheira MADDLY BAMY.
Nos dias em que esteve no Faial confraternizou com a família DECQ MOTA. Na foto, hoje revelada aqui em primeira mão, Brel e Maddly num desses momentos de confraternização à beira mar, no Varadouro.



Os meus agradecimentos ao Senhor FILOMENO BICUDO pela cedência da fotografia.

sábado, 3 de abril de 2010

LA CATHÉDRALE



As Edições Jacques Brel informam-nos que finalmente o ASKOY II, o veleiro de Jacques Brel, que acabou os seus dias naufragado numa ilha da Nova Zelândia, vai ser finalmente recuperado.
Este barco construído por HUGO van KUIK nos anos 70 está neste momento no porto belga de Ostende e no próximo dia 8 vai ser transportado para Rupelmonde onde se iniciarão de imediato as obras de restauro. Dia 8 de Abril porque é a data do nascimento de JAQUES BREL, e o autor do restauro,Pieter Wittevrongel , escolheu esta data para que ela seja a do renascimento do ASKOY II.
No último disco de Jacques Brel está esta canção -A Catedral - que é sem dúvida dedicada ao seu barco.

A CATEDRAL

Peguem numa catedral e ponham-lhe alguns mastros, um gurupés, uns amplos porões, cabos, tirantes. Peguem numa catedral esguia e alta e de bojo largo, uma catedral a erigir com estais e velas mestras. Uma catedral de Picardia ou da Flandres, uma catedral à venda por padres sem estrela. Essa catedral de pedra, que será “desnossosenhorizada”, arrastem-na para aqui, onde o mar vem florir. Icem os panos com alegria e zarpem para Inglaterra…
A Inglaterra é bonita de se ver do alto de uma catedral, mesmo que o chá faça chover alguns aborrecimentos sobre as escalas… As Cornualhas estão ali à mão quando elas dão à luz do dia, e nós vogamos entre a ternura e o amor. Peguem numa catedral e ponham-lhe alguns mastros, um gurupés e uns amplos porões, mas não acordem. Desenrolem todos os panos, e “ala bote” marujos.
Cacem os cachalotes que vos guiarão aos Açores, e depois à Madeira com as suas raparigas canarinas e o oceano, que alegre, vos empurrará até às Antilhas… Peguem uma catedral, icem o pavilhão pequeno e façam cantar as velas, mas não acordem…
Porra, as Antilhas são lindas. Elas estalam-te na boca. A gente deitava-se bem sobre elas… Mas vamos para diante porque todos os sinos tocam a rebate… A vossa catedral vai a todo o pano e trespassará o canal do Panamá… Peguem numa catedral de Picardia ou de Artois, partam para ir colher as estrelas, mas não acordem…
E eis o Pacífico. Longas vagas que rolam ao vento e murmuram a sua música até às ilhas mesmo ali à frente, e que vos perdoarão, lá, melhor que noutro sítio qualquer, se vocês quiserem desaparecer entre as flores. Peguem numa catedral, icem o pavilhão pequeno e façam cantar as velas, mas não acordem…Peguem numa catedral de Picardia ou de Artois e partam para ir colher as estrelas, mas não acordem…
Arrastem esta catedral de pedra através da floresta até onde o mar vem florir, mas não acordem… Mas não acordem…


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

L'HOMME ET LA MER (3)



E transcrevo mais uma passagem do livro de Prisca Parrish “JACQUES BREL L’HOMME ET LA MER”. Depois de sairem do Faial, os dois barcos, Askoy e Kalais, rumaram à Madeira.
Entretanto, Brel não melhora da gripe e a sua saúde vai continuar a degradar-se sendo mesmo hospitalizado de urgência em Tenerife.

“... Depois de uma curta travessia e de um tempo soberbo efectuámos uma escala divertida no Funchal, capital da Madeira.
O mais espantoso, mesmo para Jacques , que ainda não saía muito, foi ver os carros de cesto. Estes carros são conduzidos à mão ou puxados por um boi. Do alto da colina, por uma rua estreita pavimentada com seixos, eles deslizam a uma velocidade vertiginosa até ao centro da cidade. É preciso ter o coração bem preso ao peito, sobretudo quando chove, porque a água torna ainda mais escorregadia esta calçada antiga.
A cidade, apesar de demasiado turística, é atraente. O primeiro verdadeiro sol. Ainda não são os Trópicos mas há flores por todo o lado, vinhas aconchegadas a suaves colinas, talvez demasiado arranjadas para mim, dão a este conjunto um aspecto afável e garrido. Depois da rude paisagem dos Açores, temos de repente vontade de sorrir. Madeira sem os turistas... Que sonho!
De seguida tomámos o rumo de Tenerife, nas ilhas Canárias...”

domingo, 8 de novembro de 2009

LES MARQUISES



No início do ano de 1974, Jacques Brel comprou um iate – Askoy - com a intenção de dar a volta ao mundo. Em Agosto fez-se ao mar. Passou pela Horta em Setembro, e depois várias escalas forçadas, devido à doença que já se manifestava, atravessou o oceano Pacífico, e aportou a HIVA AO em Novembro de 1975. Brel acabou por ficar até ao resto dos seus dias nas ilhas Marquesas. Já não terminou a volta ao mundo como era o seu desejo.
Porquê as ilhas Marquesas? Porque estavam suficientemente longe da Europa. Brel não suportava os jornalistas, os oportunistas e os falsos amigos que o perseguiam como abutres. Ele queria a sua privacidade, custasse o que custasse. A distância foi a solução. Jacques Brel não ficou na Horta porque estava demasiado perto da Europa.
A canção Les Marquises foi gravada em 1977, em Paris, e Jacques Brel viria a morrer um ano depois.

AS ILHAS MARQUESAS

Eles falam da morte como tu falas de um fruto, eles olham o mar como tu olhas um poço...
As mulheres são sensuais debaixo do temível sol, e se lá não há Inverno, aquilo também não é Verão...
A chuva é transversal e bate grão a grão... Alguns velhos cavalos brancos sussurram Gauguin...
E por falta de brisa, o tempo imobiliza-se nas ilhas Marquesas...

À noite, erguem-se os fogos e recantos de silêncio que se vão alargando enquanto a lua avança...
E o mar despedaça-se infinitamente destroçado pelos rochedos que imploram nomes sem sentido... E depois, mais longe, os cães, os prantos de arrependimento, e alguns pares, e alguns passos de dança...
E a noite é submissa, e o vento alísio estala nas ilhas Marquesas...

O riso está nos corações e a palavra está nos olhares, o coração é viajante e o futuro é um acaso... E passam os coqueiros que escrevem cânticos de amor e que as freiras dos arredores fazem por ignorar... As pirogas vão, as pirogas vêm, e as minhas recordações serão aquilo que os velhos fizerem… Deixa-me dizer-te que lastimar não é uma maneira de estar nas ilhas Marquesas...


terça-feira, 20 de outubro de 2009

CARTA A JACQUES BREL (1)

Do meu amigo Victor Rui Dores vou publicar uma carta, endereçada a Brel, nos 35 anos da passagem do cantor pela Horta. Dada a extensão da mesma vou reparti-la por 4 publicações.

Peter Café Sport, 5 de Outubro de 2009
Meu caro Jacques Brel

Neste espaço de todos os reencontros, sentado à mesa onde tu um dia cantaste, escrevo-te esta carta, com os olhos postos no “gin”, a sede na cerveja e a memória em ti. E isto porque fez este ano 35 anos que, a bordo do teu “Askoy”, aportaste à Horta acompanhado da tua filha France e da tua companheira Maddly.
Nessa altura, eu ainda não tinha fixado residência nesta cidade, senão, garanto-te, ter-te-ia aberto a porta da minha casa e o meu melhor whisky.
Acontece que tenho um amigo chamado Sérgio Luís, engenheiro, artista e teu admirador profundo, que de há muito buscava um pretexto para te homenagear. Que é como quem diz: reunir os amigos, beber uns copos e falarmos de ti, da tua vida, da coragem dos teus versos e da força da tua música.
A ideia concretizou-se. Após contactos estabelecidos com aqueles que, por estas paragens, te viram e te conheceram, indagámos lembranças, memórias e arquivos, reconstituímos os teus passos por esta ilha e, numa realização da RTP/AÇORES, levámos a cabo um trabalho intitulado Brel no porto da Horta.
Deixa-me que te diga que foi a partir dos versos das tuas canções que me iniciei na aprendizagem da língua francesa
Sabes, às vezes, tenho saudades tuas – eu que nunca te conheci. Mas porque tenho todos os teus discos, e porque vi todos os teus filmes, e porque colecciono todas as tuas fotos, e porque li todas as tuas entrevistas, tenho a impressão, meu caro Brel, que somos velhos amigos, se não mesmo “compagnons de route”...

(Continua)


Horta, anos 60

sábado, 19 de setembro de 2009

BREL NA ILHA DO FAIAL - 1974

Fez ontem, dia 18, 35 anos que Brel deixou o porto da Horta com rumo à Madeira. Tinha chegado à ilha do Faial no dia 1 de Setembro a bordo do Askoy, na companhia da filha France e da amiga Maddly.
Dias depois recebeu a notícia da morte do seu amigo Jojo e regressou a Paris de avião, via Ilha Terceira, deixando o barco ao cuidado da filha e da amiga. Regressou ao Faial a bordo de um Jet Lear, propriedade de um milionário suíço que lhe deu boleia para os Açores.

A notícia que se segue vinha publicada no diário local “O Telégrafo”, de 17 de Setembro, e é bastante confusa, dado o pouco conhecimento que se tinha de Jacques Brel por estas paragens.

sábado, 12 de setembro de 2009

JACQUES BREL NO PETER

No dia 12 de Setembro de 1974 , faz hoje precisamente 35 anos, JACQUES BREL esteve no PETER Café Sport e deixou lá a sua assinatura do Livro de Honra daquele Café. Na imagem abaixo uma fotografia desse autógrafo juntamente com o de France Brel e de Maddly , respectivamente filha e companheira do cantor. Na imagem também está a fotografia do Askoy que Brel deixou colada na mesma página.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ASKOY NA TELEVISÃO BELGA

Na próxima segunda feira, 14, às 20h40m, na TV1, transmissão da reportagem sobre a recuperação do Askoy na série “Un simple plan”

Pieter Wittevrongel e os seus colaboradores, dois irmãos de Blankengerge, planearam a recuperação do Askoy encalhado nos mares da Nova Zelândia. Trata-se do barco em que Jacques Brel navegou até às ilhas Marquesas em 1974.


Actualmente, o Askoy encontra-se ilegal,”sem papeis”, em Ostende, aguardando um acordo com a Região flamenga para lhe atribuir um lugar a oeste da cidade de Blankenberge, estação balnear da Costa Belga. A ideia é construir um museu consagrado à herança marítima onde estará presente a memória de Jacques Brel.
Para tal é essencial a restauração do Askoy.

sábado, 5 de setembro de 2009

NOTÍCIA " O TELÉGRAFO" 3 de Setembro de 1974


O ASKOY foi o 134º iate a entrar no Porto da Horta em 1974. O Jornal O Telégrafo mantinha uma agenda diária de entrada de iates, mas nem sempre com dados correctos sobre essas entradas.
Nesta pequena notícia do dia 3 de Setebro de 1974, há vários erros: O Iate não se chama ASHOY, mas ASKOY, tinha 42 Toneladas e não 45, não tinha 5 tripulantes mas 3 (Brel, France e Maddly) e não se destinava à Graciosa, mas sim à Madeira.
O nome completo de Brel era JACQUES ROMAIN GEORGE BREL. Portanto, George Brel foi o nome com que se identificou perante as autoridades marítimas do Porto da Horta.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

JACQUES BREL NA ILHA DO FAIAL

Jacques Brel , o mais francês dos cantores belgas, ou mais belga dos cantores franceses, passou pela Horta em Setembro de 1974.
É sobre essa curta estada que eu vos vou falar.
Brel Esteve nos Açores, não na qualidade de cantor, mas, na de iatista. Em Fevereiro daquele ano, ele tinha comprado um veleiro com a intenção de dar a volta ao mundo em 3 anos. Em 24 de Julho partiu de Anvers, na Bélgica, escalou as ilhas Scily , no sul da Inglaterra, e no primeiro dia do mês de Setembro ancorou o seu barco, de nome Askoy, na baía da Horta.
Acabado de chegar, recebe de Paris a notícia que o seu grande amigo Jacques Pasquier (Jojo) falecera vítima de cancro. Brel segue de imediato no navio Ponta Delgada para a ilha Terceira, e de lá apanha um avião para Paris, para assistir ao funeral do amigo no dia 3 de Setembro.
Entretanto, na Horta, ficam a filha France Brel e a amiga do cantor, Maddly Bammy, a tomar conta do barco.
Brel regressa dias depois aos Açores, no avião particular de um amigo que lhe deu uma boleia até ao Faial. Mas, regressa adoentado, e consegue que o Doutor Luís Decq Mota, médico de ascendência belga, o vá ver a bordo do Askoy. Trata-se de uma gripe.
Porém, estabelece-se uma amizade entre os dois homens, e Jacques Brel acaba por passear pela ilha do Faial na companhia da família Decq Mota.


Visita a oficina do artesão de scrimshaw Oton da Silveira e frequenta o Café Peter.
Deixa o Porto da Horta a 18 de Setembro, rumo à Madeira, e depois atravessa o Atlântico com destino ao Canal do Panamá.
Entretanto, o que se pensava ser uma gripe, piorou, e obrigou o cantor a regressar à Europa. Em Paris foi-lhe detectado um tumor num pulmão.
Brel já não fez a volta ao mundo. Depois de operado, retomou a viagem marítima e levou o Askoy até às Ilhas Marquesas, em pleno Oceano Pacífico. Lá, viveu mais 4 anos, e acabou por falecer em Outubro de 1978. O seu corpo jaz ao lado do de Gauguin, numa das ilhas daquele arquipélago.
Brel, quando deixou os palcos, com 38 anos de idade e no apogeu da fama, fê-lo porque não queria envelhecer à frente do público e porque não se queria tornar no velho cantor cabotino que é aplaudido por deferência. Quando, com 45 anos de idade, se meteu num barco para dar a volta ao mundo, fê-lo para estar muito longe dos oportunistas, dos falsos amigos e dos jornalistas, que não o deixavam em paz. Depois de uma vida de trabalho intenso e esgotante, Brel só buscava o sossego e o isolamento. Como a doença lhe interrompeu o sonho da circum-navegação, optou por ficar a viver numa distante ilha do Oceano Pacífico, onde ninguém o conhecia.
Jacques Brel só não ficou na Horta porque estava demasiado perto da Europa.
No Faial corria o risco de perder a privacidade que ele procurava desesperadamente.

Nota: Fotografia cedida por Filomeno Bicudo