O meu amigo Rafael, um breliano do "Brasiu", encontrou num blog - MARVIN LORENZ '94 - que contém esta pequena preciosidade: Uma caricatura de JACQUES BREL. Segundo consta no seu perfil, Marvin tem 18 anos, é alemão e adora desenhar, especialmente caricaturas.
A "VALSA DE BREL" é o resultado de uma aventura musical e faz reviver os sentimentos do
coração e o corpo de Jacques Brel. A sua poesia deriva de um imaginário fértil
e saboroso. Tudo por aí passa, "Madeleine" "Jef", "Mon
enfance", "Amsterdam" e muitos outros.Yann Denis, que tem uma
voz muito subtil, não imita BREL, ele
canta-o, ele interpreta-o.
Através desse
universo particular, YANN DENIS e o seu pianista Jean-Louis Beydon oferecem uma
viagem extraordinária, cheia de emoções, descobertas e comunhão musical. A
valsa de Brel é um espetáculo único, vibrante, que inflama em cada
representação, os variados públicos, emocionados e estupefactos pela força do
trabalho revisitado.
Este convite
a redescobrir o reportório de Jacques Brel através de uma leitura única, apoiada
por um piano virtuoso explosivo, ninguém pode ficar indiferente e vai escutar de
uma outra maneira este património excepcional.
O espectáculo
“VALSA DE BREL” foi criado em 2003 e tam percorrido a França, a Bélgica, a
Suiça e adapta-se às salas mais intimistas ou às mais prestigiadas.
O
Furacão é 3ª e última
parte do poema sinfónicoJEAN DE BRUGES escrito e dramatizado por
Jacques Brel e com música sinfónica de FRANÇOIS
RAUBER. Encontra-se AQUI no youtube.
Neste poema o velho
marinheiro fanfarrão Jean de Bruges conta que “enfrentou o maior furacão do mundo. Uma coisa medonha. Nunca vista. Foi
de tal maneira que destruiu a costa norte da Bélgica, onde se encontra Bruges,
dividindo a terra para formar os arredores de Bruges que tomaram então o nome
de Inglaterra.”
No mesmo disco, que se
intitulou “Jacques Brel chante la Belgique”, (edição Barclay)
estava ainda a canção “Il neige sur Liège”.
Este é, portanto, um
disco raríssimo. Um disco que deve valer uns milhares de euros. Se o
encontrarem por aí nalguma feira, nalgum alfarrabista, avisem por favor.
O segundo poema para o poema sinfónico de François Rauber chama-se A SEREIA, que tal como o de ontem terá transcrição em português e versão original, cantada pelo próprio BREL, e que se encontra no youtube AQUI.
Em 1956, Brel e Rauber encontram-se pela primeira vez e este encontro trouxe uma mudança radical no estilo de Brel em cima do palco. Brel cantava agarrado à sua viola tirando-lhe todas as hipóteses de se expressar a não ser pela voz. Rauber começou a orquestrar as canções que Brel escrevia e convenceu-o a libertar-se da viola… E assim nasceu um novo Brel. Com toda a sua teatralidade corporal em acção. A canção passou a ser uma peça de teatro com 3 minutos. As mãos, os braços, os dedos, os gestos, os olhares, passaram a dar vida aos bêbados, aos tímidos, aos velhos, aos militares, e tantos, tantos outros.
A colaboração entre os dois artistas durou até ao último disco de Jacques, Les Marquises, lançado em 1977.
Em 1963 o orquestrador
de Jacques Brel, FRANÇOIS RAUBER (1933/2003), que tinha formação clássica em
piano, pediu a Brel um poema que ele pudesse orquestrar para concorrer a um
concurso da Academia Francesa. Brel escreveu 3 poemas baseados numa figura
mítica belga chamada JEAN DE BRUGES. Um
velho marinheiro que a troco de uma cerveja contava aventuras fantásticas que tinha vivido por esses mares e
oceanos.
Hoje vou transcrever o
primeiro dos poemas sinfónicos traduzido para português – A BALEIA – e transferir
do YOUTUBE a versão original da canção veio de um disco de Brel que nunca
esteve à venda. Foram feitas umas dezenas de cópias para oferecer numa festa
relacionada com velhos marinheiros belgas.
Das Edições JACQUES BREL recebi mais esta informação sobre
uma homenagem ao Grand Jacques. Nos próximos dias 1 e 2 de Junho uma exposição
itinerante intitulada “Je chante, persiste et signe” em Île-de-France.
É uma organização “LES LILAS FÊTENT”. Em cima, o cartaz/programa
do evento onde podemos ver os nomes de
outros cantores homenageados.
Hoje e amanhã, em Porto Alegre (Brasil), canções famosas de Edith Piaf,
Charles Aznavour, Serge Gainsbourg, Yves Montand e JACQUES
BREL, integram o novo espetáculo"OUI, C'EST PARIS, PARIS!", de
Janete Cecin. Acompanhada com o seu acordeão francês,
violão e teclados, ela conduz seus espectadores por uma viagem a uma velha
França através de sons, imagens e aromas
com participação de Bernard Jean Marie e Tânia Maycá.
Como não encontrei excertos do concerto no youtube aqui fica
um bocadinho de um show anterior de Janete Cecin intitulado “Le show des
chapeux”…