A pintora francesa Fabienne Fumière apresenta a sua nova exposição a partir de amanhã até dia 23, na “Salle de la République de l'Hôtel de Ville, de Cambrai”. Trata-se uma homenagem a JACQUES BREL e à sua interpretação de D.Quixote de la Mancha. São 19 quadros de cores vivas, o que além de serem uma imagem de marca da artista, são sobretudo sinónimos de alegria de viver. Diz ela “Estou feliz por viver e aproveito cada instante. Nós estamos sobre a Terra para nos encontrarmos, para nos falarmos, receber e dar o amor aos outros. Estamos todos em busca do amor e este não tem idade.” Um amor pelo cantor belga e pelo escritor espanhol que são o fruto de criações luminosas sobre os temas que se enredam na história do homem da Mancha e dos outros intervenientes: Sancho Pança, o cavalo Rossinante, Dulcineia…
Isabelle Aubret “Palais des Sports 2011” é um duplo CD, mais um DVD, e foi gravado ao vivo num espectáculo dado em Maio deste ano. Neste espectáculo ela canta Jean Ferrat, Léo Ferré e JACQUES BREL. Isabelle foi em 1952 campeã de França em ginástica. Depois enveredou pela música e em 1962 ganhou o Euro Festival da Canção com “Un premier amour”. Seis anos depois voltou a concorrer ao Festival e ficou em 3º lugar com “La source”. Entretanto, em 1963 teve um acidente de viação que a incapacitou de trabalhar durante muito tempo. Jacques Brel, que a estimava como colega de profissão, visitou-a no hospital e, num acto de generosidade perante a colega impedida de trabalhar, ofereceu-lhe os direitos de autor da canção “La fanette”, que ela interpretava nos seus concertos.
“Travelling”, é o novo espectáculo do grupo francês Les Oiseaux de Passage que tem como componentes BRUNO REISACHER : voz / JEAN-PHILIPPE BATLO : guitarras / GUY SCHELCHER : acordeão / FRANCIS HIRSPIELER : contrabaixo. É desta maneira que eles descrevem este novo trabalho.
“Quer como actor ou realizador, quer como piloto de linha ou capitão de grande cabotagem, Jacques Brel toda a vida se manteve num movimento constante. Mas sabiam que durante quinze anos – dia a dia – ele transfigurou a canção francesa? As suas canções são, à imagem da sua vida, como um infatigável “travelling” do tempo e do espaço: De oeste a leste e do norte a sul, das margens do Escault às ilhas onde ele fez bem ir ver, da manhã à noite, da infância à morte. Tornar-se num velho menino mas nunca num adulto. E depois morrer… “Não custa nada”. Canções do movimento. Ou da imobilidade. E mesmo que “o tempo se imobilize” é a objectiva da câmara que se imobiliza para sobrevoar as gentes e os lugares (“revejam” os seus filmes: Les Marquises ou Je suis un soir d’été...). Depois do seu espectáculo Portraits et Paysages, os "Oiseaux de Passage" propõem-nos uma nova incursão viajante pela obra do Grand Jacques onde as canções mais conhecidas se misturam com outras mais discretas. E nesta altura estamos prontos para ver o filme de uma obra, de uma vida. Então… Motor!”
AQUI neste site podemos ouvir 3 canções interpretadas pelos Pássaros de Passagem…
Godfrey Johnson, o cantor de cabaret Sul Africano, tem este ano um novo espectáculo intitulado “SEASON IN THE SUN”. Está em cena de 6 a 24 de Dezembro no Old Mutual Theatre on the Square. Além de BREL, Godfrey interpretará canções de Noel Coward, Cole Porter, Madonna, Kurt Weill e material escrito por ele mesmo. Já falei neste blog do anterior espectáculo de Godfrey Johnson que se intitulava "The Shadow of Brel". Godfrey Johnson está AQUI no Facebook.
O actor e cantor Víctor Díaz, actualmente integrante do elenco de “Los Miserables” em Barcelona, rende homenagem a JACQUES BREL com este “Ne Me Quitte Pas” que interpretou no passado dia 9 no Teatro José María Rodero de Torrejón de Ardoz. Víctor Díaz estreou-se no teatro musical em 1992 exactamente com outra versão de “Los Miserables” e depois seguiram-se títulos como “El Hombre De La Mancha”, “My Fair Lady”, “Cabaret”, etc. No campo do canto lírico tem interpretado papéis de tenor em variadas óperas. Díaz também dá concertos a solo com grande êxito entre o público e a crítica um pouco por todo o mundo. Esta versão dos “Miseráveis” estreou este ano em Madrid e devido ao seu grande sucesso veio agora para Barcelona.
Dave Van Ronk (1936/2002) foi um cantor folk americano, nascido em Brooklyn, New York. Foi uma importante figura da música nos anos 60 e foi muitas vezes companheiro de palco e de digressões de Bob Dylan, Tom Paxton, Patrick Sky, Phil Ochs, Ramblin' Jack Elliott e Joni Mitchell. Além da música tradicional americana ele também se dedicava às velhas baladas inglesas, aos blues, gospel, rock e jazz de New Orleans. Era também reconhecido o seu talento como instrumentista, especialmente na sua ragtime guitar. Van Ronk recebeu o seu prémio de carreira em 1997 atribuído pela ASCAP - American Society of Composers, Authors and Publishers. AQUI podem ser conhecidos, e comprados, os seus discos.
No vídeo está a sua interpretação de AMSTERDAM, de Jacques Brel...
Das Edições JACQUES BREL recebi a seguinte informação: “Jacques Brel e o Rei Leopoldo II são as personagens de uma reportagem da emissão difundida pela VRT – Vlaanderen Vakantieland – hoje sábado, 10 de Dezembro às 18h10m, e Domingo às 17h15m”. Esta emissão da VRT (Bruxelas) será igualmente repetida na próxima semana neste LINK.
No vídeo, JACQUES BREL canta "Le plat pays" em flamengo… Aqui fica o texto para seguir com atenção…
MIJN VLAKKE LAND
Wanneer de Noordzee koppig breekt aan hoge duinen En witte vlokken schuim uiteen slaan op de kruinen Wanneer de norse vloed beukt op het zwart basalt En over dijk en duin de grijze nevel valt Wanneer bij eb het strand woest is als een woestijn En natte westenwinden gieren van venijn Dan vecht mijn land, mijn vlakke land.
Wanneer de regen daalt op straten, pleinen, perken Op dak en torenspits van hemelhoge kerken Die in dit vlakke land de enige bergen zijn Wanneer onder de wolken mensen dwergen zijn Wanneer de dagen gaan in domme regelmaat Een bolle oostenwind het land nog vlakker slaat Dan wacht mijn land, mijn vlakke land
Wanneer de lage lucht vlak over het water scheert Wanneer de lage lucht ons nederigheid leert Wanneer de lage lucht er grijs als leisteen is Wanneer de lage lucht er vaal als keileem is Wanneer de noordenwind de vlakte vierendeelt Wanneer de noordenwind er onze adem steelt Dan kraakt mijn land, mijn vlakke land
Wanneer de Schelde blinkt in zuidelijke zon En elke Vlaamse vrouw flaneert in zonjapon Wanneer de eerste spin zijn lente-webben weeft Of dampende het veld in juli zonlicht beeft Wanneer de zuidenwind er schatert door het graan Wanneer de zuidenwind er jubelt langs de baan Dan juicht mijn land, mijn vlakke land