SIMONE LANGLOIS, nascida em 1932, em Paris, cantou BREL no princípio da sua carreira. Por exemplo "Au Printemps", "Ne me quitte pas", "Je ne sais pas"... A sua consagração será a conquista do Grand Prix du disque "Académie Charles Cros" em 1958. No ano anterior ela tinha gravado um 45 RPM com quatro canções de Brel onde está incluída uma raridade: SIMONE LANGLOIS, canta "Sur la place" em dueto com o seu autor. Será o único dueto que Jacques Brel fará em toda a sua vida.
MARIA MEYER é uma actriz de teatro e cantora polaca que também interpreta JAQUES BREL nos seus espectáculos. Entre muitos musicais já fez clássicos como “Jesus Christ Superstar”, “The Rocky Horror Show”, “Evita”, “Cabaret"...
Tem um CD gravado com 17 canções de Brel. Chama-se “MARIA MEYER SPIEWA BRELA” (Maria Meyer canta Brel)
Podemos ouvi-la AQUI neste site a cantar “La chanson des vieux amants” em polaco.
Para ajudar aqui vai o texto traduzido:
Wciąż bardziej cie kocham
Rozświetlały burz rozbłyski Miłość naszą tyle lat Raz ty brałeś swe walizki To znów ja ruszałam w świat Lecz pokój, gdzie kołyski brak Pamięta echa dawnych burz I słów namiętnych do szaleństwa Więc choć porażki dawnej smak Z mych ust uleciał dawno już A z twych pierwszego smak zwycięstwa
Czy ty wiesz Kochany, czuły i jedyny mój Że ja od wschodu, aż do zmierzchu dnia Wciąż bardziej cię kocham
W kłótniach, schadzkach, przeprowadzkach Poznaliśmy się do cna Wpadaliśmy w swe zasadzki Zastawione, gdzie się da Ty miałeś kogoś, dobrze wiem I ja też nie bez grzechu byłam Lecz zawsze żyliśmy nadzieją Że z pojednania pierwszym dniem Oboje dołożymy sił By starzeć się, nie doroślejąc
Czy ty wiesz...
A czas goni, a czas goni Straszy, że źle z nami jest I że zawieszenie broni To miłości będzie kres Zmęczeni trochę, bądź co bądź Posłusznie wyruszamy więc Na pole bitwy wyruszamy Żeby, jak co dzień, udział wziąć W potyczce czułej dwojga serc W serdecznej wojnie zakochanych
Já apresentei aqui neste blog variadíssimas versões da canção NE ME QUITTE PAS, “emblema” inseparável de Jacques Brel. Pois hoje tenho aqui uma versão absolutamente inesperada e insólita. O famosíssimo escritor brasileiro Paulo Coelho comemorou quarta-feira os 60 anos da sua mulher, a artista plástica Christina Oiticica, com uma megafesta no salão principal do Hotel Ritz, em Madrid. Estão casados há 32 anos e para celebrar, durante essa festa de aniversário, Paulo Coelho puxou do microfone e do sentimento e cantou à amada, à capela, NE ME QUITTE PAS…
O Dr Decq Mota, já falado AQUI neste blog várias vezes, foi hoje sepultado após internamento no Hospital da Horta. Foi ele o médico que viu JACQUES BREL em 1974 no porto da Horta, a bordo do Askoy, e que depois se tornou seu amigo. Encontrei o Dr Decq Mota de braço dado com a esposa, talvez num dos seus últimos passeios a pé pela cidade, e falámos de velhice, de doença, de decadência física. Ele tinha uma percepção muito lúcida destes assuntos porque era médico e percebia tudo o que lhe estava acontecer. Lembrei-lhe aquele verso do Brel que dizia “Mourir cela n'est rien, Mourir la belle affaire, Mais vieillir... ô vieillir!” e ele disse qualquer coisa do género “esse homem morreu cedo demais... tinha ainda tanta coisa bela para nos dizer”. Depois despedi-me do casal e ao vê-los afastarem-se muito devagar, rua adiante, só me pude lembrar da canção LES VIEUX : “... Et s'ils sortent encore bras dessus bras dessous tout habillés de raide, C'est pour suivre au soleil l'enterrement d'un plus vieux, l'enterrement d'une plus laide.”
Do autor deste blog um sentido abraço de solidariedade a toda a família.
Podemos definir a vida de Brel através de uma das suas falas no filme “FAR-WEST”(escrito e realizado por ele mesmo): “O homem é um nómada, é feito para IR VER o que há do outro lado da colina”. Ele começou por trabalhar na fábrica de cartão do pai (entre 1947 e 1953) mas a rotina e as 4 paredes do escritório que o aprisionavam não eram para ele. Libertou-se desta prisão pequeno burguesa e de viola na mão foi para Paris tentar a sua sorte. Passou fome e dormiu em pensões duvidosas. Foi um tempo das vacas magras. Todas as noites corria vários bares de Paris, onde cantava duas ou três canções a troco de “qualquer coisinha para comprar uma sandes de fiambre e beber uma cerveja”. Em 1957 finalmente dá o primeiro passo para entrar no mundo da canção e a partir daí mais ninguém o agarra. E entrou com a canção ”Quand on n'a que l'amour” que teve logo um prémio da Academia Charles-Cros e se tornou um êxito imediato por toda a França e países vizinhos. Foi até considerada por alguma imprensa como “o Hino de uma geração”. Não esquecer que no ano anterior a URSS tinha invadido a Hungria, fazendo milhares de vítimas… A sua carreira foi fulgurante e sempre ascendente até 1967, quando decidiu abandonar os palcos porque cantar já se estava a tornar uma rotina. Todas a noites do ano inteiro, sobe ao palco, abre o pano, canta, fecha o pano e parte para outra cidade para repetir os mesmos gestos. Ano após ano. Desistiu de vez! Depois dedicou-se ao cinema. Dez longas-metragens, de 67 a 73. De novo a rotina, a repetição, o cansaço, e desiste. Compra um barco e parte para IR VER… mais longe. Desta vez para IR VER para lá dos oceanos.
Portanto, podemos considerar a canção ”Quand on n'a que l'amour” realmente o ponto de partida de Brel para o sucesso. Eis aqui uma versão da canção, em clima apoteótico, por Celine Dion.
EDDY RYSSACK É belga flamengo de nascença mas viveu nas Ardenas flamengas. Nasceu em 1928 e faleceu em 2004. As suas BDs foram publicadas no Spirou e no TimTim, na França, na Alemanha e na Holanda. Nesta vinheta, desenhada por Eddy é mostrada uma cena da canção “Les flamandes” de Jacques Brel.
Para ilustrar musicalmente a imagem, uma versão da mesma canção pela banda militar do 43º R.I. de Lille. O arranjo é de M. Blanchot e o maestro é o tenente Philibert...
A FUNDAÇÃO JACQUES BREL informa que tem à venda no seu SITE, entre outros, o filme "L'aventure c'est l'aventure" de Claude LELOUCH, 1971. Deste filme falámos AQUI neste blog.
Neste excerto Aldo Maccione sonha com a sua entrada num hotel de luxo à beira-mar...