quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SIMONE LANGLOIS



SIMONE LANGLOIS, nascida em 1932, em Paris, cantou BREL no princípio da sua carreira. Por exemplo "Au Printemps", "Ne me quitte pas", "Je ne sais pas"...
A sua consagração será a conquista do Grand Prix du disque "Académie Charles Cros" em 1958.
No ano anterior ela tinha gravado um 45 RPM com quatro canções de Brel onde está incluída uma raridade: SIMONE LANGLOIS, canta "Sur la place" em dueto com o seu autor. Será o único dueto que Jacques Brel fará em toda a sua vida.

E aqui está esse dueto…

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MARIA MEYER



MARIA MEYER é uma actriz de teatro e cantora polaca que também interpreta JAQUES BREL nos seus espectáculos. Entre muitos musicais já fez clássicos como “Jesus Christ Superstar”, “The Rocky Horror Show”, “Evita”, “Cabaret"...

Tem um CD gravado com 17 canções de Brel. Chama-se “MARIA MEYER SPIEWA BRELA” (Maria Meyer canta Brel)

Podemos ouvi-la AQUI neste site a cantar “La chanson des vieux amants” em polaco.

Para ajudar aqui vai o texto traduzido:

Wciąż bardziej cie kocham

Rozświetlały burz rozbłyski
Miłość naszą tyle lat
Raz ty brałeś swe walizki
To znów ja ruszałam w świat
Lecz pokój, gdzie kołyski brak
Pamięta echa dawnych burz
I słów namiętnych do szaleństwa
Więc choć porażki dawnej smak
Z mych ust uleciał dawno już
A z twych pierwszego smak zwycięstwa

Czy ty wiesz
Kochany, czuły i jedyny mój
Że ja od wschodu, aż do zmierzchu dnia
Wciąż bardziej cię kocham

W kłótniach, schadzkach, przeprowadzkach
Poznaliśmy się do cna
Wpadaliśmy w swe zasadzki
Zastawione, gdzie się da
Ty miałeś kogoś, dobrze wiem
I ja też nie bez grzechu byłam
Lecz zawsze żyliśmy nadzieją
Że z pojednania pierwszym dniem
Oboje dołożymy sił
By starzeć się, nie doroślejąc

Czy ty wiesz...

A czas goni, a czas goni
Straszy, że źle z nami jest
I że zawieszenie broni
To miłości będzie kres
Zmęczeni trochę, bądź co bądź
Posłusznie wyruszamy więc
Na pole bitwy wyruszamy
Żeby, jak co dzień, udział wziąć
W potyczce czułej dwojga serc
W serdecznej wojnie zakochanych

Czy ty wiesz...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PAULO COELHO



Já apresentei aqui neste blog variadíssimas versões da canção NE ME QUITTE PAS, “emblema” inseparável de Jacques Brel.
Pois hoje tenho aqui uma versão absolutamente inesperada e insólita. O famosíssimo escritor brasileiro Paulo Coelho comemorou quarta-feira os 60 anos da sua mulher, a artista plástica Christina Oiticica, com uma megafesta no salão principal do Hotel Ritz, em Madrid.
Estão casados há 32 anos e para celebrar, durante essa festa de aniversário, Paulo Coelho puxou do microfone e do sentimento e cantou à amada, à capela, NE ME QUITTE PAS…

domingo, 27 de novembro de 2011

DR. DECQ MOTA



O Dr Decq Mota, já falado AQUI neste blog várias vezes, foi hoje sepultado após internamento no Hospital da Horta. Foi ele o médico que viu JACQUES BREL em 1974 no porto da Horta, a bordo do Askoy, e que depois se tornou seu amigo.
Encontrei o Dr Decq Mota de braço dado com a esposa, talvez num dos seus últimos passeios a pé pela cidade, e falámos de velhice, de doença, de decadência física. Ele tinha uma percepção muito lúcida destes assuntos porque era médico e percebia tudo o que lhe estava acontecer.
Lembrei-lhe aquele verso do Brel que dizia “Mourir cela n'est rien, Mourir la belle affaire, Mais vieillir... ô vieillir!” e ele disse qualquer coisa do género “esse homem morreu cedo demais... tinha ainda tanta coisa bela para nos dizer”.
Depois despedi-me do casal e ao vê-los afastarem-se muito devagar, rua adiante, só me pude lembrar da canção LES VIEUX : “... Et s'ils sortent encore bras dessus bras dessous tout habillés de raide, C'est pour suivre au soleil l'enterrement d'un plus vieux, l'enterrement d'une plus laide.”

Do autor deste blog um sentido abraço de solidariedade a toda a família.

sábado, 26 de novembro de 2011

Quand on n'a que l'amour



Podemos definir a vida de Brel através de uma das suas falas no filme “FAR-WEST”(escrito e realizado por ele mesmo): “O homem é um nómada, é feito para IR VER o que há do outro lado da colina”.
Ele começou por trabalhar na fábrica de cartão do pai (entre 1947 e 1953) mas a rotina e as 4 paredes do escritório que o aprisionavam não eram para ele. Libertou-se desta prisão pequeno burguesa e de viola na mão foi para Paris tentar a sua sorte. Passou fome e dormiu em pensões duvidosas. Foi um tempo das vacas magras. Todas as noites corria vários bares de Paris, onde cantava duas ou três canções a troco de “qualquer coisinha para comprar uma sandes de fiambre e beber uma cerveja”.
Em 1957 finalmente dá o primeiro passo para entrar no mundo da canção e a partir daí mais ninguém o agarra.
E entrou com a canção ”Quand on n'a que l'amour” que teve logo um prémio da Academia Charles-Cros e se tornou um êxito imediato por toda a França e países vizinhos. Foi até considerada por alguma imprensa como “o Hino de uma geração”. Não esquecer que no ano anterior a URSS tinha invadido a Hungria, fazendo milhares de vítimas…
A sua carreira foi fulgurante e sempre ascendente até 1967, quando decidiu abandonar os palcos porque cantar já se estava a tornar uma rotina. Todas a noites do ano inteiro, sobe ao palco, abre o pano, canta, fecha o pano e parte para outra cidade para repetir os mesmos gestos. Ano após ano. Desistiu de vez!
Depois dedicou-se ao cinema. Dez longas-metragens, de 67 a 73. De novo a rotina, a repetição, o cansaço, e desiste.
Compra um barco e parte para IR VER… mais longe. Desta vez para IR VER para lá dos oceanos.

Portanto, podemos considerar a canção ”Quand on n'a que l'amour” realmente o ponto de partida de Brel para o sucesso. Eis aqui uma versão da canção, em clima apoteótico, por Celine Dion.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

LA BD CHANTE BREL (12)



EDDY RYSSACK
É belga flamengo de nascença mas viveu nas Ardenas flamengas. Nasceu em 1928 e faleceu em 2004. As suas BDs foram publicadas no Spirou e no TimTim, na França, na Alemanha e na Holanda. Nesta vinheta, desenhada por Eddy é mostrada uma cena da canção “Les flamandes” de Jacques Brel.

Para ilustrar musicalmente a imagem, uma versão da mesma canção pela banda militar do 43º R.I. de Lille. O arranjo é de M. Blanchot e o maestro é o tenente Philibert...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

L'AVENTURE C'EST L'AVENTURE


A FUNDAÇÃO JACQUES BREL informa que tem à venda no seu SITE, entre outros, o filme "L'aventure c'est l'aventure" de Claude LELOUCH, 1971.
Deste filme falámos AQUI neste blog.

Neste excerto Aldo Maccione sonha com a sua entrada num hotel de luxo à beira-mar...