LA COMPAGNIE BREL – Trente ans déjà – tem agora no seu espectáculo “Eles falam de Brel” dois músicos para acompanhar as canções em directo e evitar os playbacks musicais. São eles Pepito ORTEGA (guitarra) e Fabien PACKO (acordeão e piano).
Na agenda de espectáculos da Companhia Brel para este ano está uma noite na lendária sala do Petit Journal Montparnasse, em Paris, a 31 de Outubro. Por esta sala passaram nomes como Claude NOUGARO, Pascal DANEL, Nicole CROISILLE, Michel LEEB, Eddy MITCHELL, Hugues AUFRAY, Dany BRIAND, Enrico MACIAS, etc.
Neste vídeo Philippe, Fabien e Pepito ensaiam a canção Vesoul!
A 24ª edição dos RENCONTRES BREL terá lugar de 19 a 24 de Julho em St-Pierre-de-Chartreuse. É um festival feito em plena montanha e rodeado de todos os cuidados para proteger o ambiente daí se considerar um ECOFESTIVAL. No programa deste ano está o nome de Graeme Allwright. Encontrei no youtube este vídeo onde Graeme , na companhia de Maurane, canta SUZANNE, a bela canção de Leonard Cohen. E cantam uma versão francesa da autoria do próprio Graeme Allwright...
SUZANNE
Suzanne t'emmène écouter les sirènes Elle te prend par la main Pour passer une nuit sans fin Tu sais qu'elle est à moitié folle C'est pourquoi tu veux rester Sur un plateau d'argent Elle te sert du thé au jasmin Et quand tu voudrais lui dire Tu n'as pas d'amour pour elle Elle t'appelle dans ses ondes Et laisse la mer répondre Que et depuis toujours tu l'aimes
Tu veux rester à ses côtés Maintenant tu n'as plus peur De voyager les yeux fermés Une flamme brûle dans ton coeur.
Il était pécheur venu sur la terre Qui a veillé très longtemps Du haut d'une tour solitaire Et quand il a compris que seuls Les hommes perdus le voyaient Il a dit qu'il voguerait Jusqu'à ce que les vagues nous libèrent Mais lui-même fut brisé Bien avant que le ciel s'ouvre Délaissé et presqu'un homme Il a coulé sous votre sagesse Comme une pierre.
Suzanne t'emmène écouter les sirènes Elle te prend par la main Pour passer une nuit sans fin Comme du miel le soleil coule Sur Notre Dame des Pleurs Elle te montre ou chercher Parmi les déchets et les fleurs Dans les algues il y a des rêves Des enfants au petit matin Qui se penchent vers l'amour Ils se penchent comme ça toujours Et Suzanne tient le miroir.
Tu veux rester à ses côtés Maintenant tu n'as plus peur De voyager les yeux fermés Une blessure étrange dans ton coeur.
Esta versão de VESOUL é um mimo. Brel parodia-se a si próprio. Altera o ritmo da canção e assume a pose de um cantor afectado. Imperdível !
E depois quem fez o vídeo também está de parabéns. Além de legendas acrescentou-lhe explicações gramaticais para os termos usados pelo cantor, dá informações sobre os lugares e as pessoas intervenientes no texto e por fim inclui fotos das cidades que Brel canta em Vesoul.
A Casa dos Duques de Brabant, situada no coração de Bruxelas, acolhe durante os meses de Julho e Agosto THIS IS BELGIUM : uma viagem interactiva dos 5 sentidos para descobrir a Bélgica. Artigos de couro, jóias, alta costura e culinária são algumas das muitas áreas nas quais os belgas são excelentes. Quanto aos waffles, biscoitos, chocolates e bombons, basta ver o quanto eles são exportados para imaginar o seu sucesso no mundo inteiro. Mas, curiosamente, se o belga é um exagerado em segundo grau em humor e num toque de surrealismo, ele raramente é chauvinista.
Esta exposição serve essencialmente para mostrar aos seus visitantes o orgulho do “Made in Belgium”, agora que o país se encontra sem governo HÁ MAIS DE UM ANO !
Entre os expositores de marcas comerciais e industriais e de personagens míticas estão as EDIÇÕES JACQUES BREL.
Esta balada de inspiração medieval deve ser uma das primeiras canções escrita pelo jovem Brel.O texto, bem ingénuo por sinal, é premonitório. Nele, Brel diz que gostava de ter um barco e um avião. Décadas mais tarde o sonho realiza-se e terá o Askoy que o levará até às ilhas Marquesas e o Jojo que o levará bem alto lá nos céus do Oceano Pacífico.
Burgueses, mercadores, nobres damas, senhores, meninas bonitas, grandes do mundo e ladrões, escutem a súplica de um jovem de vinte anos, escutem a súplica de um plebeu…
Eu queria um barco bonito Para me divertir Um belo barco de madeira dourada Para ir à pesca do bacalhau
Eu queria um carro bonito Para passear E para salpicar as raparigas Que dançam nas avenidas
Eu queria dentro dos eléctricos As pessoas fossem educadas Que se dissesse obrigado e por favor Nas paragens dos carros eléctricos
Eu queria que todos os vagabundos Pudessem cantar Pela manhã e ao cair da noite As canções da liberdade
Eu queria que dentro das casas Cheirasse bem A pão, a cerveja e ao presunto Que balança no tecto
Eu gostaria de ter um belo avião Para ver o bom Deus Um belo avião ágil e leve Que me iria levar bem alto lá nos céus
E queria que as crianças pequenas Não fossem ruins E que os seus risos, como jactos de água Refrescassem a humanidade.
Com a ajuda do Rodolphe Guillo, um breliano incondicional, aqui está a tradução de outra canção da adolescência de Brel, L'Ange déchu.
O ANJO CAÍDO
Todos os caminhos que vão dar a Roma Levam os amores dos amantes desiludidos Todos os caminhos que vão dar a Roma Levam as mentiras dos anjos caídos…
Amor da manhã , fresco como a rosa Amor que abraçamos ao abraçarmos o dia Tu estavas tão bonita, lábios entreabertos Inclinando-me para ti eu disse-te sempre;
Amor do meio-dia queimando de claridade Amor que se rouba no voo da vida O vento ciumento do canto dos nossos beijos Dizia-nos para sermos sensatos e nós ríamos;
Amor da noite braseiro sem luz Amor que aguarda a esperança que se espera Tu tinhas nos olhos um ramo de orações Eu disse-te amanhã pensando que mentia;
Porque todos os caminhos que vão dar a Roma Levam os amores do meu coração desiludido Porque todos os caminhos que vão dar a Roma Só podiam fazer de mim um anjo caído.
Mais uma canção da juventude do Grand Jacques e que pertence ao lote gravado para a BRT (Rádio belga flamenga com sede em Hasselt em Agosto de 1953). Regista-se aqui talvez o seu primeiro neologismo: do substantivo acordeão ele cria o verbo a “acordeonar”. Anos mais tarde inventa a “voz bandoneante” (de bandoneon), as beatas que “cemiteriam” (de cemitério) ou Bruxelas que “bruxeliava”.
O acordeão da vida
Velho músico faz-me sonhar até de manhã Fica curvado sobre o teu acordeão O teu acordeão todo branco faz sonhar, Faz valsar, faz dançar os meus vinte anos… Velho músico faz-me sonhar Nos quatro cantos da vida E para que a possamos perdoar A vida põe cabelos grisalhos E para nós acordeona
Velho músico faz-me amar até de manhã Fica curvado sobre o teu acordeão O teu acordeão todo azul faz sonhar, Faz valsar, os nossos dois corações apaixonados Velho músico faz-me amar Nos quatro cantos do amor E para que o possamos perdoar A vida vem-nos dizer bom dia E para nós acordeona
Velho músico faz-me chorar até de manhã Fica curvado sobre o teu acordeão O teu acordeão todo negro faz chorar, Faz sonhar, os nossos dois corações sem esperança Velho músico faz-me chorar Nos quatro cantos da vida E para se vingar de nós A vida põe-nos os seus cabelos grisalhos Para nos dizer que não se importa…