sexta-feira, 8 de abril de 2011

FACEBOOK




As EDIÇÕES JACQUES BREL têm a partir de agora o seu espaço no FACEBOOK para manter um diálogo directo e personalizado com todos aqueles que querem saber mais sobre o autor de NE ME QUITTE PAS, AMSTERDAM, LES BOURGEOIS, JEF, MARIEKE, etc,etc,etc...
É uma boa notícia, hoje 8 de Abril, dia de aniversário do Grand Jacques. Se fosse vivo faria 82 anos. Parabéns Jacques!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MICHELINE VAN HAUTEM



O novo CD de Micheline van Hautem LA MUSIQUE é um tributo a JACQUES BREL. Um trabalho acústico que conta com a voz de Micheline e a colaboração de Erwin van Ligten.
Micheline tem um outro CD dedicado a Brel – L’esprit de Brel – este gravado com a colaboração de Bruno Brel, sobrinho do Grand Jacques.


A energia com que Micheline Van Hautem canta Brel é extraordinária. Com o seu talentoso guitarrista Erwin Van Ligten fazem um duo perfeito. Este é com certeza um concerto a não perder”. Estas são palavras de Robert Love, director do Riverside Theatres (Austrália) onde Micheline e o seu guitarrista se apresentarão a 15 de Abril. Sobre este espectáculo ela diz: “Apesar de Brel ter vivido há já alguns anos, ser um homem, e cantar em francês, eu sinto uma ligação muito forte com a música dele. Sinto-me muito entusiasmada por regressar a Sidney e cantar no Riverside Theatres

quarta-feira, 6 de abril de 2011

LES GENS



Les Gens faz parte do lote de 25 canções que Brel gravou, somente acompanhado pela sua viola, para a BRT (Radio belga da flandres). As canções foram gravadas de 14 a 21 de Agosto de 1953. Em Setembro parte para Paris, aluga um quarto em Montmartre, e começa a cantar no cabaret Aux Trois Baudets.

AS PESSOAS (1953)

A bela Jeanette errou, e não digo mais nada
Porque isso pode acontecer com todas as raparigas da sua idade
Mas quando a sua mãe soube que ia ser avó
Rebentaram os gritos de maiúsculas cóleras
Você fala, minha boa senhora, de vícios, de imoralidade
Mas será que também faz um drama dos amantes que teve

Pessoas de boa consciência nas ruas à noite
Pessoas de boa consciência, têm muitas vezes uma ruim memória

E aqueles que se acham belos, porque eles são uns idiotas
E aqueles que se dizem maus, porque são apenas inconvenientes
E aqueles que dizem que são felizes porque são fanáticos
E aqueles que se dizem bons porque são estúpidos
Aqueles que têm a cabeça erguida porque já sabem tudo
E que têm a alma serena porque não compreenderam nada

Pessoas de boa consciência nas ruas à noite
Pessoas de boa consciência, têm muitas vezes uma ruim memória


terça-feira, 5 de abril de 2011

GÉRARD CHAMBRE




GÉRARD CHAMBRE é actor, cantor e encenador e tem feito alguns trabalhos homenageando Brel. De entre eles destacam-se :
“Jacques Brel na China”, ballet concerto em Pequim, com a companhia de teatro e os bailarinos da Ópera de Pequim.
"Les enfants de l'Amour", espectáculo Brel-Piaf (com Gérard Chambre-Brel, Irène Roussel-Piaf, Franck Monbaylet, piano, Didier Roman, acordeão, primeiro no Espace Cardin, seguindo-se depois uma digressão por Marrocos, Jordânia, Espanha, Síria, Rússia, etc)
E "L’Homme de la Mancha" em 2008 e 2009...

Neste vídeo Gérard canta Brel no festival “CHANTER DANS LA FRANCOPHONIE” realizado em 2006. Este festival foi organizado pela UNESCO e contou com a colaboração de vários cantores francófonos para homenagear JACQUES BREL.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CERVANTES



A cena passa-se numa prisão de Sevilha no fim do Séc XVI. Cervantes e o seu aio são presos pela Inquisição. Enquanto esperam o julgamento são lançados num cárcere cheio de bandidos. Para salvar o seu manuscrito, Cervantes imagina representar as aventuras dos seus heróis, D.Quixote, Sancho Pança e Dulcineia, com a ajuda dos indigentes que ele obriga a entrar na representação. Sentado no centro do palco ele caracteriza-se e encena as aventuras que lhe povoam a imaginação.

Brel diz sobre o musical: “Eu vou tentar personificar um homem. Venham, deixem-se levar pela minha imaginação e depois verão.”

Neste vídeo está o “trailer “ de uma versão de D.Quixote protagonizada por GÉRARD CHAMBRE.

domingo, 3 de abril de 2011

D.QUIXOTE em PARIS



L’HOMME DE LA MANCHA esteve na Bélgica (Théâtre Royal de la Monnaie) até 13 de Novembro de 1968. Na última semana a bilheteira não abriu porque estava tudo esgotado até ao fim do contrato com aquele teatro. Brel rumou então a Paris e pôs o espectáculo em cena no Théâtre des Champs-Elysées, de 11 de Dezembro até 17 de Maio de 1969. E naturalmente começaram a os pedidos de digressão a nível nacional e internacional. Mas o Grande Jacques recusou. Ele tinha abandonado os palcos em 1967 porque não queria cair na rotina e acabar a sua vida como um velho cantor que se aplaude por favor ou por reverência. Continuar com o L’Homme de la Mancha indefinidamente seria ir contra os seus princípios. E para variar dedicou-se ao Cinema.

O que dizem os jornais da altura: o jornal francês Le Monde, dois dias depois da estreia, refere-se ao Homem da Mancha dizendo “ As duas primeiras representações de L’Homme de la Mancha, comédia musical americana importada por Jacques Brel para o Teatro Des Champs-Elisées foram um triunfo. Salas esgotadas, salas atentas, pode-se dizer que a recepção foi muito mais calorosa que em Bruxelas”.
O Paris Match comenta “D.Quixote auxilia a Medicina. L’Homme de la Mancha, a comédia musical onde Jacques Brel é D.Quixote começou a sua carreira parisiense ultrapassando um recorde conseguido por CHAPLIN: O da maior dádiva obtida numa noite de estreia. Todo o dinheiro da bilheteira daquela noite foi para os investigadores da Fundação de Pesquisa médica.”

Esta é uma recriação chilena do espectáculo de Mitch Leigh, textos de Joe Darion e libreto de Dale Wasserman no Teatro Teleton, MAN OF LA MANCHA.

sábado, 2 de abril de 2011

Tout le Monde Est Don Quichotte




“Uma casa lotada e em pé. Doze minutos de ovações crepitantes depois de duas horas e vinte de espectáculo sem falhas e sem intervalo. As canções que já cantarolamos na rua. As centenas de admiradores amontoados nos bastidores e na saída dos artistas. Sem dúvida: É o sucesso triunfal.”
Jean Pigeon (Le Journal de Charleroi , 07.10.1968)

Esta é uma das críticas publicadas depois da estreia de L’Homme de la Mancha no Théâtre Royal de la Monnaie. Numa entrevista dada uns dias depois (que está no vídeo abaixo) Brel afirma que “todo o mundo é D.Quixote”... Todos temos direito de sonhar e todos procuramos alcançar a nossa estrela inacessível.