domingo, 20 de fevereiro de 2011

TOI, MOI, LES AUTRES





Pelas Edições Jacques Brel fui informado que se estreia dia 23 um filme musical intitulado TOI, MOI, LES AUTRES, de Audrey Estrougo, com Leila Bekthi, Benjamin Siksou e Cécile Cassel. O filme inclui a canção QUAND ON N’A QUE L’AMOUR de JACQUES BREL.

Infelizmente no trailer posto na net não consta a versão da canção de Brel.
No entanto, aqui vai...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

VOICI




Jean Clouzet, um dos biógrafos de Brel, escreveu sobre esta canção:
”Uma composição como esta, aos olhos do seu autor, não é uma verdadeira canção, porque, segundo ele, o texto foi sacrificado por causa do arranjo musical. É mais como uma experiência. Foi como pôr as palavras sobre um “fugato” de órgão, trabalho que nunca foi feito antes... que eu saiba”.

AQUI ESTÁ (1958)

Aqui está um céu que debruça as suas nuvens sobre estes caminhos de Itália
para os apaixonados sem bagagem...
Aqui estão os vinhedos em socalcos para enfeitar as nossas vidas
de vinhos claros e flores novas...
Aqui estão os sinos repicando a festa, a festa onde
rimos os risos que ninguém cala...
Aqui estão os amores vestidos de branco, metade flor, metade fruto,
que nos invejam os anjos...
Aqui estão os ecos que dão as mãos para levar até ao infinito
os nossos “sempre” e os nossos “amo-te”...
Aqui estão as promessas de São João, de São João que duram a vida
das vidas que poupam o tempo...
Aqui está o tal sorriso dos nossos pais que nós procuramos à noite
para melhor acalmar a sua cólera...
Aqui está, que na encruzilhada das amizades, a dor que se desvanece
esmagada pelas nossas mãos apertadas...
Aqui está que nos nossos subúrbios desbotados, os padres das ladainhas
se tornaram operários...
Aqui estão as mãos enrugadas de coragem que acariciam a bancada
de onde brotará a obra-prima...
Aqui estão as flores crescendo num caos, entre nós e o inimigo,
para impedir a batalha...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MORT SHUMAN




MORT SHUMAN (1936/1991) foi um dos autores do espectáculo Jacques Brel is Alive and Well and Living in Paris. Também participou nele cantando AMSTERDAM.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

FILIP JORDENS (2)




Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre um espectáculo de homenagem a Jacques Brel. É de 17 a 21 de Fevereiro no Espaço Delvaux em Boitsfort na Bélgica. Trata-se de um espectáculo que presta uma vibrante homenagem a Jacques Brel e que já AQUI referi.
Com FILIP JORDENS, Jacques Brel parece regressar ao palco, reencarnado, chegado das ilhas Marquesas para nos fazer vibrar uma vez mais com as suas canções inesquecíveis.
Tudo está lá: a semelhança física não fingida, a paixão incondicional de Brel e o seu repertório magistral, a entrega íntegra e não a cópia vulgar da pantomima, o fogo sagrado que canta a poesia, a interpretação perfeita da profundidade dos textos. Acompanhado por um pianista , um acordeonista e um contrabaixista, o jovem cantor flamengo está a fazer uma digressão que inclui títulos da juventude e da maturidade de Brel, tanto os de maior sucesso como os menos conhecidos, e que vão de Je ne sais pas a Ne me quitte pas, de Mathilde a Marieke, de Le Cheval a Les Singes, de Le Plat Pays a Amsterdam, de Les Fenêtres a Le Gaz...

Neste vídeo Jordens canta Le diable (ça va).

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

IL PEUT PLEUVOIR



Surpreendendo os mais cépticos da Philips, em Paris, Jacques Canetti decide em Fevereiro de 1954 gravar um LP com 9 canções de Brel. O cantor é pela primeira vez confrontado com uma orquestra. Até aí as gravações que existem têm por base somente uma viola e um acordeão. Esta canção, Il peut pleuvoir, faz parte desse álbum histórico.

Hoje, num dia dos namorados bem chuvoso, vem a calhar...

PODE CHOVER (1953)

Pode chover sobre os passeios das grandes avenidas, que eu estou-me nas tintas...
Tenho a minha amada comigo... E a minha amada és tu!
E ao sol, lá em cima, que nos vira as costas com a sua auréola de nuvens,
Eu grito boa viagem!

Às poças de água que brilham sob as pernas das raparigas,
E aos néons faiscantes que nos lançam em cima salpicos de chuva,
Eu grito na brincadeira...

E às gentes que vêm e às gentes que vão, dia e noite, sempre à roda…
E às gentes que vêm e às gentes que vão, eu berro a plenos pulmões...

Há muita esperança sobre os passeios das grandes avenidas,
E eu sou rico, tenho a minha amada comigo...
E a minha amada és tu! És tu!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

PATRICK ARTERO




E porque hoje é Sábado aqui vai um pouco de jazz para descontrair. Trata-se de uma interpretação de MADELEINE, de Brel, pelo trompetista PATRICK ARTERO e o seu grupo.

Artero gravou em 2006 um CD com 14 faixas, todas versões jazzísticas de canções de Brel.
Por agora fiquem com Madeleine. ATÉ JAZZ !

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

LA BD CHANTE BREL (8)



ALEC SEVERIN, nascido em 1963 na Bélgica, é um autor de BD e ilustrador que também deu o seu contributo para ilustrar uma canção de Jacques Brel.

Em 2008 Severin abandonou a sua carreira de artista gráfico.