SANS EXIGENCES é a uma das cinco canções gravadas em 1977 mas que não foram incluídas no álbum Marquises. Segundo Gilles Verlant, em Novembro desse ano, Eddie Barclay confirmou a BREL, por escrito, que respeitou as suas instruções : Os cinco títulos não deveriam figurar no novo disco, a não ser que ele recebesse outras instruções. Não se tratam, portanto, de maquetas, mas de produções prontas a editar. Talvez Brel pensasse gravar um disco no ano seguinte e já estava a reservar canções para o preencher.
SEM EXIGÊNCIAS (1977)
Eu não era mais que o seu amante, vivia bem de tempos em tempos, mas aos poucos, cada vez menos. Maldizia a minha última oportunidade ao longo da sua indiferença. Eu queria ser a minha única testemunha mas faltava-me o descaramento, porque, vendo-me sem exigências, ela acreditava que não me faltava nada…
Eu protegia os seus menores passos, e passava discretamente. Eu descobri a maneira de viver a minha solidão, a dois. Depois tornei-me o seu hábito, e tornei-me no outro que chega quando ela regressa, e vendo-me sem exigências, ela acreditava que não me faltava nada…
A água quente nunca mordeu, mas só nos resta banharmo-nos nela. E a ela só lhe resta, cada vez mais, arrefecer e censurar-nos que já não há sol suficientel. A água quente à água quente é parecida. Ela confunde fraqueza com paciência e vendo-me sem exigências, ela queria-me sem mistérios…
Se sofria a sós, sofria a dois e cheguei a rezar a Deus. Mas sabemos que ele é demasiado velho e que já não é senhor de coisa alguma. E foi preciso ser arrogante, se bem que tremendo de indulgência, para o meu coração não ousar levantar a mão… Vendo-me sem exigências ela acreditava que não me faltava nada…
E ela partiu como partem esses pássaros que descobrimos, depois de termos amado vê-los saltitar, no dia em que as suas asas se abrem, que eles se aborreciam entre as nossas mãos. Ela partiu como se fosse de férias e o céu, desde então, ficou um pouco mais carregado. Eu morro de indiferença e ela crê que se cobre de amor.
Sans Exigences é ilustrada neste video com imagens do filme L'EMMERDEUR.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
LUZ CHABANE

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre mais um espectáculo com o reportório do Grand Jacques. A cantora belga LUZ CHABANE vai apresentar o seu novo disco IMPOSSIBLE RÊVE no próximo dia 20 (Sábado) em Bruxelas no Café Teatro “Le Petit Chapeau Rond Rouge”.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
ONDAS MARTENOT
No dia 13 de Setembro passado falei AQUI do instrumento THEREMIN e de um dos seus mais conhecidos executantes PETER PRINGLE. Na altura falei também de outro instrumento com um som muito semelhante inventado por Maurice Martenot, que ficou conhecido por ONDAS MARTENOT, e que foi utilizado por Brel para a primeira versão de Ne me quitte pas, em 1959. Em 1959 o instrumento foi tocado em estúdio por Sylvette Allard.
Ora, na semana passada recebi daCompagnie Brel Trente ans Déjà! mais informações sobre este instrumento.
Maurice Martenot (1898-1980) foi militar na primeira guerra mundial na área das transmissões. Ao manusear as válvulas tríodo ele apercebeu-se da pureza das vibrações produzidas por essas válvulas electrónicas e fez variar a intensidade de corrente por meio de um condensador. Aperfeiçoou o seu invento e só em 1929 apresentou as suas “ondas musicais” na Ópera de Paris acompanhado ao piano pela sua irmã Ginette.
Neste vídeo um especialista de Ondas Martenot explica como se toca o instrumento.
Neste outro vídeo os Beach Boys utilizaram um Theremin para as suas Good Vibtrations.
Ora, na semana passada recebi daCompagnie Brel Trente ans Déjà! mais informações sobre este instrumento.
Maurice Martenot (1898-1980) foi militar na primeira guerra mundial na área das transmissões. Ao manusear as válvulas tríodo ele apercebeu-se da pureza das vibrações produzidas por essas válvulas electrónicas e fez variar a intensidade de corrente por meio de um condensador. Aperfeiçoou o seu invento e só em 1929 apresentou as suas “ondas musicais” na Ópera de Paris acompanhado ao piano pela sua irmã Ginette.
Neste vídeo um especialista de Ondas Martenot explica como se toca o instrumento.
Neste outro vídeo os Beach Boys utilizaram um Theremin para as suas Good Vibtrations.
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sábado, 13 de novembro de 2010
PRESENTES DE NATAL


Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre estas duas edições musicais que poderão proporcionar um belo presente de Natal para quem gosta de música francesa, e de Brel em particular.
Trata-se da caixa com “Três poetas” com um disco de Brel, outro de Brassens e outro de Ferré, pelo preço de 20 €, e da caixa com 13 CDs “Integral dos álbuns originais” do Grand Jacques por 55€.
Estes discos estão à venda na loja internet das Edições Jacques Brel.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
DEMAIN L’ON SE MARIE

Dentro do vincado estilo lírico da primeira fase da carreira de Brel aparece esta canção DEMAIN L’ON SE MARIE, com o subtítulo “la chanson des fiancés” (a canção dos noivos). Brel grava esta canção em 1958, depois de 8 anos de casamento e à espera da terceira filha. Porém, ao lermos o texto encontramos alguma resignação nas palavras do autor. Depois de ouvirmos a interpretação (que eu não encontrei na net) comprova-se realmente a falta de entusiasmo pelo tema escolhido – amanhã vamo-nos casar!
Brel tem a colaboração de uma cantora - Janine de Waleyne - para cantar o refrão da canção. Depois quando ele próprio ataca nas estrofes fá-lo com alguma indiferença. Nada do Brel arrebatado e intenso dos anos seguintes.
CASAMO-NOS AMANHÃ (a canção dos noivos) (1957)
Já que amanhã nos casamos, aprendamos a mesma canção…
Já que amanhã se abre a vida, diz-me o que vamos cantar...
Forçaremos o amor a embalar a nossa vida com uma canção bonita que cantaremos a dois…
Forçaremos o amor, se tu quiseres minha querida, a ser nas nossas vidas não mais que um humilde ferreiro...
Já que amanhã nos casamos, aprendamos a mesma canção…
Já que amanhã se abre a vida, diz-me o que vamos ver...
Forçaremos os nossos olhos a não ver nada mais que as coisas lindas que vivem em cada coisa…
Forçaremos os nossos olhos a não serem nada mais que uma esperança,
que vamos oferecer um ao outro, como quem oferece uma rosa...
Já que amanhã nos casamos, aprendamos a mesma canção…
Já que amanhã se abre a vida, diz-me ainda aonde vamos...
Forçaremos as portas dos países do Oriente a abrirem-se diante de nós, diante do nosso sorriso… Forçaremos, minha querida, o sorriso das gentes a não serem nada mais que uma alegria que se anseia...
Já que amanhã se abre a vida, abramos a porta a estas canções...
Já que amanhã nos casamos, aprendamos a mesma canção...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
LA BOURRÉE DU CÉLIBATAIRE
Esta canção - La bourrée du célibataire – está escrita no original utilizando tempos de verbos errados para lhe dar um cunho mais popular, tão ao gosto do povo rústico que dançava a “bourreé”. Esta dança é originária da província de Auvergne no centro da França. É uma dança viva em dois tempos que faz uso de ritmos simples à semelhança da gavotte.
Os textos destas “bourrées” eram muito simples e sobretudo de cariz humorístico.
Segundo Gilles Verlant, Brel estreou esta canção no primeiro espectáculo no teatro Trois Baudets em 1957.
A DANÇA DO SOLTEIRO (1957)
A rapariga que eu vier a amar terá um coração tão sábio que num recanto da sua margem o meu coração se aconchegará... Quero que ela tenha uma pele tão macia que possa aquecer os meus dedos quando chegarem as noites de Dezembro... E eu amá-la-ei, e ela amar-me-á... E os nossos corpos arderão numa só fogueira de felicidade... Entraremos a cantar pelas muralhas da vida, oferecendo os nossos vinte anos, para que ela seja mais bela...
Não, não serás tu, a rapariga que eu vou amar... Não serás tu, a rapariga que eu vou amar...
A rapariga que eu vier a amar terá uma casa baixinha, simples e branquinha, como um estado de graça... Terá noites sem dormir só para me falar das crianças que repousam... E eu amá-la-ei, e ela amar-me-á... E ofereceremos um ao outro, todo o amor que tivermos... E vamos embandeirar de sol a nossa vida antes de ficarmos velhos...
Não, não serás tu, a rapariga que eu vou amar... Não serás tu, a rapariga que eu vou amar...
A rapariga que eu vier a amar vai envelhecer sem tristeza, entre o calor da lareira e a minha grande ternura... Será como um bom vinho que fica melhor todas as manhãs... E eu amá-la-ei, e ela amar-me-á... E faremos canções com as nossas alegrias antigas, e deixaremos a terra com os olhos cheios um do outro, para florir o inferno com a nossa felicidade...
Ah, que venha já ter comigo a rapariga que eu vou amar... Que venha já ter comigo a rapariga que eu vou amar...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
JEANE MANSON

JEANE MANSON é uma americana em Paris. É actriz de cinema e de teatro, cantora e pianista.
Tem feito variados espectáculos musicais em França e entre eles “L’Homme de la Mancha”. Neste vídeo ela aparece no Cirque d’Hiver a interpretar 3 excertos deste musical traduzido e adaptado para francês por Jacques Brel.
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