domingo, 24 de outubro de 2010

PETR ZUSKA



Em Novembro de 2008, o bailarino e coreógrafo Petr Zuska criou para o National Theatre Prague Ballet um espectáculo intitulado SOLO FOR THREE baseado em canções de Jacques Brel, e nas de Vladimir Vysotsky e Karel Kryl.
Petr Zuska foi galardoado nesse ano com o prémio para a melhor “Coreografia Original” num festival de dança contemporânea realizado no seu país, a República Checa.
Aqui ficam dois vídeos, VESOUL e AMSTERDAM, que, apesar de a imagem não ser muito esmerada, dão uma ideia de como as canções de Brel inspiram ainda hoje jovens criadores que nasceram muito depois de Brel ter morrido.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ARNOLD JOHNSTON



Arnold Johnston é um escocês que se radicou nos Estados Unidos onde exerce a profissão de professor de literatura na Wayne State University.
Uma das suas paixões é JACQUES BREL e além de ter traduzido para inglês algumas das canções do Grand Jacques também as canta. Gravou em 2000 o CD “I’M HERE” com 19 canções. Os textos foram feitos, segundo Arnold Jonhston, traduzindo literalmente as palavras e as ideias de Brel, e estas, depois foram trabalhadas para ter rima e métrica adaptável às melodias.



Trabalho muito diferente daquele feito por Eric Blau e Mort Shuman para o espectáculo “Jacques Brel is alive and well and living in Paris” onde muitos dos textos em inglês não têm nada a ver com o original de Brel desvirtuando assim toda a verdade, todo o sentimento e toda a emoção das suas canções.
Baseado nos textos brelianos de Johnston, foi levada à cena uma peça no Talk Theatre em Chicago e depois em Nova Iorque, em 2009, intitulada "Lonesome Losers of the Night." (Os falhados solitários da noite).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AVEC ÉLÉGANCE




Mais um dos temas inéditos que só foi editado em disco em 2003. Brel gravou esta canção em 1977 juntamente com as canções do disco LES MARQUISES. Como tinha canções a mais para este LP deixou “na gaveta” 5 canções. Esta canção AVEC ELEGANCE está incluída, portanto, no CD duplo INFINIMENT lançado no mercado em 30 de Setembro de 2003.

COM ELEGÂNCIA (1977)

Mesmo quando eles se sentem romanos, no tempo da decadência,
Eles esgravatam a memória com as duas mãos.
Já não falam mais que o seu silêncio
E não querem fazer-se amar por causa de ninharias…
Eles estão desesperados, mas com elegância…

Eles sentem a encosta mais escorregadia que no tempo
em que os seus corpos eram esbeltos.
Vêem nos olhos deslumbrantes que cinquenta anos é a província,
E queimam a sua juventude agonizante.
Mas eles fingem que passam um sem o outro…
Eles estão desesperados, mas com elegância…

Eles saem para frequentar os bares onde eles já são os mais velhos…
Encharcam de gorjetas os barmen silenciosos
E tagarelam banalidades com velhos em potência…
Eles estão desesperados, mas com elegância…

Eles repetem-se todas a manhãs,
que se um dia todos os cornudos quisessem dar as mãos,
Mais ninguém no mundo de poderia assoar…
E acreditar que se canta isto e resmungar.
Eles tentam acompanhar o ritmo…
Eles estão desesperados, mas com elegância…

Eles sabem que sempre tiveram medo, eles conhecem o peso da sua cobardia,
Eles podem viver sem felicidade, eles já não se sabem perdoar.
E não têm grande coisa com que sonhar, mas escutam o seu coração que dança…
Eles estão desesperados, mas com esperança…


Neste video Maurice Béjart usou AVEC ÉLÉGANCE para uma das suas coreografias.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

CARLOS DO CARMO



CARLOS DO CARMO gravou há 30 anos LA VALSE À MILLE TEMPS e mostrou uma faceta totalmente nova e inesperada no seu estilo de fadista consagrado. Por outro lado, com esta inovação, deu a conhecer a canção de Brel a uma audiência muito mais vasta que o grupo restrito de apreciadores da canção francesa mais virada para Brel, Ferré ou Brassens.
Agora, depois de mais de quarenta anos de fadista, Carlos do Carmo faz mais uma inflexão na sua carreira e vira “crooner”. Irá interpretar Sinatra no próximo dia 10 de Novembro no Pavilhão Atlântico. De uma notícia do DN retirei este excerto sobre o acontecimento:
Apesar de a sua carreira se ter radicado no fado, música a que se entregou "completamente de alma e coração", nunca perdeu de vista a música de Frank Sinatra: "Sempre que tenho momentos de introspecção, há duas pessoas que preciso urgentemente de ouvir: Jacques Brel e Sinatra são fundamentais para mim."

Nota: A imagem é a capa do disco LP gravado ao vivo num espectáculo no Olympia de Paris (1980), onde Carlos do Carmo cantou La valse à mille temps.

sábado, 16 de outubro de 2010

J. C. VAN DAMME



O actor JEAN CLAUDE VAN DAMME, de origem belga – nasceu em Bruxelas em 1960 – mais conhecido por ser um especialista em artes marciais vai participar num programa de televisão no canal belga daRTL-TVI .
A emissão que será transmitida amanhã, dia 17, pelas 20H20M, será uma homenagem ao mundialmente conhecido actor, com reportagens, surpresas, encontros com velhos conhecidos e amigos e uma saudação especial ao seu cantor preferido, Jacques Brel.
Assim, a cantora belga Maurane foi convidada para ir ao programa cantar “Quand on n’a que l’amour”.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

LA BASTILLE



A BASTILHA é também editada em 1955, mas, de certeza, escrita muito antes. Brel, com a sua educação cristã e conservadora, nos seus textos de juventude escrevia coisas como "destruíram a Bastilha e ficou tudo na mesma" ou pior ainda "meu amigo, eu acredito que tudo se pode arranjar, sem medos, mesmo sem insultar os burgueses...".
Claro que rapidamente mudou ideias e poucos anos depois tinha outra opinião muito diferente sobre os burgueses.


A BASTILHA (1955)

Meu amigo que acreditas que tudo deve mudar, achas-te no direito de ir por aí fora matar os burgueses?
Se ainda acreditas que é preciso descer à podridão das ruas para alcançar o poder...
Se ainda acreditas no sonho dessa grande noite onde temos que enforcar os nossos inimigos,
Digo-te que doravante apesar da tua sinceridade nenhum sonho merece uma guerra...
Destruíram a Bastilha e ficou tudo na mesma, destruíram a Bastilha quando o que era preciso era amar...

Meu amigo que acreditas que nada deve mudar, achas-te no direito de viver e de pensar burguesmente?
Se ainda acreditas que é preciso nós defendermos uma felicidade conquistada à custa de outras felicidades... Se ainda acreditas que é por eles terem medo de ti que te saúdam, em vez de te enforquem,
Digo-te que doravante apesar da tua sinceridade, nenhum sonho merece uma guerra...
Destruíram a Bastilha e ficou tudo na mesma, destruíram a Bastilha quando o que era preciso era amar...

Meu amigo, eu acredito que tudo se pode arranjar, sem prantos, sem medos, mesmo sem insultar os burgueses...
O futuro depende dos revolucionários, mas troça dos pequenos revoltados.
O futuro não quer, nem fogo, nem sangue, nem guerra... Portanto, não sejas desses que nos querem dar tudo isso.
Vamos ter esperança, vamos marchar até ao futuro, vamos estender a mão que não esteja fechada!!!
Destruíram a Bastilha e ficou tudo na mesma, destruíram a Bastilha, será que não nos poderemos amar?


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CHRISTIAN ORTUNO




Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre um recital dedicado ao cantor a realizar no dia 16 de Outubro (Sábado) integrado no Festival “GEOR JACQ LÉO”.
O recital será realizado no Espace Jourdin de L’Isle, rue Resistance Vianne (47) França, e terá como intérpretes de 30 canções de Brel, CHRISTIAN ORTUNO e CHRISTIAN GIRARDIN.