sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ETTORE SCOLA



O grupo francês NOIR DÉSIR fez a sua própria versão da canção de Brel “CES GENS-LÀ” . Uma boa versão que merece ser ouvida com atenção.

No entanto, a interpretação dos NOIR DÉSIR fica grandemente favorecida com uma montagem de imagens do filme “FEIOS, PORCO E MAUS”, de Ettore Scola (1976), com Nino Manfredi no principal papel.
Depois de ver estas imagens fiquei a pensar se Ettore Scola não se teria inspirado em Ces gens-là para fazer o filme...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

BRUNO BREL



Das Edições Jacques Brel recebi esta informação sobre um espectáculo de BRUNO BREL, sobrinho de Jacques.
Será no Institut Saint-Luc, em Mons, no dia 22 de Outubro às 19H30.
Neste vídeo Bruno Brel canta excertos de canções do tio e de canções compostas por si mesmo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

LE PROCHAIN AMOUR



Brel atribui às companheiras o germe das suas decepções, e portanto, tenta recomeçar sempre na esperança de encontrar a pérola rara, e ao mesmo tempo, secretamente, prever um novo desaire. E então, vive cada amor sob a forma de breves momentos, que há que consumir, com a alegria de partir para ir repescar a ternura, as esperanças loucas, os prazeres do coração e dos sentidos, o sortilégio da dor, a agitação das rupturas e, por fim, os desânimos. Esta canção é de 1961.

O Próximo amor (1961)

Por mais que se faça e que se diga que um homem prevenido vale por dois, por mais que faça e que se diga... Faz-nos bem estarmos apaixonados...

Portanto, sei que este próximo amor será para mim a próxima derrota...
Conheço já, à entrada da festa, a folha seca que será o amanhecer...
Eu sei, eu sei, mesmo sem saber o teu nome, que serei a tua próxima presa.
Eu já sei que é pelo seu rumorejar que os lagos metem os rios na prisão...

Eu sei, portanto, que este próximo amor não viverá até ao próximo Verão...
Eu já sei que o tempo dos beijos por dois caminhos não dura mais que uma encruzilhada...
Eu já sei que a próxima ventura será para mim a próxima guerra
e já conheço esse ditado terrível que diz que: “Um tem que chorar quando o outro é o vencedor...”

Eu sei, portanto, que este próximo amor, será para nós um novo reinado
do qual acreditaremos ambos levar os laços, do qual acreditaremos que só um de nós levará o benefício...
Eu sei, eu sei, que a minha meiga fraqueza fará de nós navios inimigos,
mas o meu coração conhece navios inimigos que partem juntos para pescar a ternura...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

L'ÂME DES POÈTES

Das Edições Jacques Brel recebi mais estas duas informações:



“L’âme des poètes” é um trio criado nos anos noventa e composto por Pierre Vaiana no saxophone, Jean-Louis Rassinfosse no contrabaixo e Fabien Degryse na guitarra.
Neste disco “Ceci n’est pas une chanson belge” (alusão ao famoso quadro de René Magritte “Ceci n’est pas une pipe”) eles fazem as suas próprias reinvenções de canções belgas, incluindo J’ARRIVE de Jacques Brel.



Uma instituição reunindo um retiro para reformados e uma casa de infância vai ser inaugurada a 30 de Setembro em Guipavas, Bretanha. O nome desta estrutura de apoio à terceira idade e à infância é... “ESPAÇO JACQUES BREL”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

LE TROUBADOUR



“Le Troubadour” está incluído num lote de canções consideradas “textos da juventude”.
Foi gravada em Agosto de 1953 na Radio Hasselt, de Bruxelas, juntamente com outras 22 canções e mantiveram-se inéditas até há pouco tempo. Nesta canção Brel resume a sua carreira que… ainda não tinha começado. “Eu sou um velho trovador que contou muitas histórias… mas sem acreditar nelas”. Ele irá cantar os seus ideais sem acreditar muito neles, mas acabará por aceitá-los.

O TROVADOR (1953)

Eu sou um velho trovador que contou muitas histórias
Histórias divertidas, histórias de amor, mas sem acreditar nelas

Eu cantei como um grande livro em que cada página é uma gargalhada
Eu cantei a alegria de viver esperando a outra de morrer,

Eu cantei as minhas belas ideias mas quando eu tinha de as dizer
O que a cantar era agradável, em palavras fazia-vos rir

Eu cantei o ideal para as crianças para lhes dar um pouco de esperança
Diziam-me que se o cantasse eu um dia ia acreditar nisso

Eu cantei um canto de amizade que era feito com o coração
Muitas vezes é feiro em coro mas eu estava só a cantar

Quis muitas vezes levantar o mundo, só por ele, só por bondade
Quis muitas vezes levantar o mundo, mas foi ele que me deitou

Eu sou um velho trovador que ainda canta por cantar
As histórias, histórias de amor, para fazer crer que é alegre

Um trovador desencantado que por um hábito inútil
canta ainda a amizade para não cantar o ódio.


domingo, 19 de setembro de 2010

MON AMI MITTERRAND

François Mitterrand foi presidente da França entre 1981 e 1995, tendo morrido em 1996 vítima de cancro.
Ainda como presidente do Partido Socialista deu esta entrevista em 1977, sobre o disco de BREL , “Les Marquises”. Como todo o político que se preza assumiu uma pose de estadista e usou um discurso politicamente correcto, recorrendo a banalidades, frases feitas e elogios balofos. Felizmente houve alguém que em boa hora fez a montagem que podem ver neste vídeo, desmontando todo cinismo de “mon ami Miteran”.

sábado, 18 de setembro de 2010

GOTEMBURGO, PARIS

Das edições JACQUES BREL recebi mais estas informações sobre espectáculos dedicados ao cantor.

a)De 20 de Setembro a 11 de Dezembro no LORENSBERGSTEATERN, em Gotemburgo, uma paródia sueca à canção “Le moribond”, de BREL, no espectáculo “Hagmans konditori”.



b)Amanhã, 19, e no próximo dia 26, o grupo“Les Fils de Novembre” vai apresentar um espectáculo com canções de Jacques Brel no teatroLUCERNAIRE, em Paris.