É já no Sábado, 3 de Julho, que será apresentado no Teatro Faialense o espectáculo BREL NOS AÇORES, da autoria de Nuno Costa Santos e interpretado pelo actor Dinarte Branco.
Depois de ter sido apresentado em Ponta Delgada, em Lisboa e agora na Horta, fica aqui a proposta que BREL NOS AÇORES seja levado a Bruxelas e a Paris para que as comunidades portuguesas conheçam a história da passagem de JACQUES BREL pelos Açores.
Por falar no espectáculo "seguinte" aqui está uma versão de AU SUIVANT pelos ARTYSANTS onde o actor Philippe Bot faz a sua recriação da canção de Brel de uma maneira bem conseguida e que agradaria a Brel de certeza.
Não esquecemos nada, nada, não esquecemos absolutamente nada, habituamo-nos, e é tudo...
Nem essas partidas, nem esses navios, nem essas viagens que nos afundam, de paisagem em paisagem, de rosto em rosto... Nem todos esses portos, nem todos esses bares, nem todos essas ressacas onde se espera a manhã sombria no cinema do seu whisky. Nem tudo isso, nem nada no mundo, nos pode fazer esquecer, que é tudo tão verdade como a terra ser redonda...
Nem esses “nuncas”, nem esses “sempres”, nem esses “amo-te”. Nem essas paixões, que se perseguem a corta-corações, de tristeza em tristeza, de pranto em pranto... Nem esses braços brancos duma única noite, colar de mulher que se desprende para o nosso tédio, de madrugada, por promessas de reencontro... Nem tudo isso, nem nada no mundo, nos pode fazer esquecer, que é tudo tão verdade como a terra ser redonda...
Nem mesmo esse tempo em que eu teria feito mil canções das minhas mágoas. Nem mesmo esse tempo em que as minhas memórias tomavam as rugas por um sorriso... Nem essa grande cama onde os meus remorsos têm encontro marcado com a morte. Nem essa grande cama que eu desejo que em certos dias seja uma festa... Nem tudo isso, nem nada no mundo, nos pode fazer esquecer, que é tudo tão verdade como a terra ser redonda...
Não esquecemos nada, nada, não esquecemos absolutamente nada, habituamo-nos, e é tudo...
Das Edições JACQUES BREL recebi estas informações: A actriz libanesa ARPIE DADOYAN, que tem feito a sua vida artística principalmente nos Estados Unidos e no Canadá, gravou agora um disco – SANDPLAY – onde inclui dois temas de Brel, La Chanson Des Vieux Amants e Ne Me Quitte Pas.
O cantor francês YVON SOLAC gravou no seu último disco – RIEN QUE VOUS – a canção de Brel LA VALSE À MILLE TEMPS.
O site LA CHANSON DE JACKY está a ser traduzido para alemão o que perfaz sete idiomas em que este site pode ser consultado: Alemão, Holandês, Português, Francês, Italiano, Inglês e Espanhol. É sem dúvida o melhor site sobre o JACQUES BREL, não só pelas estatísticas sempre actualizadas como pelos conteúdos bem diversificados, bem documentados, e expostos com clareza. Os seus autores e mentores são o italiano DINO GIBERTONI e o francês RODOLPHE GUILLO. A tradução do site para alemão está a cargo de Dieter Kaiser, um cantor alemão “especializado” na canção francesa.
O São Luiz Teatro Municipal , em Lisboa, vai acolher a partir de HOJE, dia 24 de Junho, e até ao próximo dia 26, às 22:00 horas, «Brel nos Açores», de Nuno Costa Santos, com interpretação de Dinarte Branco.
Para o autor, esta é «uma história humanamente rica», a história de uma amizade simples e isolada das referências exteriores.
As sessões terão lugar de quinta-feira a sábado, às 22:00 horas, no Jardim de Inverno, no âmbito da programação «Açores Região Europeia 2010».
Sinopse: Esta é a história da passagem de Jacques Brel pelos Açores. No Faial, em 1974, adoeceu com uma forte gripe e foi visto pelo médico Luís Carlos Decq Mota, que o convidou para a sua casa. Uma narrativa escrita por Nuno Costa Santos e interpretada por Dinarte Branco que procura recuperar a personagem do artista belga e os Açores aquela época. Conjugar o universal e o local e desfiar uma narrativa de uma amizade entre duas pessoas no meio de Atlântico. Há, pois, a ideia de, ao mesmo tempo, dar a conhecer ao público um episódio interessante e rico humanamente e de homenagear um dos maiores artistas mundiais, fazendo um périplo pelas várias fases do seu percurso e da sua existência.
BILHETES À VENDA - O preço é de dez euros.
Contactos de Bilheteira:
bilheteira@teatrosaoluiz.pt Tel. 213 257 650 Todos os dias, das 13h00 às 20h00.
O jornal LIBÉRATION titulava no passado dia 20 “O TRIUNFO DO FLAMENGUENTO” para anunciar a vitória folgada da Nieuw-Vlaams Alliantie (Nova aliança flamenga) de Bart de Wever nas eleições legislativas belgas realizadas nesse dia. “As eleições legislativas belgas do 13 de Junho de 2010, desembocaram no triunfo dos independentistas flamengos, um autêntico sismo político para o país...” Em 1977, quando Brel gravou o album Marquises, deixou lá o seu último libelo aos flamengos nacionalistas, OS FLAMENGUENTOS, na canção “LES F...”. Um texto muito violento que denuncia os extremismos e os fundamentalismos dos belgas do norte, de tal maneira que a Ministra (flamenga) da Cultura, Rita De Backer, ameaçou então Brel de o levar a tribunal. E a música desta canção? A música é da autoria de um brasileiro - JOÃO DONATO – e tem por título “A rã”. E esta, hein? E porque é que Brel utilizou esta música em vez de ter composto uma? A história é esta. Maddly Bamy, a companheira do cantor nas Marquesas, dava aulas de dança às crianças da ilha e utilizava sempre, sempre, esta música do João Donato horas e horas a fio. É claro que isto bulia com o sistema nervoso de Brel que começou a detestar a canção. E ganhou-lhe tal aversão que escreveu o texto de Les F... para justificar tal aversão. Foi assim como juntar o inútil ao desagradável.