quinta-feira, 29 de abril de 2010

LE BLOG DE RÉMY

O CANTO DO BREL foi citado em França, Vierzon, por LE BLOG DE RÉMY.
Este BLOG criado em Janeiro de 2008 destina-se a prestar homenagem a Jacques Brel , trinta anos depois do seu desaparecimento e quarenta anos depois da composição de VESOUL.
Dos Açores, Portugal, saudações brelianas para o Blog de Rémy.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

ZAZA FOURNIER


O Jornal de Brasília TRIBUNA DO BRASIL de ontem, 27, traz uma notícia assinada por Emanuelle Coelho, relacionada com Brel e da qual transcrevo alguns excertos:
ZAZA FOURNIER
Um dos maiores nomes da nova música francesa se apresentará nesta quinta-feira (29), na Capital Federal
Em sua primeira turnê pela América do Sul, a cantora e instrumentista Zaza Fournier se apresenta nesta quinta-feira (29), em Brasília. O show será realizado às 21h, no Teatro Sesc Presidente Dutra.
A vinda da cantora, instrumentista e compositora a Brasília é uma iniciativa da parceria Aliança Francesa e Sesc-DF. Na apresentação, Zaza fará shows pela Argentina (18 e 19/04) e Paraguai (22/04), além das cidades brasileiras Campinas (02/05), João Pessoa (06/05), Porto Alegre (08/05) e São Paulo (15/05). Descoberta pela Warner quando tocava acordeão pelos bares e ruas de Paris, a francesa, ainda pouco conhecida no Brasil, inspira-se no trabalho da cantora Edith Piaf, Elvis Presley, Tom Waits, Brigitte Fontaine e Jacques Brel – autor do clássico Ne me quitte pas.
Nascida em 1985, em Paris, filha de um professor de linguística e de uma grafista, a artista já recebeu críticas positivas das famosas revistas francesas Le Figaro, France Soir e L´Express. “Vê-la no palco, com sua franja, com sua presença de artista de cabaré, de estrela do Rock dos anos cinquenta… Zaza Fournier é uma mistura de estilos que faz girar pescoços e balançar pernas”, destaca a agência France Info. O primeiro álbum da cantora, chamado de Zaza Fournier e lançado pela Warner França, no final de 2008, trouxe os primeiros hits Mademoiselle e La Vie à Deux.


terça-feira, 27 de abril de 2010

VESOUL

O Acordeão é usado por Brel quando quer sugerir o divertimento e o convívio festivo. Pode ser o baile, a quermesse ou o banquete. Brel gosta do som deste instrumento e serve-se dele com inteligência. Na canção que publico hoje, Vesoul, o acordeão é magnificamente tocado por Marcel Azzola. E para contrariar o refrão, onde o cantor afirma que tem horror ao acordeão, durante a interpretação ele incita o acordeonista a tocar mais depressa, dizendo "Chauffe, Marcel, chauffe!!!".
O tema da canção é uma vez mais a guerra dos sexos.

Vesoul (1968)

Tu quiseste ver Vierzon, e fomos ver Vierzon... Tu quiseste ver Vesoul e fomos ver Vesoul... Tu quiseste ver Honfleur e fomos ver Honfleur...Tu quiseste ver Hamburgo e fomos ver Hamburgo... Eu quis ver Anvers e voltámos a ver Hamburgo, eu quis ver a tua irmã e fomos ver a tua mãe... Como sempre!

Deixaste de gostar de Vierzon e deixámos Vierzon... Deixaste de gostar de Vesoul e deixámos Vesoul... Deixaste de gostar de Honfleur e deixámos Honfleur... Deixaste de gostar de Hamburgo e deixámos Hamburgo... Quiseste ver Anvers e não vimos mais que os arredores... Deixaste de gostar da tua mãe e deixámos a tua irmã... Como sempre!

Mas digo-te já, não vou mais longe...E previno-te que não vou a Paris, aliás, tenho horror ao SOL e DÓ da valsa pirosa e do acordeão...

Tu quiseste ver Paris e fomos ver Paris...Tu quiseste ver o Dutronc e fomos ver o Dutronc... Eu quis ver a tua irmã e vi o Monte Valérien... Tu quiseste ver a Hortense, ela estava em Cantal... Eu queria ver Byzance e fomos ver Pigalle na Gare Saint-Lazare, e vi as flores do mal... Por acaso!

Deixaste de gostar de Paris, e deixámos Paris... Deixaste de gostar de Dutronc, e deixámos Dutronc... Agora confundo a tua irmã com o Monte Valérien... E daquilo que sei de Hortense não irei mais a Cantal, e tanto pior para Byzance porque já vi Pigalle e a Gare Saint-Lazare... É caro e faz mal... Por acaso!

Mas, volto dizer-te, não vou mais longe…E previno-te que a viagem acabou, aliás, tenho horror ao SOL e DÓ da valsa pirosa e do acordeão...



Este video foi feito no estúdo durante a gravação de VESOUL. Há outro video disponível AQUI onde Jacques Brel começa por brincar com a canção, seguindo-se depois um excerto de uma entrevista.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

OS PADRES

E volto à notícia que AQUIdivulguei no passado dia 9 deste mês.
Três padres resolveram gravar um disco onde incluíram a canção de Brel QUAND ON N’A QUE L’AMOUR.
Não resisto a transcrever uma pequena crítica saída ontem, 25 de Abril, no Jornal TRIBUNE DE GENÉVE sobre este assunto.


O MASSACRE INESPERADO
Eles esperaram muito tempo. 32 anos. Durante esse tempo eles não se manifestaram. Discretos. Nada transpareceu. A escolha foi longa para chegar a esta manta de retalhos aleatória.
Mas finalmente foram lançados com o poder da publicidade. TF1 incluída. Vimos os anúncios que, provavelmente, custaram um balúrdio. Pompas e cisrcunstância para estas vedetas incógnitas. O mundo a seus pés… deveria talvez dizer a seus joelhos. E pronto, o massacre foi formalmente executado.
Primeiro, são as vozes, essas vozes que nós percebemos porque é que fazem fugir os fiéis das igrejas à força de não expressar nada, excepto o xarope. Vozes doces e insípidas. É compreensível que os gurus evangélicos, os líderes político-religiosos muçulmanos e outros pescadores de almas conturbadas, com vozes fortes recuperem os decepcionados com aquelas vozinhas de falsete.
Em seguida, são os arranjos musicais, tipo cantilenas revisitadas para adulto retardado. E depois a presença visual - talvez devesse dizer a ausência visual?
No entanto, eles cantam. E é dramático.
Eles precisaram de 32 anos para a vingança. Jacques Brel morreu 9 de outubro de 1978, há 32 anos. Jacques Brel o devorador de curas. Eles tiveram 32 anos para se vingar dele. E lá está ela, eles fizeram-na.
Quem? OS TRÊS PADRES, três curas que recentemente gravaram um disco e que parece estar a fazer um enorme sucesso.
E quem massacram? Porque é realmente de um massacre que se trata. Eles vingam-se da morte do devorador de padres que há 32 anos atrás tanto os criticou.
Que massacre? Eles fizeram uma versão da canção “Quand on n’a que l’amour”. Terem ousado fazer isso e cantá-la como cantam, tão mal, massacrando-a, só tem uma explicação. É a vingança 32 anos depois de tudo o que Brel disse sobre eles. É a única justificação.
Ou então o produtor está a gozar com todo o mundo, ou mais ninguém tem o mínimo gosto musical. Dito isto, os gostos e cores, não há nada de menos universal. Se há quem goste, pela minha parte, nada mais tenho a dizer acerca disto.




Pai, perdoai-lhes porque eles sabem o que estão a fazer...

domingo, 25 de abril de 2010

JAURÉS



Jean Jaurés é o nome de um socialista francês assassinado em 1914. Ficou célebre por ser durante muitos anos director do jornal comunista Humanité. No seu último disco de 1977, Brel dedica uma canção a Jaurés.
Acerca da política, Jacques Brel, diz numa entrevista em 1972 que no fundo a política também era um acto de amor. Um homem de esquerda é um homem que tem amor pelos outros. Um homem de direita é um homem que tem amor por si próprio.

Jaurés (1977)

Eles estavam gastos aos quinze anos. Retiravam-se, mal começavam... Os doze meses chamavam-se Dezembro... Que vida tiveram os nossos avós!!! Entre o absinto e as missas cantadas eles já eram velhos antes de o ser... Quinze horas por dia com o corpo numa trela deixa no rosto uma cor pardacenta...
Sim, meu senhor, sim, meu mestre... Porque é que mataram Jaurés? Porque é que mataram Jaurés?

Não se pode dizer que eles foram escravos, mas daí a dizer que eles tenham vivido quando à partida já estavam vencidos, é muito difícil sair do buraco. E, portanto, a esperança florescia nos sonhos que afloravam aos olhos daqueles que recusavam rastejar até à velhice... Sim, meu senhor, sim, meu mestre... Porque é que mataram Jaurés? Porque é que mataram Jaurés?

Se por desgraça eles sobreviviam, era para irem para a guerra. Era para se acabarem na guerra, às ordens dum qualquer tarimbeiro, que exigia com desdém que eles desabrochassem, no campo do horror, os seus vinte anos nunca vividos... E eles morriam aterrorizados, miseráveis, sim, meu bom mestre, cobertos de padres, sim, meu senhor...

Exijam vocês, bela juventude, o tempo da sombra de uma memória, o tempo do sopro de um suspiro...
Porque é que mataram Jaurés? Porque é que mataram Jaurés

sexta-feira, 23 de abril de 2010

VESOUL, VIERZON, HONFLEUR



Sábado 3 de Abril, uma delegação de Vesoul e uma delegação de Vierzon, juntamente com seis tractores, fizeram a viagem até Honfleur, para ligar as três cidades mencionadas na canção
VESOUL, de Jacques Brel ... Eles foram recebidos por Françoise David, vereadora para a cultura e para o turismo.
" É uma história engraçada. Um dia destes recebi um telefonema de um Sr. Daniel Donon de Rosière, diz Françoise David, que perguntou se ele poderia vir a Honfleur com uma delegação de Vierzon e uma delegação de Vesoul… em tractores... Ao princípio pensei que era uma piada! Mas apercebi-me que não, porque até havia uma associação denominada "Vi-Ve-Brel”.
Na verdade, em Vierzon e em Vesoul os entusiastas de Jacques Brel fundaram a Associação "Vi-Ve Brel" (Vierzon-Vesoul Brel). A associação tem como objectivo promover a canção de Jacques Brel "Vesoul", uma canção onde consta também o nome de Honfleur.
Esta associação surgiu de uma constatação: Se Vesoul é tão famosa por causa da conhecida canção de Jacques Brel, Vierzon pode beneficiar da mesma fama. Esta cidade de Vierzon já foi famosa por outra razão: Os tractores Vierzon SFV (Sociedade Francesa de Vierzon) foram lá fabricados, entre 1930 e 1960. Vierzon precisa agora da canção de Brel.
A associação "Vi-Ve Brel" começou sua peregrinação pelas cidades da canção, no último ano: Partindo de Vierzon, juntaram-se em Vesoul. Este ano, os membros da associação, acompanhados por representantes de ambos os municípios optaram por ir a Honfleur.
No próximo ano, eles esperam que o representante de Honfleur se junte a eles para ir a Paris: Pigalle e Gare Saint-Lazare.
Françoise David, que vai começar a programar a viagem, acrescenta: "Se for possível: sim! Eu estou disponível ... É verdade que em Honfleur, o turismo não vive da canção de Brel. Em Vesoul, sim: a cidade criou inclusivamente um festival Brel! Vierzon era conhecido pelos seus tractores… Não um tractor qualquer: O Rolls dos Tractores! "
Este assunto já foi AQUI tratado neste blog.


Chegada do Askoy a Rupelmonde
Uma reportagem consagrada à chegada do Askoy a Rupelmonde será transmitida este Sábado, 24 de Abril, no programa Transversales, entre as 12 e as 13 Horas em LA PREMIÉRE , FM 92,5 ou 96,1.
Depois , durante a tarde a emissão pode ser ouvida a partir deste
SITE.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

BREL NOS AÇORES

A passagem de Jacques Brel pelos Açores em 1974 é o tema do espectáculo que o Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, estreia a 19 de Junho.
O mesmo espectáculo será apresentado cinco dias depois em Lisboa (Teatro S. Luiz) prevendo-se depois a sua apresentação na Horta, Faial, em Julho.
Esta produção própria do Teatro Micaelense, intitulada "Brel nos Açores", que tem por base uma narrativa escrita por NUNO COSTA SANTOS e tem o actor Dinarte Branco como única figura em palco, integra componentes sonoras e de imagem, pretendendo "recuperar a personagem do artista belga e os Açores" de 1974, altura em que Brel (1929-1978) escalou a ilha do Faial a bordo do seu iate Askoy.
A promoção do espectáculo, que resultou de uma parceria com a Câmara da Horta, surge integrada na programação do "Açores Região Europeia 2010".
A equipa de produção esteva na Horta nos passados dias 19,20 e 21 para recolher imagens, sons, depoimentos e cumplicidades...

Equipa de Produção de BREL NOS AÇORES (da esquerda para a direita)
Paulo Abreu– “Nessa altura não vou ter tempo, estou a fazer uma curta.”
Sérgio Gregório – “Isto vai ser à GRANDALHÃO.”
Nuno Costa Santos – “Vou me recolher...”
Dinarte Branco – “Calma, eu não sou o Brel!”
Inês Eva - “Isto nunca me aconteceu! Opá, não se riam.”