LES ASSASSINS DE L'ORDRE
Realização e Argumento : Marcel Carné
Imagem: Jean Badal
Música: Pierre Henry et Michel Colombier
Montagem: Henri Rust
Produção: Jean Kerchner
Duração: 110 min.
Estreado em 07/05/1971
Com Jacques Brel, Paola Pitagora, Catherine Rouvel, Charles Denner.
Argumento:
Bernard Level, o juiz, numa pequena cidade de província, é encarregado da investigação de um assunto delicado. Um homem suspeito de um pequeno delito morreu na esquadra de polícia após o interrogatório. Cientes da confusão que pode causar este caso, Level acaba por acusar a polícia e desenvolve uma série de investigações muito criteriosas. A partir desse momento ele torna-se o alvo de uma série de pressões.
Les Assassins de l'ordre 3/6
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
LA STATUE
Numa estátua pode gravar-se “ele morreu como um herói, morreu com já não se morre mais” ou “ ele viveu toda a sua vida entre a honra e a virtude”. Ora, como se sabe, por detrás destas belas palavras escondem-se realidades medíocres. A Estátua é o símbolo da morte, da frieza, da hipocrisia, uma vez que ela transforma uma realidade versátil e complexa, numa imagem única e edificante. Esta canção La Statue denuncia a inutilidade da moral oficial vigente…
A estátua (1962)
Ah, se eu apanhasse o miúdo da Maria, que foi gravar aqui debaixo da minha estátua “ ele viveu toda a sua vida entre a honra e a virtude”... Eu... Que enganei os meus amigos, de falsa jura em falsa jura, eu que enganei os meus amigos do Primeiro do ano ao Primeiro do ano, eu que enganei as minhas amantes, de sentimento em sentimento, eu que enganei as minhas amantes da Primavera até à Primavera...
AH, esse miúdo da Maria, como eu gostava que ele estivesse aqui... E também gostaria que os miúdos não me imitassem...
AH, se eu apanhasse esse menino da catequese, que foi gravar debaixo da minha estátua “ Os deuses chamam aqueles que amam, e era a ele quem mais amavam”... Eu, que nunca rezei a Deus, a não ser quando tinha dores de dentes... Eu que nunca rezei a Deus a não ser quando tinha medo do diabo... Eu que nunca rezei ao diabo a não ser quando estava apaixonado. Eu que nunca rezei ao diabo a não ser quando tinha medo do bom Deus...
AH, esse menino do catequese... Como eu gostava que ele estivesse aqui... E também gostaria que os miúdos não me imitassem...
AH, se eu apanhasse o malandreco que gravou debaixo da minha estátua “Ele morreu como um herói... Morreu como já não se morre mais”. Eu, que fui para a guerra porque não tinha nada que fazer. Eu que fui para a guerra para ver “se” as mulheres dos alemães.... Eu que morri na guerra “porque” as mulheres dos alemães. Eu que morri na guerra por não ter podido safar-me dela...
Ah, aquele malandreco, como eu gostava que ele estivesse aqui... E também gostaria que os miúdos não me imitassem...
No YOUTUBE está a interpretação desta canção no seguinte link.
A estátua (1962)
Ah, se eu apanhasse o miúdo da Maria, que foi gravar aqui debaixo da minha estátua “ ele viveu toda a sua vida entre a honra e a virtude”... Eu... Que enganei os meus amigos, de falsa jura em falsa jura, eu que enganei os meus amigos do Primeiro do ano ao Primeiro do ano, eu que enganei as minhas amantes, de sentimento em sentimento, eu que enganei as minhas amantes da Primavera até à Primavera...
AH, esse miúdo da Maria, como eu gostava que ele estivesse aqui... E também gostaria que os miúdos não me imitassem...
AH, se eu apanhasse esse menino da catequese, que foi gravar debaixo da minha estátua “ Os deuses chamam aqueles que amam, e era a ele quem mais amavam”... Eu, que nunca rezei a Deus, a não ser quando tinha dores de dentes... Eu que nunca rezei a Deus a não ser quando tinha medo do diabo... Eu que nunca rezei ao diabo a não ser quando estava apaixonado. Eu que nunca rezei ao diabo a não ser quando tinha medo do bom Deus...
AH, esse menino do catequese... Como eu gostava que ele estivesse aqui... E também gostaria que os miúdos não me imitassem...
AH, se eu apanhasse o malandreco que gravou debaixo da minha estátua “Ele morreu como um herói... Morreu como já não se morre mais”. Eu, que fui para a guerra porque não tinha nada que fazer. Eu que fui para a guerra para ver “se” as mulheres dos alemães.... Eu que morri na guerra “porque” as mulheres dos alemães. Eu que morri na guerra por não ter podido safar-me dela...
Ah, aquele malandreco, como eu gostava que ele estivesse aqui... E também gostaria que os miúdos não me imitassem...
No YOUTUBE está a interpretação desta canção no seguinte link.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
TOBY SPENCE

No Jornal escocês THE LIST vem a seguinte notícia sobre Jacques Brel:
Lá nos anos 60, quando o SCOTTISH ENSEMBLE nasceu, foi baptizado de Scottish Baroque Ensemble. Embora fosse um grupo sempre admirado por ultrapassar os limites, um programa com música do cantor e compositor belga Jacques Brel, 40 anos abaixo da linha de água, dificilmente se poderia prever que fosse um êxito de um grupo centrado na música instrumental do período barroco.
Toby Spence, o tenor favorito do Scottish Ensemble, interpreta as ásperas e torturadas canções de Brel. “A minha admiração por Jacques Brel já é de longa data”, diz ele, ”embora a primeira vez que me deparei com ele foi através da música Voir un ami pleurer (Ver um amigo chorar), que, como se viu, não era a sua melhor canção. É um tipo doentio e insípido de canção”. No entanto, foi o suficiente para levar Spence a investigar este carácter heterodoxo que, muito depois de sua morte, continua a ser o cantor mais popular da língua francesa e ainda vende mais de 200.000 álbuns por ano.
Quando uma noite, no bar, depois da actuação no Wigmore Hall, Spence disse ao director artístico do Ensemble, Jonathan Morton, que estava interessado na música de Brel, Morton aproveitou a oportunidade para incluir a ideia na temporada do 40 º aniversário grupo. Morton cresceu na Bélgica ouvindo Jacques Brel e sentiu que ele também poderia contribuir para um concerto especial de comemoração.
É com a franqueza de Brel que Spence tem mais afinidade. “É a maneira como ele escreve e interpreta e canaliza os seus temas, muitas vezes assuntos tabu, na sua música, que eu admiro. A sua poesia é tão rica, “ diz ele ”que eu tive que adoptar o seu estilo, e consegui-lo ou não, torna-se mais emocionante, mais como um desafio. Eu não acho que o público vai sair decepcionado.”
O espectáculo terá lugar no Queen’s Hall, Edinburgh, Sexta 12 Fevereiro, e The Old Fruitmarket, Glasgow, Sábado 13 Fevereiro.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
THE SHADOW OF BREL

GODFREY JOHNSON interpreta canções de Jacques Brel na Tabula Rasa na Cidade do Cabo, África do Sul, de 4 a 20 de Fevereiro. No Programa do espectáculo pode ler-se o seguinte texto:
Jacques Brel. Nome que não precisa de nenhuma introdução, nenhum discurso elogioso. Porque foi uma lenda, um compositor e cantor de talento e carisma que levou o seu público a um mundo de dor e de alegria. A sua genialidade foi captando a plenitude da vida, ora terna, ora selvagem. Cada músico vive na sombra do seu legado.
THE SHADOW OF BREL é o espectáculo de Godfrey Johnson avidamente aguardado.
Em 2007, Johnson ganhou a Fleur du Cap, prémio para a Melhor Produção em cabaré pelos seus arranjos e acompanhamentos no espectáculo “Kissed by Brel” de Claire Watling.
Em 2009 Godfrey foi nomeado de novo pelo seu desempenho em “Flirting with Coward”, dirigido por Sanjin Muftiæ, que homenageou o espírito e o talento de Noel Coward.
THE SHADOW OF BREL é a quarta colaboração com Muftiæ naquela que tem sido uma frutuosa cumplicidade artística.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
FILIP JORDENS

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre mais um espectáculo que está em cena na Bélgica para homenagear, e acima de tudo, MANTER VIVOS o nome de Brel e a sua obra.
Trata-se de FILIP JORDENS que interpreta canções do Grand Jacques acompanhado pelos seus "CHOPINS DU P'TIT MATIN" que são Alano Gruarin, Bart Van Caenegem, Hugo Boogaerts, Peter Verhaegen, Stijn Bettens, Wietse Beels e Yves Baibay.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
ÍDOLOS
Ontem foi emitida na SIC mais uma eliminatória desse acontecimento nacional que tem por nome ÍDOLOS. Umas raparigas e uns rapazes vão para lá cantar cheios de boa vontade e talento e acabam triturados pela máquina das audiências que fabrica ídolos com pés de barro.
Mas vamos ao que interessa….
Conheço muitas interpretações de “NE ME QUITTE PAS” e nenhuma, mas nenhuma, se aproxima do original. Quem quiser emocionar-se e sentir a canção em toda a sua plenitude (texto, melodia e sobretudo interpretação) tem que ouvir o seu autor: JACQUES BREL.
“NE ME QUITTE PAS” é uma canção desesperada.
Quem “cozinhou” esta mini versão de “NE ME QUITTE PAS” para a Diana cantar, fê-lo levianamente, sem escrúpulos. Fê-lo unicamente com fins comerciais: short and sweet! Senão veja-se. Ela canta a primeira estrofe e o primeiro refrão dentro do mesmo registo de súplica e depois passa logo para a última estrofe da canção no registo mais intenso do desespero.
Ora, Brel utilizava exactamente o refrão para exprimir o desespero (Moi je t'offrirai des perles de pluie…) e depois na última estrofe ele voltava à súplica, já humilhante (Je ne vais plus pleurer / Je ne vais plus parler / Je me cacherai là…). Portanto, trocaram as voltas à Diana e, pior que isso, trocaram as voltas à canção de Jacques Brel.
Mas isto é só pequeno reparo. Isto não tem importância absolutamente nenhuma!!!
Tal como o próprio concurso, aliás.
O ÍDOLOS (como outros programas do género) é fabricado e manipulado para se tornar um acontecimento nacional e com ele desviam-se as atenções do que é essencial. Enquanto o Zé Povinho está a entretido discutir a Diana e o Filipe, e a fazer chamadas telefónicas para o boneco, não pensa na crise, no desemprego, no mísero poder de compra, nos impostos, no défice, no endividamento...
O Zé Povinho vive feliz porque pensa que levou os seus ídolos até à final.
E depois, lá mais para o Verão, vai continuar felicíssimo a pôr bandeiras na janela… E por aí adiante.
O RESTO QUE SE LIXE!
Mas vamos ao que interessa….
Conheço muitas interpretações de “NE ME QUITTE PAS” e nenhuma, mas nenhuma, se aproxima do original. Quem quiser emocionar-se e sentir a canção em toda a sua plenitude (texto, melodia e sobretudo interpretação) tem que ouvir o seu autor: JACQUES BREL.
“NE ME QUITTE PAS” é uma canção desesperada.
Quem “cozinhou” esta mini versão de “NE ME QUITTE PAS” para a Diana cantar, fê-lo levianamente, sem escrúpulos. Fê-lo unicamente com fins comerciais: short and sweet! Senão veja-se. Ela canta a primeira estrofe e o primeiro refrão dentro do mesmo registo de súplica e depois passa logo para a última estrofe da canção no registo mais intenso do desespero.
Ora, Brel utilizava exactamente o refrão para exprimir o desespero (Moi je t'offrirai des perles de pluie…) e depois na última estrofe ele voltava à súplica, já humilhante (Je ne vais plus pleurer / Je ne vais plus parler / Je me cacherai là…). Portanto, trocaram as voltas à Diana e, pior que isso, trocaram as voltas à canção de Jacques Brel.
Mas isto é só pequeno reparo. Isto não tem importância absolutamente nenhuma!!!
Tal como o próprio concurso, aliás.
O ÍDOLOS (como outros programas do género) é fabricado e manipulado para se tornar um acontecimento nacional e com ele desviam-se as atenções do que é essencial. Enquanto o Zé Povinho está a entretido discutir a Diana e o Filipe, e a fazer chamadas telefónicas para o boneco, não pensa na crise, no desemprego, no mísero poder de compra, nos impostos, no défice, no endividamento...
O Zé Povinho vive feliz porque pensa que levou os seus ídolos até à final.
E depois, lá mais para o Verão, vai continuar felicíssimo a pôr bandeiras na janela… E por aí adiante.
O RESTO QUE SE LIXE!
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SIC
sábado, 30 de janeiro de 2010
NEW SPACE THEATRE

O espectáculo "Jacques Brel Is Alive and Well and Living In Paris" tem agora uma versão em exibição no New Space Theatre da Cidade do Cabo - África do Sul.
No jornal TONIGHT daquela cidade, no passado dia 26 de Janeiro,
o crítico Zane Henry escreveu um pequeno texto sobre o espectáculo (It's all a little too forced - É tudo ligeiramente forçado) e do qual transcrevo algumas passagens.
(...) Eu vi quatro espectáculos “Jacques Brel Is Alive and Well and Living in Paris” ao longo dos anos, todos eles com diferentes abordagens e graus de sucesso. E não, eu ainda não sei dizer como é suposto ser feito.
Eu sei que é difícil de estragar completamente um espectáculo de Brel. As canções estão tão bem escritas, são tão densas de significado e emoção, são tão, tão, boas que o público vai querer ouvi-las, mesmo que estejam mal produzidas. Old Folks, Amsterdam, Marieke, The bulls, The middle class e, claro, If You Go Away são tesouros que enfrentam repetidas audições consoante a frequência de espectáculos de tributo a Brel.
“Jacques Brel” tem quatro cantores e um quarteto. Os músicos são excelentes e a direção musical de Du Preez Strauss é 5 estrelas.
(...)O canto é uma misturada. A cantora britânica Chrissy Caine não vai muito bem. Ela escapa em Old Folks, mas na maioria das vezes, a sua voz é inadequada para as canções e soa como unhas num quadro negro.
Graham Clarke não tem uma voz muito forte, mas consegue ter muita força na interpretação de Amsterdam. Ele também faz uma convincente efígie de pedra em The Statue. Vi David Chevers noutras produções e admirei a sua energia e o carisma, mesmo que a sua voz fraqueje em canções mais exigentes. Daneel Uys é uma alegria ver e ouvir. Ela conquista corações com a sua interpretação de Timid Frieda e depois quebra-os com Ne Me Quitte Pas. A sua voz é forte, mesmo que ocasionalmente escorregue de paixão para a histeria.
(...) As canções estão distorcidas e muito dificilmente impressionam por aquilo que realmente valem. Mesmo assim, eu gostei. Apesar de, já se sabe, não ser este o caminho que Brel supostamente deveria ser feito.
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