Quando Brel canta o amor não se fica pelos Je t’aime. Quando canta a guerra não se fica pelas palavras de ordem. Quando canta a morte, não se fica pelos prantos e pelas lamentações. Jacques Brel não procura inspiração nos livros, nos filmes ou nas peças de teatro. Os seus heróis e anti-heróis saem da sua própria vida. Nas suas canções, antes de mais, ele utiliza a sua experiência pessoal, projecta os seus sonhos ou reflecte os seus desânimos perante a sociedade. É o caso desta canção.
Les moutons(1967)
Lamento pastora, mas não gosto nada dos carneiros, sejam eles pura lã ou tenham eles chapéu de coco... Pastem eles nas colinas ou pastem no betão, guiados por alguns cães e por alguns cajados. Lamento pastora, mas não gosto nada dos carneiros...
E não gosto nada dos cordeiros que curvam as costas de rebanho em rebanho, de rebanho em estábulo, de estábulo em escritório... Eu gosto mais dos lobos e dos passarões... Lamento pastora, mas não gosto nada dos cordeiros...
E não gosto nada das ovelhas. Andam sempre engelhadas a dizer que sim. Levam carecadas e voltam a dizer que sim... E o balanço final é o talho, e mesmo assim repisam no SIM! Lamento pastora, mas não gosto nada das ovelhas...
E não gosto nada de rebanhos... Não vêem mais longe que a extrema do seu pasto... Avançam recuando e afogam-se dentro de um copo de água benta. E logo que o vento se levanta deixam à mostra o fundo das costas... Lamento pastora, mas não gosto nada de rebanhos...
Lamento pastora, mas não gosto nada de pastores, eles choram, choram, choram, pastora... Toma cuidado e defende-te, pastora... Um dia tu vais balir. Lamento pastora....
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
MARIA GADÚ

Quarenta anos depois da paulista Maysa Matarazzo ter cantado NE ME QUITTE PAS, outra paulista MARIA GADÚ volta a cantar a mesma canção ao vivo e em CD. No youtube estão as imagens de um programa de televisão - ALTAS HORAS - emitido em Setembro de 2009.
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Shimbalaiê
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
SONIA THEODORIDOU
Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre mais um espectáculo com reinterpretações de canções de Brel. Desta vez é a soprano grega SONIA THEODORIDOU que canta no Palais des Beaux Arts em Bruxelas, no próximo dia 3 de Fevereiro. Sonia Theodoridou, que será acompanhada ao piano por Nicola Tsalikis, considera que "cantar Jacques Brel é encantar a voz".
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
LE PENDU
Brel é o actor das suas canções. No palco ele faz viver os personagens dos seus textos. Os heróis e anti-heróis que ele inventa dão o corpo e a alma ao público. Na canção de hoje, LE PENDU, o personagem em cena é um amante que vai ser enforcado por ter morto o marido da sua amada... Ele balança, balança, pendurado na forca, e fala com ela, que enquanto assiste ao enforcamento já se está a dar aos soldados que fazem cumprir a sentença. Quem viu Jacques Brel ao vivo, no palco, jamais esqueceu as suas interpretações…
O ENFORCADO
Estou farto de me balançar aqui na minha forca, estou farto do vento do verão que me balança,
estou farto de ver a mulher do mercador que finge que tem pena de mim, sorrindo aos soldados,
ela que dizia gosto tanto do meu mercador que eu sou a sua rainha que ele é o meu rei.
Estou farto de ver os corvos que me vigiam , estou farto de ver os meus carrascos que dormitam,
estou farto de ver a mulher do mercador que finge que chora, sorrindo aos soldados,
ela que dizia gosto tanto do meu mercador que eu sou a sua rainha que ele é o meu rei.
Estou farto de mostrar a língua à minha pobre mãe , estou farto de mostrar a língua aos anjos negros do lucifer, estou farto de ver a mulher do mercador que finge que reza, sorrindo aos soldados,
ela que dizia enquanto houver o mercador eu não poderei fazer nada por nós, não poderei fazer nada por ti.
Estou farto de esticar o pescoço para as nuvens, estou farto de esticar o pescoço para o teu rosto
Estou farto de ver a mulher a mulher do mercador que já não finge nada e que se dá aos soldados
Ela que dizia quando matares o mercador oferecer-te-ei o sétimo céu, e pronto já cá estou...
Estou farto de me balançar aqui na minha forca, ela pode rebentar, a mulher do mercador... eu estou-me marimbando, estou-me marimbando, estou-me marimbando!
O ENFORCADO
Estou farto de me balançar aqui na minha forca, estou farto do vento do verão que me balança,
estou farto de ver a mulher do mercador que finge que tem pena de mim, sorrindo aos soldados,
ela que dizia gosto tanto do meu mercador que eu sou a sua rainha que ele é o meu rei.
Estou farto de ver os corvos que me vigiam , estou farto de ver os meus carrascos que dormitam,
estou farto de ver a mulher do mercador que finge que chora, sorrindo aos soldados,
ela que dizia gosto tanto do meu mercador que eu sou a sua rainha que ele é o meu rei.
Estou farto de mostrar a língua à minha pobre mãe , estou farto de mostrar a língua aos anjos negros do lucifer, estou farto de ver a mulher do mercador que finge que reza, sorrindo aos soldados,
ela que dizia enquanto houver o mercador eu não poderei fazer nada por nós, não poderei fazer nada por ti.
Estou farto de esticar o pescoço para as nuvens, estou farto de esticar o pescoço para o teu rosto
Estou farto de ver a mulher a mulher do mercador que já não finge nada e que se dá aos soldados
Ela que dizia quando matares o mercador oferecer-te-ei o sétimo céu, e pronto já cá estou...
Estou farto de me balançar aqui na minha forca, ela pode rebentar, a mulher do mercador... eu estou-me marimbando, estou-me marimbando, estou-me marimbando!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
PHILIPPE CALLENS (2)
Do site "BREL, TRENTE ANS DÉJÀ!" , de CHRISTIAN PETIT e PHILIPPE CALLENS, recebi a informação que Philippe Callens cantou "Voir un ami pleurer" e foi entrevistado, no programa Grand'Place da passada Segunda-feira, 18 de Janeiro, no canal de televisão local WEO Nord-Pas de Calais.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
BREL ENCORE...

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre um espectáculo de JEAN-PIERRE RENGGLI BREL ENCORE... nos próximos dias 29 e 30 de Janeiro no Teatro Les 50. Jean-Pierre Renggli será a companhado por PHILIPPE BERTHOUD.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
ALEXANDRA CRAVERO
No dia 31 de Dezembro último inseri neste rol de cantigas de Jacques Brel o texto de "L'Ivrogne" (O Bêbado). Por curiosidade hoje incluo uma versão da mesma canção cantada por ALEXANDRA CRAVERO num espectáculo no Olympia de Paris em 2002. A canção é acompanhada por um Quarteto de cordas e tem arranjos da própria cantora.
Além de cantar, Alexandra compõe, é chefe de orquestra e toca violino desde os 6 anos.
Além de cantar, Alexandra compõe, é chefe de orquestra e toca violino desde os 6 anos.
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