sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SONIA THEODORIDOU

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre mais um espectáculo com reinterpretações de canções de Brel. Desta vez é a soprano grega SONIA THEODORIDOU que canta no Palais des Beaux Arts em Bruxelas, no próximo dia 3 de Fevereiro. Sonia Theodoridou, que será acompanhada ao piano por Nicola Tsalikis, considera que "cantar Jacques Brel é encantar a voz".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

LE PENDU

Brel é o actor das suas canções. No palco ele faz viver os personagens dos seus textos. Os heróis e anti-heróis que ele inventa dão o corpo e a alma ao público. Na canção de hoje, LE PENDU, o personagem em cena é um amante que vai ser enforcado por ter morto o marido da sua amada... Ele balança, balança, pendurado na forca, e fala com ela, que enquanto assiste ao enforcamento já se está a dar aos soldados que fazem cumprir a sentença. Quem viu Jacques Brel ao vivo, no palco, jamais esqueceu as suas interpretações…


O ENFORCADO

Estou farto de me balançar aqui na minha forca, estou farto do vento do verão que me balança,
estou farto de ver a mulher do mercador que finge que tem pena de mim, sorrindo aos soldados,
ela que dizia gosto tanto do meu mercador que eu sou a sua rainha que ele é o meu rei.
Estou farto de ver os corvos que me vigiam , estou farto de ver os meus carrascos que dormitam,
estou farto de ver a mulher do mercador que finge que chora, sorrindo aos soldados,
ela que dizia gosto tanto do meu mercador que eu sou a sua rainha que ele é o meu rei.
Estou farto de mostrar a língua à minha pobre mãe , estou farto de mostrar a língua aos anjos negros do lucifer, estou farto de ver a mulher do mercador que finge que reza, sorrindo aos soldados,
ela que dizia enquanto houver o mercador eu não poderei fazer nada por nós, não poderei fazer nada por ti.
Estou farto de esticar o pescoço para as nuvens, estou farto de esticar o pescoço para o teu rosto
Estou farto de ver a mulher a mulher do mercador que já não finge nada e que se dá aos soldados
Ela que dizia quando matares o mercador oferecer-te-ei o sétimo céu, e pronto já cá estou...
Estou farto de me balançar aqui na minha forca, ela pode rebentar, a mulher do mercador... eu estou-me marimbando, estou-me marimbando, estou-me marimbando!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PHILIPPE CALLENS (2)

Do site "BREL, TRENTE ANS DÉJÀ!" , de CHRISTIAN PETIT e PHILIPPE CALLENS, recebi a informação que Philippe Callens cantou "Voir un ami pleurer" e foi entrevistado, no programa Grand'Place da passada Segunda-feira, 18 de Janeiro, no canal de televisão local WEO Nord-Pas de Calais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

BREL ENCORE...



Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre um espectáculo de JEAN-PIERRE RENGGLI BREL ENCORE... nos próximos dias 29 e 30 de Janeiro no Teatro Les 50. Jean-Pierre Renggli será a companhado por PHILIPPE BERTHOUD.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ALEXANDRA CRAVERO

No dia 31 de Dezembro último inseri neste rol de cantigas de Jacques Brel o texto de "L'Ivrogne" (O Bêbado). Por curiosidade hoje incluo uma versão da mesma canção cantada por ALEXANDRA CRAVERO num espectáculo no Olympia de Paris em 2002. A canção é acompanhada por um Quarteto de cordas e tem arranjos da própria cantora.
Além de cantar, Alexandra compõe, é chefe de orquestra e toca violino desde os 6 anos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

UN ENFANT

Hoje é dia 17 de Janeiro. Há precisamente 25 anos nasceu o GUI MIGUEL.
PARABÉNS GUI!
Lembras-te de um dia, eras muito pequeno, estares a jantar panquecas [segunda-feira!] e tínhamos um CD do Brel a tocar e eu traduzi-te UN ENFANT enquanto ouvíamos atentamente. Foi a primeira canção de Brel que te traduzi e para minha surpresa percebeste tudo e... gostaste. Penso que depois dessa noite também te tornaste “Breliano”.


UMA CRIANÇA
Sobre esta canção Brel disse um dia que “a canção não é uma arte maior nem menor… Não é uma arte! Dêem-me dez páginas e eu explicarei como vejo uma criança. Numa canção que dura três minutos, as dez páginas vão deduzir-se a três versos que correm o risco de passar despercebidos…”
Un enfant, é escrita em 1965, dois anos antes de Brel deixar os palcos.
Portanto, prova-se aqui que o abandono do espectáculo não foi por falta de inspiração ou de bom material para cantar.

Uma criança agarra-nos um sonho, leva-o nos lábios e parte cantando... Uma criança, com um pouco de sorte, ouve o silêncio e chora diamantes... E ri-se, sem saber que fazer, e chora se nos vê chorar... Adormece com ouro debaixo das pálpebras, e dorme para melhor nos fazer sonhar...
Uma criança escuta o melro que esconde as suas pérolas ao abrigo do vento... Uma criança é o último poeta de um mundo que embirra em querer tornar-se grande... Ela pergunta se as nuvens têm asas, e apoquenta-se com uma neve caída, e adormece com ouro debaixo das pálpebras e duvida que não haja mais fadas...
Mas, uma criança... E nós fugimos da infância, aqui estamos em trânsito, aqui estamos pacientes, aqui estamos passados...



sábado, 16 de janeiro de 2010

BREL Actor (6)

MONT-DRAGON
Realização: Jean Valère
Argumento: Baseado no romance de Robert Margerit
Imagens: Alain Levent
Música: Jack Arel
Montagem: Paul Cayatte
Produção: Alcinter-Films Leitienne
Duração: 95 min.
Estreia: 16/12/1970
COM: Jacques Brel, François Prévost, Paul le Person, Catherine Rouvel.

ARGUMENTO :
Por ter seduzido Germaine Boismesnil, Georges Dormond é expulso do Exército, pelo coronel e amigo de Germaine. Após a morte do Conde Boismesnil, morto pelo seu puro-sangue Erèbe, Dormond vai ao castelo da viúva com a firme intenção de se
vingar. Mas assim que chega seduz Pierrette, a empregada, e reacende o coração de Germaine recordando-lhe os belos momentos que passaram. Depois encontra-se a com a viúva, faz com que ela se desnude, humilha-a e deixa-a. Testemunhando a cena, Martha, a orgulhosa órfã, cai nos braços de Gaston, fiel ordenança do coronel para vingar a sua mãe. Georges não leva muito tempo a ignorar os seus sentimentos. Ele força então Germaine a revelar o seu envolvimento a Pierrette, causando um escândalo. Só Gaston ainda pode dificultar a sua vingança.