sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

LAURENT VIEL

Das Edições Jacques Brel recebi mais informações sobre a digressão de VIEL CHANTE BREL.


Este é um excerto de uma crítica sobre o espectáculo publicada no jornal LE MONDE.

“Cantar Brel em cena, é confrontar-se com um lendário monstro sagrado [...] Aquele que detesta a intensidade exacerbada de Brel (e tem esse direito) ou aquele que é um fã absoluto do cantor terá aqui amplamente a sua conta. E Laurent Viel, comediante e cantor muito rigoroso, ultrapassa a simples homenagem [...] Este excelente espectáculo expande-se com o igualmente excelente guitarrista Thierry Garcia”


“Eu canto Jacques Brel hoje para namorar com a louca e doce utopia de me tomar por D.Quixote”
Laurent Viel

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

LA BD CHANTE BREL



“Chansons de Jacques Brel en bandes dessinées” é um livro publicado pelas edições PETIT À PETIT em 2007 e contém 11 canções de Brel ilustradas por 11 novos talentos da BD belga.
Cada história é precedida por um pequeno texto biográfico, da autoria de Stéphane Nappez, relacionado com a canção.
30 anos depois da morte de Brel os seus textos conservam toda a poesia e actualidade.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

LUIS GARCIA GIL

O poeta Luis García Gil publica Jacques Brel, una canción desesperada.



Um livro que liga a vida aos textos de Jacques Brel
Luis García Gil, poeta espanhol nascido em 1974, não se limitou no seu último livro a sublinhar o vôo poético do incontornável Jacques Brel, que já é muito. O seu objectivo, que foi conseguido, foi ligar as letras deste cantor e compositor com uma biografia apaixonada de um artista que, curiosamente e explica em Jacques Brel, uma Canção Desesperada “sempre considerou a canção como um género menor e com demasiadas limitações para justificar a distinção de poema”.
O livro, que saiu em finais de 2009, é da Editorial Milenio.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

RÉCITAL JACQUES BREL

Das EDIÇÕES JACQUES BREL recebi a informação sobre mais um espectáculo breliano.
É o "RECITAL JACQUES BREL de Bruxelles aux Marquises" com a voz de DANY ROSSI acompanhada por CARLO MÉROLLE. O espectáculo é no próximo Domingo,17 de Janeiro, pelas 16h, no Cercle Culturel VIEUX-NIMY, na cidade de Jurbise perto de Bruxelas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

IL NEIGE SUR LIÈGE



Jacques Brel conheceu em 1964 um jovem advogado, Jean-Pierre Graffé, que era natural de Liége, uma cidade perto de Bruxelas. Tornaram-se amigos embora tivessem ideias opostas sobre quase tudo. Graffé confessou mais tarde que nunca percebeu onde acabava a ansiedade de Brel e começava a sua angústia. Brel começou a frequentar a cidade de Liége e um dia o seu amigo advogado desafiou-o a fazer uma canção sobre Liége. E Brel fez a canção. No entanto o cantor não autorizou logo a sua edição em disco. Justificou esta atitude dizendo que Liége merecia melhor. A canção foi editada anos mais tarde. Anos mais tarde também, o seu amigo, o advogado Graffé, chegou a ministro da Cultura da Bélgica.

NEVA SOBRE LIÉGE (1965)
Neva sobre Liège, e a neve sobre Liège para nevar calça luvas...
Neva... Neva sobre Liège, crescente negro do rio Meuse, sobre a testa de um palhaço branco...
Apagou-se a voz das horas e dos pássaros, das crianças com seus arcos e do negro e do cinzento...
Neva, neva sobre Liège, que o rio atravessa sem ruído...
Neva, neva sobre Liège, e tantas voltas dá a neve entre o céu e Liège, que já não se sabe se neva sobre Liège ou se é Liège que neva sobre o céu...
E a neve junta os novos amantes, os amantes que se passeiam sobre o terraço branco...
Neva, neva sobre Liège que o rio transporta sem ruído...
Esta noite neva sobre os meus sonhos e sobre Liège que o rio trespassa sem ruído...


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MOURON

A cantora MOURON vai levar o seu espectáculo MOURON CHANTE BREL ao teatro MENILMONTANT - Rue du Retrait, em Paris - do próximo dia 30 de Janeiro ao dia 6 de Março.
O espectáculo, que é encenado por Anne Tournie e tem como pianista Terry Truck,é uma vibrante homenagem musical de Mouron àquele que ela não cessa de questionar a obra, o seu grande companheiro de alma: JACQUES BREL!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

REGARDE BIEN PETIT

Um dia perguntaram a Jacques Brel como costumava compor as suas canções. Primeiro fazia a música? Primeiro fazia o texto? Os dois ao mesmo tempo? Brel respondeu que “para escrever uma canção eram precisas três ideias: Uma ideia para o texto, uma ideia para a música e por fim uma ideia que não se esperava”... E este é que era o grande desafio. Por isso é que as canções de Brel são diferentes. Depois de Brel mais ninguém escreveu canções como Regarde bien, petit, regarde bien...

OLHA BEM, PEQUENO (1968)
Olha bem, pequeno, olha bem...
Lá em baixo na planície, na altura dos juncos, entre o céu e o moinho, há um homem que vem para cá e que eu não conheço, olha bem, pequeno, olha bem...
Será um vizinho de longe? Um viajante perdido? Um fantasma da guerra? Um caixeiro-viajante?... Será um abade, portador das suas falsas notícias que ajudam a envelhecer?... Será o meu irmão que vem dizer-me que já é tempo de haver um pouco menos de ódio? Ou será apenas o vento que faz rodopiar alguma areia, e cria miragens para estarmos aqui a passar o tempo?..
Olha bem, pequeno, olha bem...
Não é um vizinho, o seu cavalo é demasiado nobre para ser destas bandas ou regressar da guerra... Não é um abade, o seu cavalo é demasiado pobre para ser paroquiano... Não é um comerciante, o seu cavalo é demasiado claro e o seu fato é demasiado branco... E também nenhum viajante passou a ponte, depois da morte do pai, e tão pouco sabe os nossos nomes...
Olha bem, pequeno, olha bem...
Não, não é o meu irmão, o seu cavalo teria bebido... Não é o meu irmão. Ele não se atreveria a vir aqui. Não há aqui nada que lhe possa servir. Não é o meu irmão... O meu irmão pode ter morrido. Aquela sombra de meio-dia teria mais tormentos se realmente fosse ele... Deve ser mesmo o vento que faz rodopiar um pouco de areia, para estarmos aqui a passar o tempo...
Olha bem, pequeno, olha bem...
Lá em baixo na planície, na altura dos juncos, entre o céu e o moinho, há um homem que se afasta, e que nós não chegaremos a saber quem é. Olha bem, pequeno, olha bem... Já podes secar as tuas lágrimas. Há um homem que parte e que nós não chegaremos a conhecer... Já podes arrumar as tuas armas...