A cantora MOURON vai levar o seu espectáculo MOURON CHANTE BREL ao teatro MENILMONTANT - Rue du Retrait, em Paris - do próximo dia 30 de Janeiro ao dia 6 de Março.
O espectáculo, que é encenado por Anne Tournie e tem como pianista Terry Truck,é uma vibrante homenagem musical de Mouron àquele que ela não cessa de questionar a obra, o seu grande companheiro de alma: JACQUES BREL!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
REGARDE BIEN PETIT
Um dia perguntaram a Jacques Brel como costumava compor as suas canções. Primeiro fazia a música? Primeiro fazia o texto? Os dois ao mesmo tempo? Brel respondeu que “para escrever uma canção eram precisas três ideias: Uma ideia para o texto, uma ideia para a música e por fim uma ideia que não se esperava”... E este é que era o grande desafio. Por isso é que as canções de Brel são diferentes. Depois de Brel mais ninguém escreveu canções como Regarde bien, petit, regarde bien...
OLHA BEM, PEQUENO (1968)
Olha bem, pequeno, olha bem...
Lá em baixo na planície, na altura dos juncos, entre o céu e o moinho, há um homem que vem para cá e que eu não conheço, olha bem, pequeno, olha bem...
Será um vizinho de longe? Um viajante perdido? Um fantasma da guerra? Um caixeiro-viajante?... Será um abade, portador das suas falsas notícias que ajudam a envelhecer?... Será o meu irmão que vem dizer-me que já é tempo de haver um pouco menos de ódio? Ou será apenas o vento que faz rodopiar alguma areia, e cria miragens para estarmos aqui a passar o tempo?..
Olha bem, pequeno, olha bem...
Não é um vizinho, o seu cavalo é demasiado nobre para ser destas bandas ou regressar da guerra... Não é um abade, o seu cavalo é demasiado pobre para ser paroquiano... Não é um comerciante, o seu cavalo é demasiado claro e o seu fato é demasiado branco... E também nenhum viajante passou a ponte, depois da morte do pai, e tão pouco sabe os nossos nomes...
Olha bem, pequeno, olha bem...
Não, não é o meu irmão, o seu cavalo teria bebido... Não é o meu irmão. Ele não se atreveria a vir aqui. Não há aqui nada que lhe possa servir. Não é o meu irmão... O meu irmão pode ter morrido. Aquela sombra de meio-dia teria mais tormentos se realmente fosse ele... Deve ser mesmo o vento que faz rodopiar um pouco de areia, para estarmos aqui a passar o tempo...
Olha bem, pequeno, olha bem...
Lá em baixo na planície, na altura dos juncos, entre o céu e o moinho, há um homem que se afasta, e que nós não chegaremos a saber quem é. Olha bem, pequeno, olha bem... Já podes secar as tuas lágrimas. Há um homem que parte e que nós não chegaremos a conhecer... Já podes arrumar as tuas armas...
OLHA BEM, PEQUENO (1968)
Olha bem, pequeno, olha bem...
Lá em baixo na planície, na altura dos juncos, entre o céu e o moinho, há um homem que vem para cá e que eu não conheço, olha bem, pequeno, olha bem...
Será um vizinho de longe? Um viajante perdido? Um fantasma da guerra? Um caixeiro-viajante?... Será um abade, portador das suas falsas notícias que ajudam a envelhecer?... Será o meu irmão que vem dizer-me que já é tempo de haver um pouco menos de ódio? Ou será apenas o vento que faz rodopiar alguma areia, e cria miragens para estarmos aqui a passar o tempo?..
Olha bem, pequeno, olha bem...
Não é um vizinho, o seu cavalo é demasiado nobre para ser destas bandas ou regressar da guerra... Não é um abade, o seu cavalo é demasiado pobre para ser paroquiano... Não é um comerciante, o seu cavalo é demasiado claro e o seu fato é demasiado branco... E também nenhum viajante passou a ponte, depois da morte do pai, e tão pouco sabe os nossos nomes...
Olha bem, pequeno, olha bem...
Não, não é o meu irmão, o seu cavalo teria bebido... Não é o meu irmão. Ele não se atreveria a vir aqui. Não há aqui nada que lhe possa servir. Não é o meu irmão... O meu irmão pode ter morrido. Aquela sombra de meio-dia teria mais tormentos se realmente fosse ele... Deve ser mesmo o vento que faz rodopiar um pouco de areia, para estarmos aqui a passar o tempo...
Olha bem, pequeno, olha bem...
Lá em baixo na planície, na altura dos juncos, entre o céu e o moinho, há um homem que se afasta, e que nós não chegaremos a saber quem é. Olha bem, pequeno, olha bem... Já podes secar as tuas lágrimas. Há um homem que parte e que nós não chegaremos a conhecer... Já podes arrumar as tuas armas...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
PHILLIPPE CALLENS
Da Compagnie BREL TRENTE ANS DÉJÀ recebi a informação que PHILLIPPE CALLENS estará em ANOR a 23 de Janeiro para revisitar o espírito de Brel.
O cantor faz questão de frisar que o seu espectáculo, que tem a duração de uma hora e meia, não é uma imitação do artista belga, mas simplesmente uma reinterpretação. Jacques Brel é o ídolo de Callens, cujas raízes são também flamengas dado que a sua família é originária de Bruges.
Phillippe Callens tem uma paixão antiga pelo cantor-actor belga, uma paixão que cultiva há mais de 40 anos. Isto apesar de ter chegado à cena bastante tarde, pois que numa “outra vida” ele já foi agricultor e até vereador…
Mas a 23 de Janeiro, no palco, não será a política mas a CANÇÃO quem mais ordena.

AS CANÇÕES DE BREL NUNCA NOS DEIXARAM.
O cantor faz questão de frisar que o seu espectáculo, que tem a duração de uma hora e meia, não é uma imitação do artista belga, mas simplesmente uma reinterpretação. Jacques Brel é o ídolo de Callens, cujas raízes são também flamengas dado que a sua família é originária de Bruges.
Phillippe Callens tem uma paixão antiga pelo cantor-actor belga, uma paixão que cultiva há mais de 40 anos. Isto apesar de ter chegado à cena bastante tarde, pois que numa “outra vida” ele já foi agricultor e até vereador…
Mas a 23 de Janeiro, no palco, não será a política mas a CANÇÃO quem mais ordena.

AS CANÇÕES DE BREL NUNCA NOS DEIXARAM.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
J'AIME LES BELGES
Das Edições Jacques Brel recebi a seguinte informação:
Reabertura da exposição J’AIME LES BELGES, terça-feira 12 de Janeiro de 2010, às 10 horas. Estamos abertos de terça a sábado inclusivé das 10 às 17horas (última entrada). Aos domingos e feriados das 11h às 17horas(última entrada).
J’aime les Belges é uma exposição criada pelas Edições Jacques Brel e realizada em colaboração com «Collections et Patrimoines».
Desejo-vos um belo momento de emoção com Jacques.
30 anos depois do seu desaparecimento
convido-vos a caminhar no seu universo
para aí descobrir a complexidade dos seus laços com a Bélgica
e a actualidade das suas posições.
France Brel
Reabertura da exposição J’AIME LES BELGES, terça-feira 12 de Janeiro de 2010, às 10 horas. Estamos abertos de terça a sábado inclusivé das 10 às 17horas (última entrada). Aos domingos e feriados das 11h às 17horas(última entrada).
J’aime les Belges é uma exposição criada pelas Edições Jacques Brel e realizada em colaboração com «Collections et Patrimoines».
Desejo-vos um belo momento de emoção com Jacques.
30 anos depois do seu desaparecimento
convido-vos a caminhar no seu universo
para aí descobrir a complexidade dos seus laços com a Bélgica
e a actualidade das suas posições.
France Brel
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
LA CHANSON DE JACKY SITE
O site LA CHANSON DE JACKY oferece agora a sua versão em português aos fãs de Jacques Brel. É sem dúvida o site mais completo sobre o cantor e está disponível nas línguas francesa, italiana, espanhola, holandesa, inglesa e agora na língua de Camões.
Para comemorar este evento volto à Canção de Jacky, já referida no Canto do Brel em 20 de Setembro último. Como não existe a versão portuguesa da canção, optei por esta versão em inglês cantada por Scott Walker.
Este Scott Walker – dos Walker Brothers, esse mesmo - gravou no fim dos anos 60 algumas canções de Jacques Brel com textos em inglês de Mort Shuman. Entre elas estava JACKIE.
Para comemorar este evento volto à Canção de Jacky, já referida no Canto do Brel em 20 de Setembro último. Como não existe a versão portuguesa da canção, optei por esta versão em inglês cantada por Scott Walker.
Este Scott Walker – dos Walker Brothers, esse mesmo - gravou no fim dos anos 60 algumas canções de Jacques Brel com textos em inglês de Mort Shuman. Entre elas estava JACKIE.
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domingo, 3 de janeiro de 2010
MAURICE BEJART
Em 2001 o coreógrafo e bailarino MAURICE BÉJART produziu um espectáculo intitulado LUMIERE recorrendo às canções de Barbara e de Jacques Brel.
Béjart definia assim Lumière: “É um ballet de Amor, de memória, de passado e de futuro uma vez que a noite, o dia e o filme engendram o nosso futuro”.
No youtube encontramos videos deste bailado. Vai aqui um exemplo com a ROSA coreografada por Béjart.
Béjart definia assim Lumière: “É um ballet de Amor, de memória, de passado e de futuro uma vez que a noite, o dia e o filme engendram o nosso futuro”.
No youtube encontramos videos deste bailado. Vai aqui um exemplo com a ROSA coreografada por Béjart.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
JE VOUS SOUHAITE
Como hoje, dia 1 de Janeiro, é dia das tradicionais mensagens de Ano Novo também quero deixar aqui a minha mensagem. Mas não vou usar palavras minhas. Vou usar as palavras que Jacques Brel disse no dia 1 de Janeiro de 1968, na Estação de Rádio Europe 1, e que foram dirigidas a toda a França.
EU DESEJO-VOS
Eu desejo-vos sonhos que nunca mais acabem
E a vontade furiosa de realizar alguns.
Eu desejo-vos que amem o que é preciso amar
E esquecer o que é preciso esquecer.
Eu desejo-vos silêncios
Eu desejo-vos os cantos dos pássaros ao amanhecer
E os risos das crianças.
Eu desejo-vos que resistam à apatia e à indiferença
Às virtudes negativas do nosso tempo.
Eu desejo-vos sobretudo, sejam vocês.
Jacques Brel, 1968
Como curiosidade deixo aqui um video do YOUTUBE com um filme virtual acerca desta mensagem de Brel.
EU DESEJO-VOS
Eu desejo-vos sonhos que nunca mais acabem
E a vontade furiosa de realizar alguns.
Eu desejo-vos que amem o que é preciso amar
E esquecer o que é preciso esquecer.
Eu desejo-vos silêncios
Eu desejo-vos os cantos dos pássaros ao amanhecer
E os risos das crianças.
Eu desejo-vos que resistam à apatia e à indiferença
Às virtudes negativas do nosso tempo.
Eu desejo-vos sobretudo, sejam vocês.
Jacques Brel, 1968
Como curiosidade deixo aqui um video do YOUTUBE com um filme virtual acerca desta mensagem de Brel.
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