quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

JACQUES BREL AVIADOR (3)



O bimotor Beech Twin-Bonanza é baptizado de JOJO, alcunha do melhor amigo de Jacques Brel, Georges Pasquier (que tinha falecido em 1974 quando o cantor iniciou a sua volta ao mundo no iate Askoy). Na companhia da sua amiga Maddly Bamy efectua voos naquela zona do Pacífico que ele próprio considera memoráveis e entre os mais belos que sempre fez.
Em Julho de 1977, Brel vai a Paris gravar o seu último disco e reencontra o seu velho amigo Jean Liardon. Juntos voam até à Suiça num Stampe et Vertongen SV.4, um bimotor belga, de dois lugares.
Depois regressou ao seu paraíso tropical, mas logo a seguir, no Verão de 1978, faz a sua última longa viagem de avião, em vida. Não como piloto, mas como passageiro em estado terminal. A sua doença leva-o até Paris e, lá, vem a falecer no hospital Franco-Musulman de Bobigny no dia 9 de Outubro com uma embolia pulmonar.
Três dias depois o seu corpo regressará a Hiva Oa.

O Beech Twin-Bonanza JOJO está agora exposto num hangar do Aeroclube JACQUES BREL em Hiva Oa, perto do Aeroporto também chamado… JACQUES BREL.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

JACQUES BREL AVIADOR (2)




Em 17 de Abril de 1970 Brel obtém a certificação IFR (Instrument Flight Rules) e torna-se co-piloto de Learjet . No ano seguinte voa para as Caraíbas na companhia de alguns amigos a bordo de um Learjet 25 alugado em Geneve. Com uma autonomia de menos de 2.000 Km faz várias etapas, sendo a mais demorada na Gronelândia... devido a uma avaria no trem de aterragem.
Depois de um intervalo consagrado a outra paixão – a vela – ele retomará os comandos de um avião. Na ilha Hiva Oa, no arquipélago das Marquesas, em Julho de 1976, Jacques Brel decide repetir a sua certificação de piloto e faz um curso com o piloto Michel Gauthier. Mas só após a resolução de vários problemas burocráticos, relacionados com a sua doença, ele consegue a revalidação da sua licença para voar.
Compra um Beech Twin-Bonanza em Tahiti, e passa a fazer regularmente o circuito das ilhas para entregar correio, encomendas, medicamentos e até víveres necessários às populações esquecidas naquele fim do mundo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

JACQUES BREL AVIADOR (1)




Jacques Brel era um apaixonado pela aviação. Uma paixão tardia dado que começou só aos 35 anos de idade. Em 1964 depois de um concerto em Biarritz, o seu empresário Charley Marouani, alugou uma avioneta para voarem para Charleville, próxima etapa da digressão.
Quem dirigia a aeronave era um ex-piloto da Aéronavale que depois se tornou piloto de ensaios na Sud-Aviation: Paul Lepanse
Durante esse voo de quatro horas Brel tomou a decisão de aprender a pilotar!
O próprio Lepanse foi o seu instrutor e muito rapidamente o cantor consegue a licença para pilotar aviões particulares. Compra um Gardan Horizon com matrícula F-BLPG e voa nele por toda a França durante 3 anos. Depois troca-o por um Wassmer 40 e faz uma longa viagem, com várias etapas, na companhia de Lepanse. Vai de Nice a Beyrouth e regressa via Ankara e Istambul.
Em 1969 decide-se pelo voo com instrumentos e inscreve-se numa das melhores escolas de aviação em Geneve-Cointrin. Lá, vai encontrar Jean Liardon, que além de seu instrutor se vai tornar um dos seus grandes amigos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

DE BRUXELLES AUX MARQUISES

Das edições JACQUES BREL recebi a informação sobre mais um espectáculo dedicado ao cantor. Chama-se BREL DE BRUXELAS ÀS MARQUESAS – BIOGRAFIA MUSICAL - e é da autoria de Jacques Pessis com interpretação de Nathalie Lhermitte.
Esta produção de ETLA PROD é levada à cena no Teatro Dejazet (Paris) de 19 de Novembro 3 de Janeiro.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brel actor (4)

LA BANDE À BONNOT ou Les Anarchistes

Realização: Philippe Fourastié
Argumento: Rémo Forlani, Philippe Fourastié
Imagem: Alain Levent
Música: François Rauber et Jacques Brel
Montagem: Jacqueline Thiédot
Produção: Intermondia, Kinésis, Mega Films
Duração: 110 min. Estreado: 30/10/1968
Com: Jacques Brel, Annie Girardot, Bruno Cremer.
Argumento :
Um grupo de anarquistas franceses decide entrar pelos caminhos da luta armada quando o seu chefe Raymond (Jacques Brel) é capturado. Juntam-se a um famoso gangster, Bonnot (Bruno Cremer), roubam um carro e começam a assaltar Bancos. E os pacíficos anarquistas rapidamente se tornam perigosos criminosos depois de matar pessoas e fugirem para a Bélgica. Escondem-se num bordel até que a dona os denuncia. O grupo separa-se mas os seus elementos sentem-se inseguros sem o lider Bonnot. A polícia local prende um elemento do bando e logo de seguida cerca o resto dos elementos e pede a ajuda do exército para quenhum consiga escapar. Este filme de gangsters passa-se no princípio do século XX e foi inspirado em factos relatados no Petit Journal.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

L'AIR DE LA BÊTISE

Jacques Brel grava o seu terceiro disco em 1957. É um disco ainda influenciado por temas muito líricos, de matriz moralista. Há, porém, neste trabalho uma canção que deixa antever um Brel NOVO. Um Brel que pretende dizer coisas diferentes. Nesta canção, L’air de la Bêtise, o cantor deixa-se de lirismos e revela-se duro, ríspido, crítico. A agressividade e a provocação manifestam-se...

A ÁRIA DA ESTUPIDEZ (1957)

Mãe das pessoas sem preocupações. Mãe dos que se dizem poderosos... Mãe dos brandos costumes e princesa das gentes sem remorsos... Nós te saudamos, Dona Estupidez, tu que tens um reino desconhecido... Nós te saudamos, Dona Estupidez,...
Mas, diz-me lá, qual é o teu segredo para teres tantos amantes e tantos namorados, tantos representantes e tantos prisioneiros... Para urdires tantos malentendidos, e fazer crer aos cretinos que afinal nós somos persuadidos a vencer na vida à custa de falsos respeitos... De invejas mesquinhas... De nobres intolerâncias...

Mãe das mulheres fatais e dos casamentos por dinheiro... Mãe de todas as meretrizes... Princesa pálida do Vison, nós te saudamos, Dona Estupidez... tu que tens um reino desconhecido... Nós te saudamos, Dona Estupidez...
Mas, diz-me lá, qual é o teu segredo para que a gente não veja o sorriso cúmplice que fará de nós todos, cornudos muito nobres... Para nos fazer esquecer que as verdadeiras putas são aquelas que se fazem pagar, não antes, mas depois... Para que seja possível, certas noites, eu cruzar-me com o teu olhar familiar no fundo do meu espelho...


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

L’INACCESSIBLE ÉTOILE

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre mais um espectáculo sobre Brel, desta vez produzido por ANTONIA BOSCO, com encenação de Clémentine Yelnik e arranjos de Vincent Minazzoli.
L’INACCESSIBLE ÉTOILE é o nome do espectáculo que terá lugar no Teatro95, em Cergy-Pontoise, no dia 18 de Dezembro, Sexta-feira, às 21Horas e no Domingo às 16Horas.