terça-feira, 15 de dezembro de 2009

JACQUES BREL AVIADOR (1)




Jacques Brel era um apaixonado pela aviação. Uma paixão tardia dado que começou só aos 35 anos de idade. Em 1964 depois de um concerto em Biarritz, o seu empresário Charley Marouani, alugou uma avioneta para voarem para Charleville, próxima etapa da digressão.
Quem dirigia a aeronave era um ex-piloto da Aéronavale que depois se tornou piloto de ensaios na Sud-Aviation: Paul Lepanse
Durante esse voo de quatro horas Brel tomou a decisão de aprender a pilotar!
O próprio Lepanse foi o seu instrutor e muito rapidamente o cantor consegue a licença para pilotar aviões particulares. Compra um Gardan Horizon com matrícula F-BLPG e voa nele por toda a França durante 3 anos. Depois troca-o por um Wassmer 40 e faz uma longa viagem, com várias etapas, na companhia de Lepanse. Vai de Nice a Beyrouth e regressa via Ankara e Istambul.
Em 1969 decide-se pelo voo com instrumentos e inscreve-se numa das melhores escolas de aviação em Geneve-Cointrin. Lá, vai encontrar Jean Liardon, que além de seu instrutor se vai tornar um dos seus grandes amigos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

DE BRUXELLES AUX MARQUISES

Das edições JACQUES BREL recebi a informação sobre mais um espectáculo dedicado ao cantor. Chama-se BREL DE BRUXELAS ÀS MARQUESAS – BIOGRAFIA MUSICAL - e é da autoria de Jacques Pessis com interpretação de Nathalie Lhermitte.
Esta produção de ETLA PROD é levada à cena no Teatro Dejazet (Paris) de 19 de Novembro 3 de Janeiro.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brel actor (4)

LA BANDE À BONNOT ou Les Anarchistes

Realização: Philippe Fourastié
Argumento: Rémo Forlani, Philippe Fourastié
Imagem: Alain Levent
Música: François Rauber et Jacques Brel
Montagem: Jacqueline Thiédot
Produção: Intermondia, Kinésis, Mega Films
Duração: 110 min. Estreado: 30/10/1968
Com: Jacques Brel, Annie Girardot, Bruno Cremer.
Argumento :
Um grupo de anarquistas franceses decide entrar pelos caminhos da luta armada quando o seu chefe Raymond (Jacques Brel) é capturado. Juntam-se a um famoso gangster, Bonnot (Bruno Cremer), roubam um carro e começam a assaltar Bancos. E os pacíficos anarquistas rapidamente se tornam perigosos criminosos depois de matar pessoas e fugirem para a Bélgica. Escondem-se num bordel até que a dona os denuncia. O grupo separa-se mas os seus elementos sentem-se inseguros sem o lider Bonnot. A polícia local prende um elemento do bando e logo de seguida cerca o resto dos elementos e pede a ajuda do exército para quenhum consiga escapar. Este filme de gangsters passa-se no princípio do século XX e foi inspirado em factos relatados no Petit Journal.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

L'AIR DE LA BÊTISE

Jacques Brel grava o seu terceiro disco em 1957. É um disco ainda influenciado por temas muito líricos, de matriz moralista. Há, porém, neste trabalho uma canção que deixa antever um Brel NOVO. Um Brel que pretende dizer coisas diferentes. Nesta canção, L’air de la Bêtise, o cantor deixa-se de lirismos e revela-se duro, ríspido, crítico. A agressividade e a provocação manifestam-se...

A ÁRIA DA ESTUPIDEZ (1957)

Mãe das pessoas sem preocupações. Mãe dos que se dizem poderosos... Mãe dos brandos costumes e princesa das gentes sem remorsos... Nós te saudamos, Dona Estupidez, tu que tens um reino desconhecido... Nós te saudamos, Dona Estupidez,...
Mas, diz-me lá, qual é o teu segredo para teres tantos amantes e tantos namorados, tantos representantes e tantos prisioneiros... Para urdires tantos malentendidos, e fazer crer aos cretinos que afinal nós somos persuadidos a vencer na vida à custa de falsos respeitos... De invejas mesquinhas... De nobres intolerâncias...

Mãe das mulheres fatais e dos casamentos por dinheiro... Mãe de todas as meretrizes... Princesa pálida do Vison, nós te saudamos, Dona Estupidez... tu que tens um reino desconhecido... Nós te saudamos, Dona Estupidez...
Mas, diz-me lá, qual é o teu segredo para que a gente não veja o sorriso cúmplice que fará de nós todos, cornudos muito nobres... Para nos fazer esquecer que as verdadeiras putas são aquelas que se fazem pagar, não antes, mas depois... Para que seja possível, certas noites, eu cruzar-me com o teu olhar familiar no fundo do meu espelho...


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

L’INACCESSIBLE ÉTOILE

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre mais um espectáculo sobre Brel, desta vez produzido por ANTONIA BOSCO, com encenação de Clémentine Yelnik e arranjos de Vincent Minazzoli.
L’INACCESSIBLE ÉTOILE é o nome do espectáculo que terá lugar no Teatro95, em Cergy-Pontoise, no dia 18 de Dezembro, Sexta-feira, às 21Horas e no Domingo às 16Horas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

OS NOMES DE PARIS

Segundo as próprias palavras de Brel, para se vencer na vida do espectáculo musical só havia uma cidade: PARIS. Em Fevereiro de 1953 ele tinha gravado em Bruxelas um disco com duas canções que vendeu duzentos exemplares. Desiludido comprou um bilhete de 3ª classe para a cidade luz. Quando saiu o primeiro disco de Brel, em França, um crítico de um prestigiado jornal parisiense escreveu “este belga cantor não se esqueça que há dois comboios por dia para Bruxelas…”
Brel não se deixou abater pelas críticas e Paris foi realmente o seu grande trampolim para a fama.

OS NOMES DE PARIS(1961)
O sol nasce e acaricia os telhados e é PARIS DIA... O Sena passeia-se e faz-se meu guia e é PARIS SEMPRE. O meu coração pára sobre o teu que sorri e é PARIS BOM DIA! A tua mão na minha mão diz-me que sim, e é PARIS AMOR... O primeiro encontro na Ilha de São Luís e é PARIS QUE COMEÇA... O primeiro beijo roubado nas Tulherias e é PARIS DESEJO... E o primeiro beijo recebido sob um alpendre e é PARIS ROMANCE e duas cabeças estonteadas ao olhar Versailles e é PARIS FRANÇA!

Os dias que esquecemos esquecem-se de nós e é PARIS ESPERANÇA... As horas em que os nossos olhares são apenas um olhar e é PARIS ESPELHO. Há sempre mais noites a separar as nossas canções e é PARIS BOA NOITE... E chega, enfim, o dia em que já não dizes NÃO e é PARIS ESTA NOITE! Um quarto tristonho onde termina a nossa viagem e é PARIS NÓS DOIS... Um olhar que recebe toda a ternura do mundo e é PARIS TEUS OLHOS... Essa jura que é mais chorada que falada e é PARIS SE TU QUISERES, sabendo que amanhã será como foi hoje e é PARIS FELICIDADE...

Mas chega o fim da viagem, chega o fim da canção e é PARIS CINZENTO, último dia, última hora, primeira lágrima também, e é PARIS CHUVA... Esses jardins já sem graça, que perderam todo o encanto e é PARIS TÉDIO, a gare onde se vai cumprir a última ruptura e é PARIS DESFECHO... Longe dos olhos, longe do coração, escorraçado do Paraíso e é PARIS TRISTEZA... Mas, uma carta tua, uma carta que diz sim, e é PARIS AMANHÃ... As vilas e as cidades, as estradas tremem de entusiasmo e é PARIS A CAMINHO! E tu estás lá à minha espera, e tudo vai recomeçar, e é PARIS ESTOU DE VOLTA!!!


domingo, 6 de dezembro de 2009

NOEL HARRISON



Os anos 60 fecharam musicalmente com chave de ouro. Uma bela canção com música de Michel Legrand e um texto excelente de A.&M.Bergman foi interpretada por NOEL HARRISON e incluída na banda sonora de um filme de 1968 de Norman Jewison THOMAS CROWN AFFAIR. Tratava-se da canção THE WINDMILLS OF YOUR MIND que ganhou um Oscar para o melhor tema musical desse ano. Os anos 70 abriram também com chave de ouro.
Don McLean lançou em 1970 VINCENT, uma das mais belas canções escritas em língua inglesa. Depois desse período áureo dá vontade de reescrever o refrão de American Pie, de Don McLean, cantando... “After those years the music died”.
Vem isto tudo a propósito do filho do famoso Sir Rex Harrison, NOEL HARRISON, um cantor e actor inglês nascido em 1934 que em 2002 lançou um CD com o título “Adieu, Jacques”. Este disco contém 10 canções de Brel e acedendo a este site podemos ouvir uma delas MARIEKE, numa versão actual e numa versão de 1966.