sábado, 17 de outubro de 2009

JEAN-LUC TASSEL

Das Edições Jacques Brel recebi uma informação sobre mais um espectáculo dedicado a Brel. É impressionante como 30 anos após a sua morte os espectáculos e outros eventos de homenagem ao cantor se sucedam quase diariamente. Só prova que Brel continua vivo e a sua música continua actual.
Assim, em Outubro e Novembro, Jean-Luc Tassel apresentará o espectáculo "L'homme dans la cité" no Teatro Darius MILHAUD.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

La...La...La

“A morte é a justiça, a verdadeira justiça. Se a uso nas minhas canções é exactamente por que sendo a ideia mais absurda que conheço é a mais acessível a toda a gente…” disse Brel, um dia.
Brel, nos seus textos, recorre muitas vezes a trocadilhos e neologismos. No texto que publico hoje Brel inventa a palavra MORRIREI para dizer que irá morrer a rir...

La,la,la (1967)
Quando eu for velho serei insuportável. Excepto para a minha cama e para o meu pobre passado...
O meu cão estará morto e a minha barba será uma lástima... Todas as minhas galdérias me terão deixado e habitarei numa qualquer Bélgica que me vai insultar tanto, ou mais que agora, quando eu lhe cantar “Viva a república! Vivam os belgas... Merda para os flamenguentos...la... la...la...”

Serei abandonado, como um velho hospital, por todos os barrigudos da alta sociedade, e portanto, beberei sozinho, a minha pensão de cigarra... É preciso estar-se bem, logo que haja Verão. Apenas serei recebido pelos gatos do meu bairro, para o seu festim, para que não estejam treze à mesa... E aí, depois de um rato morto, subirei a uma cadeira para cantar “meus senhores no leito da marquesa eu é que era os oitenta caçadores...la...la...la...”

E quando chegar a hora, imbecil e fatal, onde parece que alguém nos vem chamar, insultarei o bófia clerical, inclinado sobre o meu corpo, como um lacaio do céu... E morrirei cercado de pândegos, dizendo-me que o Voltaire era giro, e que se há tipos que têm uma pena no chapéu há outros que usam a pena no traseiro... la...la...la...


(Os oitenta caçadores mencionados no texto referem-se a uma canção tradicional francesa que contava a história de uma marquesa que convidou oitenta caçadores para uma caçada, e no fim do dia foi para a cama com todos eles. Ao cabo de nove meses ela teve um filho que ela dizia ser filho de 80 caçadores).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

IRENE VANDENEMEELE e JEANINE GODIN

Das Edições Jacques Brel recebi a informação sobre uma exposição de desenho a carvão e aguarelas de Irène Vandenemeele e Jeanine Godin em Mons, Bélgica.
A exposição está aberta ao público até 7 de Novembro.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

FRANCIS SELECK

Está a decorrer no Palácio Foz, cidade do Porto, a Semana Belga em Portugal. Amanhã, quarta-feira, haverá um espectáculo na Casas da Música, pelas 21H30, onde FRANCIS SELECK interpretará canções de Jacques Brel acompanhado pelo pianista Paul Timmermans.
Do programa constam ainda exibições de filmes, espectáculos de dança, workshops, concertos e eventos gastronómicos.

Francis Seleck

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

BARBRA STREISAND

No dia 9 de Outubro a propósito da canção LE MORIBOND falei de versões das canções de Brel interpretadas por artistas de renome internacional.
Nesse mesmo dia recebi das Edições Jacques Brel a informação que
BARBRA STREISAND lançou o seu 23º disco e que inclui IF YOU GO AWAY, a versão inglesa de Ne me quitte pas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

LE MORIBOND

De Janeiro a Junho de 1978, Brel está em Atuona, Ilhas Marquesas. A sua saúde piora. Em Julho, Brel regressa a Paris para se submeter a novo tratamento.
Em 7 de Outubro ele está muito doente e é internado no Hospital Franco-Musulman em Bobigny nos arredores de Paris. Sofre uma embolia pulmonar.
Em 9 de Outubro morre às 4 horas e 10 minutos da manhã.
É enterrado na Ilha Hiva Oa a alguns metros do pintor Gauguin.


O MORIBUNDO
Le moribond é um óptimo exemplo da composição breliana. A estrutura dos versos repete-se, delimitando o campo semântico. É como ter um molde onde se vão introduzindo pequenas variações.
Esta canção de 1961 teve uma versão em inglês intitulada “Seasons in the sun” e foi cantada por um cantor pop da altura chamado Terry Jacks. A canção correu mundo e esteve em primeiro lugar nos tops de vários países. Outras canções de Brel tiveram sucesso idêntico nas suas versões inglesas. Por exemplo Au suivant cantada pelo Scott Walker, dos Walker Brothers, e Ne me quitte pas, cantada por Nina Simone, Frank Sinatra, R.Charles, D.Bowie, Sting, etc. Nenhuma das versões, porém, atingiu o nível do original.

Adeus Emílio, sempre te quis bem... Tu sabes que sempre te quis bem... Cantámos os mesmos vinhos, cantámos as mesmas raparigas, cantámos os mesmos desgostos... Adeus Emílio, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com a paz na alma, porque sei que és bom como o pão branco e tomarás conta da minha mulher...
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, quero que dancem quando me meterem lá na cova...

Adeus Padre, sempre te quis bem... Tu sabes que sempre te quis bem... Não estávamos no mesmo bordo, não seguíamos a mesma rota, mas procurávamos o mesmo porto.... Adeus Padre, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com a paz na alma, porque sei que tu eras confessor da minha mulher e, portanto, vais tratar bem dela…
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, quero que dancem quando me meterem lá na cova...

Adeus António, nunca gostei muito de ti... Tu sabes que nunca gostei muito de ti... Fico danado porque vou morrer hoje, ao passo que tu ficas aí vivinho, e mais rijo que o fastio... Adeus António, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com a paz na alma, porque, visto que eras o amante dela, sei que cuidarás bem da minha mulher...
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, quero que dancem quando me meterem lá na cova...

Adeus minha mulher, sempre te quis bem... Tu sabes que sempre te quis bem... Mas, vou tomar este comboio com destino ao Bom Deus... Este comboio é antes do teu, mas, cada um toma o comboio que pode. Adeus minha mulher, vou morrer... Sabes que é difícil morrer na Primavera... Mas, lá vou eu para o meu canteiro de flores, com os olhos fechados, mulher, porque por ti, tive-os fechados muitas vezes, e eu sei que tu vais cuidar da minha alma...
E quero que se riam, e quero que dancem, que se divirtam como tolos... Quero que se riam, e quero que dancem quando me meterem lá na cova...



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VESOUL - FESTIVAL JACQUES BREL

Recebi das Edições Jacques Brel a informação sobre a nona edição do FESTIVAL JACQUES BREL que se realiza na cidade de Vesoul.
O nome Vesoul ficou famoso depois de Brel ter feito uma canção precisamente com este título. O Festival realiza-se de 11 a 17 de Outubro e conta com nomes importantes da actual canção francesa.