Na próxima segunda feira, 14, às 20h40m, na TV1, transmissão da reportagem sobre a recuperação do Askoy na série “Un simple plan”
Pieter Wittevrongel e os seus colaboradores, dois irmãos de Blankengerge, planearam a recuperação do Askoy encalhado nos mares da Nova Zelândia. Trata-se do barco em que Jacques Brel navegou até às ilhas Marquesas em 1974.
Actualmente, o Askoy encontra-se ilegal,”sem papeis”, em Ostende, aguardando um acordo com a Região flamenga para lhe atribuir um lugar a oeste da cidade de Blankenberge, estação balnear da Costa Belga. A ideia é construir um museu consagrado à herança marítima onde estará presente a memória de Jacques Brel.
Para tal é essencial a restauração do Askoy.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
LES BONBONS
Mais uma canção de Jacques Brel em que há um diálogo entre um anti-herói de Brel e uma interlocutora e que se reduz a uma voz, isto é, a um monólogo. Nós percebemos que ela está presente. Adivinhamos as suas reacções. Pelas palavras dele, revela-se o silêncio dela, o que dá um ar mais cómico/dramático a toda a encenação. Ao vivo, Brel cantava esta canção Les Bonbons como só ele poderia cantar. Absolutamente irresistível.
Les bonbons é de 1964
Eu trouxe-lhe uns bombons porque as flores são tão perecíveis, quero dizer, os bombons também são bons, mas... As flores têm outra apresentação.
Sobretudo, quando elas estão em botão... Mas, eu trouxe-lhe uns bombons...
Espero que possamos dar um passeio e que a senhora sua mãe não diga nada... Iremos ver passar os comboios e às oito horas estaremos de volta. Mas que belo Domingo para a época... Eu trouxe-lhe uns bombons...
Se você soubesse como eu estou orgulhoso de a ver aqui de braço dado comigo... As pessoas olham de lado e até há quem ria atrás de mim... Este mundo está cheio de descarados... Eu trouxe-lhe uns bombons...
AH, Sim! A Germana é menos bem que você, a Germana é menos bonita... É verdade que a Germana tem o cabelo arruçado e é verdade que a Germana é uma peste. Você tem toda a razão... Eu trouxe-lhe uns bombons...
E cá estamos no parque... No coreto tocam Mozart... Mas, diga-me, por acaso aquele, além, não é o seu amigo Leôncio?... Se você quiser eu dou-lhe o meu lugar... Eu trazia aqui uns bombons...
Ohhh... Bom dia menina Germana...Eu trouxe-lhe uns bombons porque as flores são tão perecíveis, quero dizer, os bombons são também bons, mas as flores têm outra apresentação. Sobretudo quando elas estão em botão... Mas, eu trouxe-lhe uns bombons...
Les bonbons é de 1964
Eu trouxe-lhe uns bombons porque as flores são tão perecíveis, quero dizer, os bombons também são bons, mas... As flores têm outra apresentação.
Sobretudo, quando elas estão em botão... Mas, eu trouxe-lhe uns bombons...
Espero que possamos dar um passeio e que a senhora sua mãe não diga nada... Iremos ver passar os comboios e às oito horas estaremos de volta. Mas que belo Domingo para a época... Eu trouxe-lhe uns bombons...
Se você soubesse como eu estou orgulhoso de a ver aqui de braço dado comigo... As pessoas olham de lado e até há quem ria atrás de mim... Este mundo está cheio de descarados... Eu trouxe-lhe uns bombons...
AH, Sim! A Germana é menos bem que você, a Germana é menos bonita... É verdade que a Germana tem o cabelo arruçado e é verdade que a Germana é uma peste. Você tem toda a razão... Eu trouxe-lhe uns bombons...
E cá estamos no parque... No coreto tocam Mozart... Mas, diga-me, por acaso aquele, além, não é o seu amigo Leôncio?... Se você quiser eu dou-lhe o meu lugar... Eu trazia aqui uns bombons...
Ohhh... Bom dia menina Germana...Eu trouxe-lhe uns bombons porque as flores são tão perecíveis, quero dizer, os bombons são também bons, mas as flores têm outra apresentação. Sobretudo quando elas estão em botão... Mas, eu trouxe-lhe uns bombons...
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
GENUÍNO MADRUGA EM HIVA OA (2)
EXCERTO DE UMA NOTÍCIA DO SEMANÁRIO TRIBUNA DAS ILHAS
do dia 02 de Maio de 2008.
Genuíno Madruga chegou finalmente à ilha de Hiva Oa, no arquipélago das Marquesas
Pouco passava das 18 horas (2 horas da manhã nos Açores) do dia 23 de Abril quando Genuíno Madruga aportou nas ilhas Marquesas após 20 dias de navegação solitária. O navegador açoriano teve de manobrar para abrigar o seu veleiro Hemingway no porto de Hiva Oa repleto de outras embarcações de aventureiros que cruzam o oceano Pacífico em busca destas ilhas paradisíacas da Polinésia Francesa.
É a segunda vez que Genuíno Madruga visita Hiva Oa (também aqui passou na sua primeira volta ao mundo em 2002) . Nesta ilha vai visitar a última morada do pintor Paul Gauguin e do cantor Jacques Brel. O velejador portuguêsleva consigo uma placa especialmente gravada para esta ocasião.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
JEF
Como numa peça de teatro, cujo cenário realista é uma rua sombria, Brel interpreta a figura de um bêbado que anima, ampara e encoraja, um amigo ainda mais bêbado que ele…É uma canção que só Jacques Brel poderia ter escrito e interpretado. A canção chama-se Jef e é de 1964.
Não, Jef, tu não estás só... Mas pára lá de chorar diante de toda a gente, só porque uma badalhoca, uma galdéria oxigenada, te deixou de rastos. Não, Jef, tu não estás só, mas sabes, tu envergonhas-me aqui, a soluçar dessa maneira, estupidamente, à frente de toda a gente, só porque uma rameira te deu com os pés... Não, Jef, tu não estás só... Isto é uma vergonha... As pessoas já nos estão a gozar... Vamo-nos raspar daqui para fora... Vem Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui uns trocos... Vamos bebê-los à tasca da velha Françoise... Vem, tenho aqui uns trocos, e se não chegarem, põe-se na conta... Depois vamos comer uns mexilhões com batatas fritas, umas batatas fritas com mexilhões, tudo regado com vinho de Moselle... E se ainda estiveres triste, vamos ver as gajas a casa da Madame André... Parece que há lá caras novas... E voltaremos a cantar como antes... Voltaremos a ficar na maior. Como naquele tempo em que éramos jovens... Naquele tempo em que eu tinha dinheiro...
Não, Jef, tu não estás só... Pára lá de fazer caretas... Levanta-me esses cem quilos, mexe essa carcaça... Eu sei que andas desgostoso, mas tens que reagir... Não, Jef, tu não estás só... Pára com esses soluços, pára lá de dar nas vistas. Pára com essa treta de te ires deitar ao mar, ou de te quereres enforcar... Não, Jef, tu não estás só... Olha, isto aqui já não é mais uma rua…Já parece mais um cinema onde as pessoas vêm para te ver... Vem, Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui a minha viola, vou tocá-la para ti... Vamos fazer de conta que somos espanhóis, como quando éramos garotos. Apesar de eu não gostar muito, até podes imitar um rouxinol... Depois, sentamo-nos por aí num banco, e vamos falar da América, que é para onde a gente vai quando tiver bagalhoça... E se mesmo assim ainda estiveres triste, vou explicar-te como te vais transformar em Rockfeller... Ficaremos na maior, cantaremos como antigamente, quando ainda éramos belos... Como naquele tempo em que ainda não éramos bêbados...
Anda, Jef... anda, vem... Sim, sim, Jef... vem daí...
Não, Jef, tu não estás só... Mas pára lá de chorar diante de toda a gente, só porque uma badalhoca, uma galdéria oxigenada, te deixou de rastos. Não, Jef, tu não estás só, mas sabes, tu envergonhas-me aqui, a soluçar dessa maneira, estupidamente, à frente de toda a gente, só porque uma rameira te deu com os pés... Não, Jef, tu não estás só... Isto é uma vergonha... As pessoas já nos estão a gozar... Vamo-nos raspar daqui para fora... Vem Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui uns trocos... Vamos bebê-los à tasca da velha Françoise... Vem, tenho aqui uns trocos, e se não chegarem, põe-se na conta... Depois vamos comer uns mexilhões com batatas fritas, umas batatas fritas com mexilhões, tudo regado com vinho de Moselle... E se ainda estiveres triste, vamos ver as gajas a casa da Madame André... Parece que há lá caras novas... E voltaremos a cantar como antes... Voltaremos a ficar na maior. Como naquele tempo em que éramos jovens... Naquele tempo em que eu tinha dinheiro...
Não, Jef, tu não estás só... Pára lá de fazer caretas... Levanta-me esses cem quilos, mexe essa carcaça... Eu sei que andas desgostoso, mas tens que reagir... Não, Jef, tu não estás só... Pára com esses soluços, pára lá de dar nas vistas. Pára com essa treta de te ires deitar ao mar, ou de te quereres enforcar... Não, Jef, tu não estás só... Olha, isto aqui já não é mais uma rua…Já parece mais um cinema onde as pessoas vêm para te ver... Vem, Jef... Vem!
Vem... Olha, ainda tenho aqui a minha viola, vou tocá-la para ti... Vamos fazer de conta que somos espanhóis, como quando éramos garotos. Apesar de eu não gostar muito, até podes imitar um rouxinol... Depois, sentamo-nos por aí num banco, e vamos falar da América, que é para onde a gente vai quando tiver bagalhoça... E se mesmo assim ainda estiveres triste, vou explicar-te como te vais transformar em Rockfeller... Ficaremos na maior, cantaremos como antigamente, quando ainda éramos belos... Como naquele tempo em que ainda não éramos bêbados...
Anda, Jef... anda, vem... Sim, sim, Jef... vem daí...
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
GENUÍNO MADRUGA EM HIVA OA
Genuíno Madruga esteve em 2008 nas Ilhas Marquesas e visitou o túmulo de Jacques Brel em Hiva Oa. Foi portador de uma placa concebida pelo PETER Café Sport, da Horta, que desta maneira quis homenagear o cantor 30 anos de pois da sua morte, e 34 anos anos depois de ter sido cliente daquele espaço mítico.
E vou dar-vos a conhecer uma mensagem, acompanhada de fotografia, que recebi do famoso velejador solitário faialense após aquela passagem pela Polinésia.
Caro amigo Sérgio Luís
Acabo de chegar a Huahine, quase ilha encantada de boas gentes, no coração da Polinésia.
A placa em cobre, que coloquei, colada com silicone, na campa do nosso inesquecível Brel, lá estará certamente durante muitos anos salvo se algum pirata por lá aparecer! Todavia em Hiva Oa há um hangar construído propositadamente junto ao Espaço Cultural Paul Gauguin que, para além do JOJO esta devidamente decorado com muita informação acerca da vida e obra de J. Brel, compositor, interprete, actor, marinheiro e homem de nobre coração. Quando lá entrei, foi como se de repente tivesse o tempo recuado ate aos anos 60 quando deliciados escutávamos as canções do grande Brel. Ao olhar ao meu redor, escutando dans le port d’Amesterdam....quase que era capaz de afirmar que J.Brel estava mesmo ali! Fiquei extasiado!!!
Como nota final posso dizer-lhe que os poucos habitantes daquela ilha souberam preservar o legado de Jaques Brel e de Gauguin.
Desde Huahine, com um abraço do amigo
Genuino Madruga
E vou dar-vos a conhecer uma mensagem, acompanhada de fotografia, que recebi do famoso velejador solitário faialense após aquela passagem pela Polinésia.
Caro amigo Sérgio Luís
Acabo de chegar a Huahine, quase ilha encantada de boas gentes, no coração da Polinésia.
A placa em cobre, que coloquei, colada com silicone, na campa do nosso inesquecível Brel, lá estará certamente durante muitos anos salvo se algum pirata por lá aparecer! Todavia em Hiva Oa há um hangar construído propositadamente junto ao Espaço Cultural Paul Gauguin que, para além do JOJO esta devidamente decorado com muita informação acerca da vida e obra de J. Brel, compositor, interprete, actor, marinheiro e homem de nobre coração. Quando lá entrei, foi como se de repente tivesse o tempo recuado ate aos anos 60 quando deliciados escutávamos as canções do grande Brel. Ao olhar ao meu redor, escutando dans le port d’Amesterdam....quase que era capaz de afirmar que J.Brel estava mesmo ali! Fiquei extasiado!!!
Como nota final posso dizer-lhe que os poucos habitantes daquela ilha souberam preservar o legado de Jaques Brel e de Gauguin.
Desde Huahine, com um abraço do amigo
Genuino Madruga
domingo, 6 de setembro de 2009
LES TOROS
Os touros chateiam-se ao Domingo, na arena, quando têm de correr para nós... Um pouco de areia, de sol e de barreiras. Um pouco de sangue para fazer uma poça de lama... É a hora em que os merceeiros passam por Don Juan... É a hora em que as inglesas passam por Montherlant...
Ai... Quem me soubesse dizer o que pensa um touro que rodopia e dança, e de repente descobre que está ali todo nu! Ai... Quem me soubesse dizer com que sonha um touro quando levanta os olhos e descobre os cornos dos cornudos...
Os touros ficam chateados ao Domingo, na arena, quando têm de sofrer para nós... Entram os Picadores e a multidão vinga-se... Entram os Toureiros e a multidão ajoelha-se... É a hora em que os merceeiros se tomam por Garcia Lorcas... É a hora em que as inglesas se tomam por Carmencitas...
Os touros chateiam-se ao Domingo, na arena, quando têm que morrer para nós... A espada vai mergulhar e a multidão debruça-se... A espada já mergulhou e a multidão está de pé... É o momento do triunfo, em que os merceeiros se julgam Imperadores... É o momento do triunfo, em que as inglesas se julgam Wellington...
Ah... Será que ao caírem por terra os touros sonham com um inferno onde vão arder homens e toureiros defuntos... Ou será que na hora da morte eles não nos vão perdoar jamais, pensando em Cartago, Waterloo e Verdun !!!
A canção Les toros é de 1963
Ai... Quem me soubesse dizer o que pensa um touro que rodopia e dança, e de repente descobre que está ali todo nu! Ai... Quem me soubesse dizer com que sonha um touro quando levanta os olhos e descobre os cornos dos cornudos...
Os touros ficam chateados ao Domingo, na arena, quando têm de sofrer para nós... Entram os Picadores e a multidão vinga-se... Entram os Toureiros e a multidão ajoelha-se... É a hora em que os merceeiros se tomam por Garcia Lorcas... É a hora em que as inglesas se tomam por Carmencitas...
Os touros chateiam-se ao Domingo, na arena, quando têm que morrer para nós... A espada vai mergulhar e a multidão debruça-se... A espada já mergulhou e a multidão está de pé... É o momento do triunfo, em que os merceeiros se julgam Imperadores... É o momento do triunfo, em que as inglesas se julgam Wellington...
Ah... Será que ao caírem por terra os touros sonham com um inferno onde vão arder homens e toureiros defuntos... Ou será que na hora da morte eles não nos vão perdoar jamais, pensando em Cartago, Waterloo e Verdun !!!
A canção Les toros é de 1963
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sábado, 5 de setembro de 2009
NOTÍCIA " O TELÉGRAFO" 3 de Setembro de 1974

O ASKOY foi o 134º iate a entrar no Porto da Horta em 1974. O Jornal O Telégrafo mantinha uma agenda diária de entrada de iates, mas nem sempre com dados correctos sobre essas entradas.
Nesta pequena notícia do dia 3 de Setebro de 1974, há vários erros: O Iate não se chama ASHOY, mas ASKOY, tinha 42 Toneladas e não 45, não tinha 5 tripulantes mas 3 (Brel, France e Maddly) e não se destinava à Graciosa, mas sim à Madeira.
O nome completo de Brel era JACQUES ROMAIN GEORGE BREL. Portanto, George Brel foi o nome com que se identificou perante as autoridades marítimas do Porto da Horta.
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